08/10/2002 16h27 – Atualizado em 08/10/2002 16h27
O dólar comercial fechou em baixa de 0,13%, a R$ 3,730 na venda, após abrir com desvalorização de 2,35%, cotado a R$ 3,647. As medidas anunciadas ontem pelo Banco Central, para conter a pressão no mercado de câmbio nas semanas que antecedem o segundo turno das eleições, ajudaram o dólar a manter o movimento de baixa hoje. O resultado, porém, ficou bem aquém do que esperavam alguns analistas.
O BC aumentou a exigência de capital dos bancos para operarem no câmbio. Segundo a instituição, os bancos terão cinco dias para elevar de 50% para 75% o capital próprio em posições compradas em dólar. Essa iniciativa refletiu hoje nas negociações.
O analista da corretora Novação, José Roberto Carrera, disse, porém, que esperava uma queda mais forte no câmbio com a medida do BC.
De acordo com ele, muitos bancos já adotavam essa nova posição exigida pelo BC para atuar no câmbio. Caso contrário, a moeda encerraria o dia em queda mais forte.
O recuo acentuado do dólar pela manhã, segundo alguns operadores, teria sido resultado de uma atuação do BC no mercado à vista. A instituição ainda não confirmou a operação.
Já a nova tentativa de rolagem da dívida do governo que vence no próximo dia 17, de US$ 3,6 bilhões, iniciada hoje, dividiu opiniões.
O BC tentou rolar 30% do total da dívida, dos quais conseguiu alongar mais de 50%. Do montante total da dívida, o governo rolou 16,4%. Para alguns analistas, a instituição deveria ter procurado rolar um montante maior.
Para outros, o BC está fazendo a coisa certa, tentando alongar a dívida gradualmente. Além disso, eles consideram que a operação de hoje foi positiva, porque a autoridade monetária conseguiu rolar mais da metade do montante da operação de hoje, embora tenha aceitado taxas altas, que chegaram a 40%.
À tarde, por alguns instantes, a moedas norte-americana voltou a subir um pouco, mas voltou a cair em seguida. Esse movimento, segundo Carrera refletiu algumas operações realizadas por bancos, que deixam para cobrir posições no final da tarde.





