11/07/2003 16h45 – Atualizado em 11/07/2003 16h45
O dólar comercial voltou a fechar em alta nesta sexta-feira, mas com pressão bem menor. A moeda americana subiu 0,06%, cotada a R$ 2,890 na compra e R$ 2,894 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão viva-voz em queda de 1,49%. O Risco Brasil e os juros futuros subiram.
CÂMBIO E LEILÃO – O recuo do governo em alterar a proposta de reforma da Previdência, sugerida pelo poder judiciário, favoreceu o mercado cambial.
O Banco Central vendeu US$ 405 milhões e concluiu a rolagem de 52,4% da dívida de US$ 2,7 bilhões que vence no próximo dia 17. Pelas novas regras, não há possibilidade de uma nova oferta. Hoje, foram ofertados 16,5 mil contratos, que correspondem a US$ 825 milhões.
- O mercado até esperava uma rolagem um pouco maior, mas prefere não ficar o final de semana na posição comprada. Apesar da pressão dos últimos dias, a cotação ainda está abaixo dos R$ 2,90, o que diminui a procura por hedge (proteção) – afirmou Mário Battistel, diretor-executivo da Correto Novação.
Para ele, a opção de rolar um percentual menor da dívida foi do próprio Banco Central, que rejeitou contratos com juros superiores ao de mercado. O analista disse que não há motivo para o BC pagar taxa muito elevada se a perspectiva é de queda do juro daqui para a frente. O Depósito Interfinanceiro (DI) de agosto apontava há pouco queda de 0,26%, a 22,46% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir as taxas de juros acontecerá nos dias 22 e 23 de julho.
RISCO -O C-Bond, principal título brasileiro negociado no exterior, cai 0,07%, a 87,31% de seu valor de face. O Global 40, título de longo prazo, recua 1,40%, para 87,75% de seu valor de face. O risco-país, calculado pelo J.P. Morgan, apresenta alta de 1,96%, a 830 pontos base.
BOVESPA – O Ibovespa marcava 13.299 pontos e volume financeiro de R$ 473,5 milhões.
Entre as ações mais negociadas estavam Telemar PN, Petrobras PN e Usiminas PNA.
As maiores baixas eram de Eletropaulo PN (4,2%), Souza Cruz ON (3,1%) e e Light ON (3%). Entre as altas estavam Ipiranga Pet PN (2,6%), Usiminas PNA (2,6%) e Siderúrgica de Tubarão PN (2,3%).
Gustavo Alcântara, analista do Banco Prósper, disse que os investidores estão intranqüilos em relação a possibilidade de mudanças no projeto de reforma da Previdência.
- Ainda estamos na primeira grande batalha para a votação das reformas e o governo já perde para os opositores. Os líderes do governo estão agindo errado: tomam uma atitude e com a repercussão negativa do mercado voltam atrás, só que a emenda fica pior do que o soneto – afirmou Alcântara.
Em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,53% e a Nasdaq registrava alta de 0,58%.
JUROS FUTUROS – A semana terminou com cautela no mercado de juros futuros. Em uma sexta-feira em que a tendência de alta prevaleceu no segmento de câmbio, a cautela dos agentes aumentou e os contratos mais líquidos registraram leve alta. Nem mesmo a deflação apontada pela primeira medição de julho do IPC da Fipe conseguiu reverter o mau humor.
No término do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de agosto apontava ligeira queda de 0,01 ponto percentual, com taxa de 25,12% ao ano. O vencimento para o mês de setembro fechou com avanço de 0,05 ponto, a 24,47% ao ano. Outubro teve valorização de 0,06 ponto, a 23,78%.
O vencimento de janeiro de 2004 terminou com alta de 0,09 ponto e taxa de 22,49% ao ano. Para abril de 2004, o novo contrato mais negociado da BM & F, houve avanço de 0,05 ponto, projetando juros de 21,72% ao ano. Por fim, o vencimento de julho de 2004 teve recuo de 0,09 ponto percentual e encerrou com 21,10% anuais.
PARALELO – O dólar paralelo fechou estável em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a moeda fechou cotada a R$ 2,930 na compra e R$ 3,000 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39) terminou a R$ 2,820 na compra e R$ 2,950 na venda. O dólar turismo em São Paulo fechou em alta de 1,35%, a R$ 2,840 na compra e R$ 2,990 na venda.