06/01/2003 09h24 – Atualizado em 06/01/2003 09h24
Nudistas são absolvidos de acusação criminal de nudismo por estarem de sapatos. Iraniana neurastênica corta a orelha do marido e colombianos espancados pelas mulheres recorrem à Justiça. Confira alguns exemplos de casos espantosos que chegaram aos tribunais de todo o mundo em 2002.
Pelados canadenses escapam da prisão porque estavam de sapatos
Sete homens que desfilaram nus na parada do orgulho gay de Toronto, no Canadá escaparam da acusação criminal de nudez pública porque estava de sapatos. Os homens fazem parte de um grupo autodenominado TNT! A sigla e m inglês significa “homens de Toronto totalmente nus aproveitando a nudez”.
O Código Penal do Canadá pune o nudismo a quem se apresentar, em público, “sem nenhuma peça no corpo”. A defesa dos nudistas alegou que seus clientes não estavam tecnicamente nus e provou fotograficamente que todos estavam pelo menos de sapatos. O advogado do grupo disse que os clientes estavam aliviados com a decisão, mas ainda estavam indignados por terem sido presos na parada.
Colombianos que apanham das mulheres recorrem à Justiça
Cerca de 39 colombianos recorreram às autoridades, em 2002, para denunciar que apanham de suas mulheres. As denúncias foram registradas em delegacias de cinco municípios próximos a Cali.
Uma das vítimas, de 38 anos, disse ao juiz: “Estou aqui porque minha mulher me bate.” “Um dia, cheguei do trabalho e não a encontrei em casa, nem a minha moto. Às 23h, ela voltou bêbada e, quando perguntei de onde vinha, levei uma cotovelada na boca e um soco no olho”, contou o agredido.
Outra vítima pediu a uma assistente social: “Tire a leoa da minha casa antes que ela me mate.” Há também o caso de um homem que justificava suas escoriações para a família e os amigos mentindo que havia se ferido durante aulas de artes marciais. “Quando minha dignidade e meu corpo chegaram ao limite optei por recorrer à lei”, afirmou.
Mulher iraniana corta a orelha do marido
Uma iraniana cortou a orelha de seu marido, depois de ele perguntar porque ela havia chegado tarde em casa. Depois de sair da audiência no foro de sua cidade, o homem admitiu que “a esposa luta judô e fica zangada muito fácil”.
No dia da agressão, depois de ele ter reclamado do atraso da mulher, ela pegou uma faca e decepou uma das orelhas dele. Ela não demonstrou qualquer sinal de arrependimento.
“Meu marido coloca o nariz nos meus assuntos, então eu cortei a orelha dele para lhe dar uma lição”, afirmou a agressora no Tribunal. Como o homem manifestou interesse em perdoar a esposa, o juiz a libertou mediante pagamento de fiança e determinou que a polícia investigasse o caso.
Advogado arranca orelha de árbitro de futebol a dentadas
Um jogador de futebol amador revoltado por ter sido expulso de campo atacou o árbitro da partida e arrancou, a dentadas, uma das orelhas do juiz. O incidente ocorreu durante um confronto do campeonato interprofissional da Argentina, entre engenheiros e advogados.
Depois de uma entrada dura num adversário, o árbitro Miguel Angel Gamboa, um militar de 40 anos, mostrou cartão vermelho ao advogado Ignacio Brasca. O jogador, também advogado, ficou inconformado e partiu para as dentadas. O juiz teve a orelha direita completamente seccionada e foi atendido ainda no campo. O caso ainda não foi julgado.
Australiano quis adotar o nome João Mija na Corte
Um australiano perdeu uma batalha judicial para continuar usando seu nome: Prime Minister John Piss the Family Court and Legal Aid. Em português, o nome significa Primeiro-Ministro João Mija na Corte de Família e de Ajuda Legal. Na estrutura judiciária australiana, existe uma repartição judicial chamada Family Court and Legal Aid.
John conseguira manter o nome na carteira de motorista, na conta bancária e no seguro de saúde. O órgão oficial que expede os passaportes, no entanto, recusou-se a registrar John Piss no documento, por “considerá-lo ofensivo”.
Prime Minister John, de 56 anos, morador do condado de Seaford, adotou o nome em 1997, através de um recurso previsto do código judicial australiano, uma escritura pública de alteração de registro civil.
John queria assegurar o direito de usar o nome atual, além de compelir o Estado a lhe conceder o passaporte. O nome anterior de John, que ela terá de voltar a usar, não foi divulgado.
Fonte: Terra