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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Colheita da soja chega a 94,9% e plantio do milho atinge 99,5%

Levantamento aponta avanço no campo e impacto do clima em áreas do Estado

Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) informou, nesta quarta-feira (15), que a colheita da soja da safra 2025/2026 atingiu 94,9% da área plantada até 10 de abril, enquanto o plantio do milho segunda safra chegou a 99,5% no Estado. Os dados constam no boletim semanal e mostram a reta final das duas culturas em Mato Grosso do Sul.

A colheita avança em ritmos diferentes entre as regiões. O sul lidera, com 99,3% da área já colhida, seguido pelo centro, com 91,7%, e pelo norte, com 82,7%. No plantio do milho, a região sul já concluiu 100% da área estimada. O centro registra 99,4% e o norte, 96,3%, o que confirma o encerramento próximo da semeadura em todo o Estado.

As condições das lavouras refletem os efeitos do clima ao longo do ciclo. Do total, 56,8% das áreas são classificadas como boas, 27,6% como regulares e 15,6% como ruins. As regiões norte e nordeste concentram os melhores índices, com mais de 64% das lavouras em boas condições. No sul, 41,2% das áreas são consideradas boas e 44,2% regulares. Já no sudeste, 45,5% estão em boas condições e 41,7% em situação regular.

O boletim aponta que mais de 640 mil hectares foram afetados por veranicos entre janeiro e fevereiro, com estiagem superior a 20 dias em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. A falta de chuva comprometeu parte do desenvolvimento das plantas, sobretudo no sul do Estado. Em março, a precipitação entre 150 e 380 milímetros ajudou na recuperação parcial das lavouras nas regiões centro, norte e oeste.

O assessor técnico da Aprosoja, Flávio Aguena, afirma que o ritmo mais lento no início da safra ocorreu por causa do atraso na colheita da soja. “Mesmo com os desafios climáticos registrados no início do ano, principalmente na região sul, a safra apresenta recuperação importante em várias regiões”, diz. Ele acrescenta que a produtividade revisada indica potencial de rendimento, mas ainda depende da consolidação dos dados de campo.

O relatório também destaca que a revisão da produtividade média da soja passou de 52,8 para 61,7 sacas por hectare, o que reforça a recuperação em parte das áreas.

Fonte: Campo Grande News (por Gustavo Bonotto)

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