11/10/2002 13h27 – Atualizado em 11/10/2002 13h27
Israel limitou hoje o acesso a um dos locais mais sagrados do islamismo a fim de tentar conter conflitos violentos uma semana depois de fiéis muçulmanos terem atirado pedras contra policiais que vigiavam uma praça adjacente e sagrada para os judeus.
A polícia reagiu à violência da semana passada invadindo o complexo de antigas mesquitas, chamado pelos muçulmanos de Haram Al Sharif e pelos judeus de Monte do Templo. Foram disparadas granadas de efeito moral para dispersar os palestinos que atiravam pedras.
“Em vista as advertências feitas por nossos serviços de inteligência a respeito de distúrbios a serem provocados depois das orações de hoje no Monte do Templo, a polícia não permitirá o acesso ao local de homens com menos de 40 anos e reforçará a presença policial na Cidade Velha”, disse Gil Kleiman, porta-voz da polícia.
Esse foi o primeiro distúrbio do tipo em Haram Al Sharif em um ano e coincidiu com o segundo aniversário de um levante palestino que defende o fim da ocupação israelense da Cisjordânia e da faixa de Gaza.
Os manifestantes da semana passada protestavam contra uma lei, aprovada pelos EUA, que corroborava a tese de Israel de que Jerusalém é a capital do Estado judaico. A cidade possui vários locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos.
Israel capturou Jerusalém Oriental, junto com a Cisjordânia e a faixa de Gaza, em 1967 e anexou essa parte da cidade pouco depois, em uma manobra não reconhecida pela comunidade internacional. Os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital de seu futuro Estado.
Ao menos 1.605 palestinos e 604 israelenses foram mortos desde o início do levante palestino, em setembro de 2000. A violência explodiu então depois de uma polêmica visita a Haram Al Sharif do então oposicionista de direita e hoje primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon.
Fonte: Reuters





