11/10/2002 13h54 – Atualizado em 11/10/2002 13h54
Autoridades que interrogaram um membro da rede terrorista Al Qaeda preso no Paquistão estão examinando uma nova teoria sobre os atentados de 11 de setembro: o suspeito Ramzi Muhammad Abdullah bin al-Shibh estava planejando o sequestro de um quinto avião para atacar a Casa Branca, segundo a edição de hoje do jornal “The New York Times”.
O plano foi interrompido quando Bin al-Shibh, capturado no mês passado no Paquistão, falhou ao obter permissão para entrar nos Estados Unidos. Ele planejava se matricular em uma escola de vôos na Flórida.
Evidências de que havia planos para um quinto sequestro também vieram à tona durante o interrogatório do taleban norte-americano John Walker Lindh, mas a possibilidade de que Bin al-Shibh seria o líder de um quinto grupo não havia sido revelada anteriormente, de acordo com o “New York Times”.
Essa teoria tem ganhado terreno nas últimas semanas enquanto investigadores levantaram novos detalhes da movimentação de Bin al-Shigh na Europa nos meses anteriores aos ataques, disse o “New York Times”.
Investigadores também conseguiram recolher evidências sobre a relação entre Bin al-Shigh e Mohamed Atta, acusado pelos EUA de liderar os atentados de 11 de setembro, e descobrir novas informações sobre a extensão do plano original dos ataques da Al Qaeda, segundo o jornal.
Mais dados sobre o papel de Bin al-Shibh nos ataques poderiam surgir a partir dos resultados da prisão realizada ontem na Alemanha de um marroquino que teria dividido um apartamento em Hamburgo com Bin-al Shibh, Atta e pelo menos um outro sequestrador, de acordo com o “New York Times”.
Autoridades afirmaram que Bin al-Shibh deu apenas informações incompletas sobre os sequestros e as atividades da Al Qaeda desde a guerra no Afeganistão, afirmou o jornal. Disseram ainda que Bin al-Shibh não declarou que planejava liderar um outro grupo de sequestradores, segundo o “New York Times”.
Fonte: MS Notícias






