10/01/2003 10h43 – Atualizado em 10/01/2003 10h43
O secretário de Produção, José Felício, afirmou hoje que a confirmação da instalação de uma unidade da empresa Kepler Weber, do Rio Grande do Sul, em uma área de 100 hectares no núcleo industrial de Campo Grande, com investimento de R$ 85 milhões em 24 meses de implantação, representa a política clara do governo Zeca do PT de utilizar a renúncia fiscal como uma arma para atrair indústrias estratégicas. Relatório do CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial) divulgado no final do mês passado, aponta que, nos primeiros quatro anos do atual governo, a política de incentivo à industrialização em Mato Grosso do Sul estimulou investimentos de R$ 268.985.085,00.
Neste período, foram aprovados 177 projetos de implantação e expansão de empresas em 36 municípios do Estado, com capacidade estimada de geração de sete mil empregos. O relatório aponta, ainda, que foram implantadas, até agora, 74 novas empresas, garantindo 4,2 mil novos empregos, resultado de um investimento de R$ 195.500.578,00. Por outro lado, os projetos de expansão atingiram 41 indústrias e geraram 2.796 novos empregos, com investimentos de R$ 73.484.506,00. Estão em andamento seis termos de acordo para a instalação de novas empresas em 2003 e 2004 com investimento previsto de R$ 140.363.567,00 e que devem gerar 728 empregos em cinco municípios do Estado.
benefícios – “Além de gerar 500 empregos diretos e 5 mil indiretos, a vinda da Kepler Weber, com incentivo fiscal, é mais um exemplo da preocupação do governador em quebrar o padrão das atividades produtivas centralizadas na agropecuária e incentivar a industrialização do Estado”, afirmou o secretário José Felício. Como a matéria prima principal, o aço, não é proveniente de Mato Grosso do Sul, a política de incentivo fiscal não onera o Estado, mesmo tendo duração prevista de cinco anos, prorrogáveis por mais cinco.
A instalação da Kepler Weber em Campo Grande, com uma capacidade de processar 20 mil toneladas de aço/ano já nos primeiros 12 meses de implantação, até chegar a uma meta de 50 mil toneladas/ano após 24 meses, produzindo silos, secadores, máquinas de pré-limpeza e equipamentos para armazenagem de grãos, é, na opinião de José Felício, é uma das ações “mais contundentes” do governo Zeca do PT no campo da industrialização do Estado.
Em entrevista coletiva concedida na tarde de quinta-feira, na sede administrativa da empresa, em Porto Alegre, o presidente, Othon D’Eça Cais de Abreu comentou que, além da localização geográfica, com possibilidade de escoamento de produção para o Pacífico e proximidade com uma estrutura de transporte multimodal, a política de incentivos do governo Zeca do PT foi fator essencial para decisão da empresa de instalar a sua primeira filial no Estado.
Fonte: Apn