09/10/2002 13h37 – Atualizado em 09/10/2002 13h37
A alta do dólar causou mais pressão sobre os preços em setembro. A desvalorização do real no período ajudou a provocar no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) uma alta de 0,72% no mês passado, superior ao resultado já elevado de 0,65% de agosto.
O câmbio causou aumentos expressivos principalmente nos alimentos, que subiram 1,96%, após registrarem 1,94% em agosto. Entre os principais aumentos no período, destacaram-se o óleo de soja (+14,23%), a farinha de trigo (+10,71%), o macarrão (+5,60%), o biscoito (+4,28%) e o pão francês (+2,68%).
Os produtos não alimentícios também já sofrem o impacto do câmbio: os eletrodomésticos subiram 1,90% e os artigos de higiene pessoal, 1,89%.
Nem mesmo a redução de 7,61% do gás de cozinha e da falta de reajuste de tarifas melhorou o índice de preços.
No ano, até setembro, o IPCA acumulou alta de 5,6% e, nos últimos 12 meses, a taxa acumula 7,93%. Em setembro do ano passado, o IPCA foi de 0,28%.
Assim, a meta de inflação do governo para 2002 já extrapolou seu teto em setembro, faltando três meses para o fim do ano. A meta de inflação era de 3,5% neste ano, com possibilidade de variar 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, isto é, poderia chegar a 5,5% entre janeiro e dezembro.
Por outro lado, a meta acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que fechou este ano um acordo de US$ 30 bilhões com o Brasil, prevê inflação de 6,5% em 2002, com possibilidade de variar 2,5 pontos percentuais (teto de 9%, portanto).
O IPCA, que é o indicador oficial de inflação adotado pelo governo, é calculado pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) em nove regiões metropolitanas e nas cidades de Goiânia e Brasília. O índice se refere à variação de preços referente a produtos e serviços usualmente consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
Fonte: Folha Online





