23/05/2003 10h11 – Atualizado em 23/05/2003 10h11
RIO DE JANEIRO (CNN) — Puxado pela redução no preço dos combustíveis, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) recuou para 0,85 por cento em maio, com uma queda de 0,29 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e abrangem os preços coletados entre 12 de abril e 15 de maio e comparados com os vigentes entre 15 de março e 11 de abril.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 7,51 por cento e nos últimos 12 meses, de 17,24 por cento.
O IBGE destacou que, em virtude da redução de 6,5 por cento adotada pela Petrobras nas refinarias, a gasolina no período ficou 1,71 por cento mais barata para o consumidor, nas bombas.
Em abril, a queda havia sido menos intensa, da ordem de 0,61 por cento.
Também caíram, em maio, os preços do álcool combustível (de -1,31 por cento, em abril, para -2,83 por cento). Já o gás de cozinha (de 4,08 por cento para 1,94 por cento) reduziu o ritmo de aumento.
Os alimentos foram outro grupo que apresentou diminuição no ritmo de crescimento de preço, passando de 1,61 por cento, em abril, para 0,64 por cento, em maio.
Os preços do tomate, que haviam atingido 63,07 por cento na parcial anterior, apresentaram variação negativa de -20,62 por cento. Destacaram-se, ainda, as quedas nos preços das hortaliças (de -0,97 por cento para -8,18 por cento), frutas (de -0,53 por cento para -5,62 por cento), óleo de soja (de -1,24 por cento para -2,39 por cento), farinha de trigo (de -0,49 por cento para -1,40 por cento), e pão francês (de 0,56 por cento para -0,97 por cento).
Produtos como feijão carioca (de 8,99 por cento para 0,51 por cento) e café (de 2,08 por cento para 1,4 por cento) cresceram menos do que no mês anterior.
Por fim, os remédios representaram o terceiro grupo a forçar o recuo do IPCA-15 em maio, com alta de 0,76 por cento contra 5,87 por cento no levantamento de abril.
O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia.
O índice é calculado com a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil e serve de base para o levantamento da inflação feito pelo governo. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços.
Curitiba, com 0,13 por cento, foi a região que registrou o menor avanço do IPCA-15, seguida por Belém (0,46 por cento), São Paulo (0,48 por cento) e Brasília (0,51 por cento).
As demais regiões apresentaram índice acima da média nacional, com a maior alta sendo verificada em Recife (2,02 por cento), seguido por Fortaleza (1,61 por cento), Goiânia (1,44 por cento), Rio de Janeiro (1,27 por cento), Belo Horizonte (1,22 por cento), Salvador (1,03 por cento) e Porto Alegre (1,03 por cento).