09/10/2002 11h32 – Atualizado em 09/10/2002 11h32
O candidato derrotado do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, encontrou uma saída para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva: montar em separado palanques do PSB exclusivamente para Lula no Rio de Janeiro, sem a presença de outros petistas.
Segundo Garotinho, o maior empecilho para apoiar Lula eram as graves divergências entre socialistas e petistas do Rio, e a fórmula encontrada para superá-la foi levar apenas Lula a comícios organizados pelo PSB.
A governadora petista Benedita da Silva, por exemplo, não irá aos atos públicos do partido de Garotinho, que é seu adversário no Estado. Depois de uma reunião com o presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, os socialistas apresentaram os cinco pontos que tentarão negociar com o PT antes de formalizar o apoio a Lula: uma posição de antagonismo à Área de Livre Comércio das Américas (Alca); postura clara do PT contra o aluguel da Base de Alcântara (MA) aos Estados Unidos; compromisso com o estabelecimento de um salário mínimo de R$ 280 em maio de 2003; fortalecimento das Forças Armadas; e renegociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Garotinho afirmou, porém, que essas não são condições que possam inviabilizar a aliança com Lula. “Se o PT disser não a esses pontos, não quer dizer que não vamos apoiar Lula. O que queremos é deixar documentadas as questões que consideramos primordiais para o País”, disse o candidato derrotado.
Arraes terá, no fim da tarde de hoje, em Brasília, uma reunião com o presidente do PT, deputado José Dirceu. O presidente do PSB disse que não aceitará que integrantes do seu partido apóiem o candidato do PSDB, José Serra.





