03/06/2003 11h21 – Atualizado em 03/06/2003 11h21
Num discurso feito após a cúpula com líderes árabes no Egito, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu um Estado palestino livre e a criação de um mercado comum entre os EUA e países do Oriente Médio em dez anos.
Bush afirmou que, para conseguir o Estado palestino, é preciso coragem e determinação moral.
“Se todos cumprirem suas obrigações, vamos atingir nosso objetivo”, disse ele.
“Nós vemos uma paz verdadeira, não uma pausa entre guerras, mas uma reconciliação verdadeira entre a população do Oriente Médio.”
Mercado:
Bush também cobrou combate eficaz ao terrorismo, afirmando que organizações que apóiam atentados têm que ser proibidas de existir pelos governos.
O presidente americano disse ainda ter esperança de que as nações “abram seus mercados para a criação de uma área de livre comércio com os Estados Unidos em dez anos”.
“Todos os países árabes que seguirem esse caminho terão a amizade dos Estados Unidos.”
Pouco antes, o presidente egício, Hosni Mubarak, anfitrião do encontro, reafirmou a intenção dos participantes do encontro de combater o terrorismo e elogiou a atuação americana no pós-guerra no Iraque, ressaltando que todos os vizinhos querem que o país mantenha sua integridade.
Mubarak também cobrou que Israel cumpra a proposta internacional de paz para a região.
Antes do discurso, Bush já havia havia defendido que Israel lidasse com a questão dos assentamentos judeus em territórios palestinos.
Disse também que deveria haver território contínuo que os palestinos pudessem “chamar de casa”.
Além de Bush e Mubarak, a cúpula reuniu o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Abdullah, o rei Abdullah, da Jordânia, o rei Hamad, de Barein, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen.
Depois do Egito, Bush vai à Jordânia para se reunir com Abbas e com o premiê israelense, Ariel Sharon.



