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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Coronavírus avança pelo interior do Estado e MS tem 23 novos casos em 24h

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Estado conta, hoje, com 311 casos positivos; reuniões familiares e pessoas vindas de fora são os principais disseminadores do vírus

Após atacar com força a Capital, Campo Grande, e cidades maiores, como Três Lagoas e Dourados, o coronavírus começa a sua incursão pelo interior do Mato Grosso do Sul.

Apesar do estado ocupar uma posição privilegiada em relação a outras unidades da federação, com o menor número de contaminados, menor incidência para cada 100 mil habitantes e segundo menor número de mortes, a expansão do coronavírus, principalmente, em municípios pequenos, fez o número de casos positivos aumentar exponencialmente nas últimas 24h – foram 23 novos casos de ontem para hoje.

Segundo o Secretário Geraldo Resende, o avanço da Covid-19 em cidades menores preocupa. Os maiores índices de incidência da doença, hoje, estão no interior.

Sonora, Brasilândia e Batayporã lideram o ranking de casos para cada 100 mil habitantes, como mostra o gráfico divulgado pelo Governo do Estado:

Coronavírus avança pelo interior do Estado e MS tem 23 novos casos em 24h

Frigorífico em Guia Lopes da Laguna

O pequeno município de Guia Lopes da Laguna, com pouco mais de 10 mil habitantes, viu o número de contaminados subir para cinco após trabalhadores vindos de fora do Estado contaminarem funcionários de um frigorífico. A principal empresa da cidade se viu obrigada a colocar os 400 colaboradores em férias coletivas.

Culto em Caarapó

O Secretário Geraldo Resende falou, ainda sobre um outro evento que preocupou os órgãos públicos: um culto religioso ocorrido em Caarapó, que reuniu mais de 30 pessoas – duas delas vindas de São Paulo.

“Muitos casos nem vão constar no nosso boletim porque os contaminados não são residentes no Mato Grosso do Sul”, afirmou. Todas as pessoas estão em isolamento. “Vamos ter que fazer uma triagem e realizar exames, caso alguns tenham sintomas. Isso contraria o que nós da Secretaria falamos há muito tempo”, afirmou.

Festa em Brasilândia

Uma reunião familiar em Brasilândia também deixou um rastro de contaminação. A festinha deixou sete contaminados na cidade que tem apenas 12 mil habitantes, colocando o município na vice colocação no ranking de incidência pela doença no Estado.

Situação do Estado hoje

Com as 23 novas confirmações nas últimas 24h, Mato Grosso do Sul contabiliza 311 casos positivos de infecção pelo novo coronavírus.

Desses, 93 estão em isolamento domiciliar, 189 já cumpriram quarentena e estão recuperados e 10 pessoas morreram.

Vinte e duas pessoas ocupam leitos de hospitais no Mato Grosso do Sul, sendo duas de outros estados e uma de outro país. Sete estão em UTI.

Coronavírus avança pelo interior do Estado e MS tem 23 novos casos em 24h

Queda no isolamento

Enquanto o número de testes realizados no Estado aumenta, assim como o número de casos detectados, cai expressivamente o isolamento social. E o resultado, de acordo com a Secretária Adjunta Christinne Maymone, será sentido nos próximos dias.

Os números apresentados pela Secretaria da relação entre o número de contaminados e o isolamento social são expressivos:

Coronavírus avança pelo interior do Estado e MS tem 23 novos casos em 24h

O gráfico mostra que, entre 14 e 31 de março, quando o isolamento social foi mais seguido, o número diário de casos era, em média, de 2,7.

Em abril, essa média subiu para 6,9 casos novos por dia; em maio, a média bate os oito novos casos diários – o que coincide com a queda acentuada no respeito ao isolamento social.

“Estamos cercando o vírus pelo aumento da testagem. Reconhecemos os infectados e os isolamos. Por essa razão nosso número de casos confirmados ainda está controlada. Mas essa estratégia, sozinha, não se sustenta. Precisa haver um conjunto entre a testagem e o isolamento social. A matemática mostra que, enquanto o isolamento caiu, o número de registro de casos positivos subiu”, alertou Maymone.

Prefeitura interdita caixas de areia da Lagoa Maior e academias ao ar livre

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Medida foi tomada para evitar aglomeração de pessoas; outro local que deve sofrer interdição e fiscalização é a prainha do Jupiá

As caixas de areia da Lagoa Maior foram interditadas ontem, 6, pela Prefeitura de Três Lagoas.

A interdição atende ao ofício encaminhado pelo Ministério Público, com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas e impedir o avanço de casos de Covid-19 na cidade.

A própria população três-lagoense vinha denunciando e reclamando sobre a presença de muitas pessoas no local, principalmente nos fins de semana, desrespeitando as orientações e exigências do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 diante do risco de contrair o Coronavírus.

As academias ao ar livre serão retiradas provisoriamente. Outro local que deve sofrer interdição e fiscalização constante é a prainha do Jupiá, que tem recebido diversas pessoas. Os próprios moradores do bairro sentem-se inseguros diante das frequentes aglomerações, tendo visitantes, inclusive, de outros municípios.

Com três novos confirmados nesta quinta-feira, Três Lagoas chega a 70 casos positivos de Covid-19

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Os pacientes são duas mulheres, de 61 e 38 anos, e um homem de 45

Três Lagoas confirmou, nesta quinta-feira, 7, mais três novos casos de Covid-19. Os pacientes são duas mulheres e um homem. Todos tiveram contato com caso positivo e estão em isolamento domiciliar.

As mulheres têm 61 e 38 anos de idade e o homem, 45; nenhum deles possui comorbidades.

Com isso, a cidade figura com 70 casos positivos da doença. O último boletim epidemiológico, divulgado na quarta-feira (6), mostra que 43 pessoas já se recuperaram da doença.

Perda total ou em parte da renda mensal já atingiu 40% dos brasileiros

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Queda do poder de compra afeta quatro em cada dez pessoas, diz CNI

AGÊNCIA BRASIL – Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a perda do poder de compra já atingiu quatro em cada dez brasileiros desde o início da pandemia. Do total de entrevistados, 23% perderam totalmente a renda e 17% tiveram redução no ganho mensal, atingindo o percentual de 40%.

Quase metade dos trabalhadores (48%) tem medo grande de perder o emprego. Somado ao percentual daqueles que têm medo médio (19%) ou pequeno (10%), o índice chega a 77% de pessoas que estão no mercado de trabalho e têm medo de perder o emprego. De modo geral, nove em cada dez entrevistados consideram grandes os impactos da pandemia de coronavírus na economia brasileira.

A pesquisa mostra também que o impacto na renda e o medo do desemprego levaram 77% dos consumidores a reduzir, durante o período de isolamento social, o consumo de pelo menos um de 15 produtos testados. Ou seja, de cada quatro brasileiros, três reduziram seus gastos. Apenas 23% dos entrevistados não reduziram em nada suas compras, na comparação com o hábito anterior ao período da pandemia.

Questionada sobre como pretende se comportar no futuro, a maioria dos brasileiros planeja manter no período pós-pandemia o nível de consumo adotado durante o isolamento, sendo que os percentuais variam de 50% a 72% dos entrevistados, dependendo do produto. Essa tendência, segundo a CNI, pode indicar que as pessoas não estão dispostas a retomar o mesmo patamar de compras que tinham antes.

Supermercados de São Paulo ainda enfrentam desabastecimento  de frutas, verduras e legumes após as fortes chuvas desta semana
Supermercado de São Paulo – Fernanda Cruz/Agência Brasil

Apenas 1% dos entrevistados respondeu que vai aumentar o consumo de todos os 15 itens testados pela pesquisa após o fim do isolamento social. Para 46%, a pretensão é aumentar o consumo de até cinco produtos; 8% vão aumentar o consumo de seis a dez produtos; e 2% de 11 a 14 produtos. Para 44% dos entrevistados, não haverá aumento no consumo de nenhum dos itens.

Isolamento social

Os dados revelam que a população brasileira continua favorável ao isolamento social (86%), apesar das possíveis perdas econômicas, e quase todo mundo (93%) mudou sua rotina durante o período de isolamento, em diferentes graus.

No cenário pós-pandemia, três em cada dez brasileiros falam em voltar a uma rotina igual à que tinham antes. Em relação ao retorno para o trabalho depois de terminado o isolamento social, 43% dos trabalhadores formais e informais afirmaram que se sentem seguros, enquanto 39% se dizem mais ou menos seguros e 18%, inseguros.

“As atenções dos governos, das empresas e da sociedade devem estar voltadas, prioritariamente, para preservar vidas. Entretanto, é crucial que nos preocupemos também com a sobrevivência das empresas e com a manutenção dos empregos. É preciso estabelecer uma estratégia consistente para que, no momento oportuno, seja possível promover uma retomada segura e gradativa das atividades empresariais”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A maior parte dos entrevistados (96%) considera importante que as empresas adotem medidas de segurança, como a distribuição de máscaras e a adoção de uma distância mínima entre os colaboradores. Para 82% dos trabalhadores, essas medidas serão eficientes para proteger os empregados.

Dívidas

Um dado apontado pela pesquisa e considerado preocupante pela CNI é o endividamento, que atinge mais da metade da população (53%). O percentual é a soma dos 38% que já estavam endividados antes da pandemia e os 15% que contraíram dívidas nos últimos 40 dias, período que coincide com o começo do isolamento social.

Entre aqueles que têm dívida, 40% afirmam que já estão com algum pagamento em atraso em alguma dessas dívidas. A maioria dos endividados em atraso (57%) passou a atrasar suas parcelas nos últimos 40 dias, ou seja, período que coincide com o isolamento social.

O levantamento, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, contou com 2.005 entrevistados, a partir de 16 anos, de todas as unidades da Federação, entre os dias 2 e 4 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Atriz e radialista Daisy Lúcidi morre por Covid-19 aos 90 anos

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Daisy iniciou carreira aos 6 anos na Rádio Nacional, declamando poemas

AGÊNCIA BRASIL – A atriz e radialista Daisy Lúcidi morreu na madrugada de hoje (7), aos 90 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, na zona sul da capital, desde 25 de abril e morreu por complicações decorrentes de infecção por covid-19.

Daisy Lúcidi nasceu no Rio, em 10 de agosto de 1929. Muito cedo começou sua carreira na Rádio Nacional, a maior emissora da América Latina, na época de ouro do rádio, nos anos 1940, 1950 e 1960, com seus programas de auditório, com nove orquestras e o radioteatro, onde Daisy, com voz marcante, iniciou aos 6 anos de idade declamando poemas.

Participou do programa Seu Criado, Obrigado!, ao lado de César Ladeira, durante dez anos. Ela participou também de novelas da Rádio Nacional, que paravam o Brasil de norte a sul, como integrante da equipe do radioteatro, com tudo ao vivo, sem poder errar. A primeira radionovela do país foi apresentada em 1941 pela Rádio Nacional – Em busca da Felicidade – e, um ano depois, inaugurou a primeira emissora de ondas curtas, o que deu aos seus programas imensão nacional.

Com a primeira novela, que ficou mais de três anos no ar, vieram outras com grande sucesso. Daisy Lúcidi estreou em 1952 na Rádio Nacional, no elenco de radioteatro, comandado por Floriano Faissal, do qual faziam parte Brandão Filho, Iara Sales, Zezé Fonseca, Isis de Oliveira, entre tantos outros artistas de sucesso.

Os programas de auditório com  César de Alencar e a rivalidade dos fã-clubes de Emilinha Borba e Marlene marcavam as tardes de sábado na emissora da Praça Mauá, 7, onde as filas para assistir aos programas davam voltas no quarteirão. A rádio também contava com programas de humor como Edifício Balança mas não cai, que contava com  Paulo Gracindo, Brandão Filho e Walter d’Ávila, com a participação do elenco de radioteatro.

Daisy Lúcidi também participou de várias novelas da Rede Globo, entre elas Paraíso Tropical, Passione,  Bravo!, O Casarão, Babilônia, Geração Brasil e do seriado Tapas e Beijos.

Em 1971, Daisy Lúcidi estreou o programa Alô Daisy, que permaneceu no ar por 45 anos, no horário das 13h às 15h. Foi o primeiro programa de rádio voltado para o público feminino, para a dona de casa, que contava com receitas, notícias de artistas, um quadro, no início do programa, chamado Cidade, Atenção, com a com a equipe de radiojornalismo que ia para as ruas e mostrava os problemas da cidade. Depois, a produção cobrava das autoridades a solução para cada reclamação apresentada pelo público.

Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro – Acervo/Rádio Nacional

Alô Daisy também apresentava, em dois dias da semana, debates populares, sempre às quartas e sextas-feiras. Em um dia a mesa era formada somente de homens – Agora é que são eles – e em outro dia formado por mulheres – Agora é que são elas, que debatiam questões nacionais, do estado e do município, sempre com destaque para os assuntos em evidência na semana.

Em eventos especiais da Rádio Nacional, como a visita do papa João Paulo II ao Brasil, Daisy Lúcidi participou com destaque da cobertura.

Com a projeção do programa, Daisy acabou entrando para a política – primeiro, para a Câmara Municipal do Rio e, depois, para dois mandatos seguidos como deputada estadual.

Daisy também desenvolvia um programa social, com creche e distribuição de alimentos, roupas e calçados para as famílias necessitadas. A sede da entidade, ficava na Rua Uranos, no morro do Alemão.

Recentemente, há pouco mais de dois anos, deixou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), à qual a Rádio Nacional está vinculada, aderindo ao Programa de Demissão Voluntária.

Daisy Lucidi foi casada por 64 anos com o radialista Luiz Mendes, que morreu em 2011.

Saúde define cronograma de vacinação contra gripe Influenza A

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Doses doadas pelo Instituto Butantan já estão em estoque; acompanhe o calendário para motoristas profissionais e outros grupos

(*) Atualizado às 10h27 para correção de informação (em negrito)

Com as 40 mil doses de vacinas contra a gripe H1N1 (Influenza A) já estocadas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) definiu o cronograma de vacinação contra o vírus em Três Lagoas. Graças ao lote recebido pelo Instituto Butantã, o Município começa a traçar estratégias de imunização da população, somando com as vacinas que ainda serão enviadas pelo Ministério da Saúde, mesmo aos poucos e em quantidades menores.

De acordo com a enfermeira Humberta Azambuja, na próxima semana, dias 12, 13 e 14, o Setor de Imunização da SMS estará no Posto Fiscal, localizado na saída para o Estado de São Paulo, vacinando motoristas profissionais e caminhoneiros no período da manhã.

No dia 16 (sábado), mais um Drive-Thru será realizado para imunizar as gestantes, puérperas, professores e pessoas entre 55 e 59 anos de idade. Devido à boa aceitação do público, o Drive-Thru acontecerá no Parque de Exposições, Shopping Três Lagoas e em frente ao Exército, das 7h às 10h.

Por fim, o Dia D contra a gripe Influenza será realizado nas Unidades de saúde do Município, no dia 23 de maio. Neste dia, o público alvo são crianças maiores de 6 meses e menores de 6 anos de idade, além de portadores de deficiência.

Ricos de Belém escapam de colapso nos hospitais da cidade de UTI aérea

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Após ignorar riscos da Covid-19, trio de empresários do Pará acaba infectado e voa para São Paulo em busca de socorro em unidades estreladas como Albert Einstein e Sirío-Libanês; viagens chegam a custar R$ 120 mil

REVISTA ÉPOCA – A família do empresário Jonas Rodrigues, de 41 anos, é uma das mais ricas do Pará. Ela é proprietária da maior rede de supermercados do estado, o Grupo Líder. Mesmo com as recomendações das autoridades sanitárias para ficar em casa, ele saía diariamente sem máscara, como se a pandemia de coronavírus não tivesse chegado a Belém, onde mora.

“Não era muito adepto do álcool em gel. Estava trabalhando todos os dias no escritório, sem home-office, passeava pela cidade e ia às compras mesmo sendo dono uma rede de supermercado. Adoro visitar mercados pelo país afora”, conta. Não deu outra. Ele, o pai e a mãe contraíram Covid-19. “Se arrependimento matasse…”, comenta.

Outro supermercadista afortunado do Pará, José Santos de Oliveira, de 77 anos, achava que estava imune ao vírus. Atleta, exercitava-se todos os dias em casa e no trabalho e sempre manteve uma alimentação saudável. Ao descumprir as recomendações de distanciamento social, foi infectado pela Covid-19 e agonizou com a doença, deixando familiares muito apreensivos.

O empresário Kleber Ferreira Menezes foi secretário de Transportes do Pará. Quando esteve no cargo, chegou a ser denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa e crime contra o erário, envolvendo valores na casa dos 20 milhões de reais em contratos com sérias suspeitas de fraudes. Ele refuta todas as acusações (“Não sou ladrão!”). Kleber também não dava a menor bola para o coronavírus e levava uma vida em Belém como se nada estivesse acontecendo. Sentiu uma tosse enquanto assistia televisão e, em poucos dias, passou perto de morrer.

Mas o que Jonas, José e Kleber têm em comum além do teste positivo para Covid-19 e da conta bancária milionária? Para fugir da morte, os ricos de Belém – como o trio de empresários – estão abrindo a carteira, correndo para o aeroporto e embarcando em jatinhos de luxo equipados com UTIs. Eles seguem rumo aos melhores hospitais de São Paulo em busca de sobrevivência. Jonas foi socorrido no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, José no Hospital Israelita Albert Einstein e Kleber no Sírio-Libanês, todos na capital paulista. Os três estavam em estado grave quando fizeram a viagem.

Levantamento de ÉPOCA atesta que são embarcados diariamente oito pacientes de Covid-19 em jatos com UTI de Belém para outros estados e até para o exterior. A maioria segue para São Paulo. Os paraenses endinheirados não fogem do Pará à toa quando são contaminados pelo coronavírus. A nova doença está devastando a capital numa velocidade assustadora.

Em duas semanas, os casos de mortes pela Covi-19 aumentaram 900% no Estado. Até terça-feira (5/5), o Pará já computava 4,756 casos confirmados e 375 mortes, uma taxa de 4,2 óbitos por 100 mil habitantes. Na média do Brasil, esse índice está em 3,7 por 100 mil.

A maioria dos casos se concentra em Belém, que vive clima de terra arrasada. Todos os hospitais – tanto da rede pública quanto da privada – estão lotados e operando acima do limite. No Hospital Abelardo Santos, a maior referência paraense em coronavírus, há pacientes definhando em macas à espera de uma vaga na UTI.

Sem capacidade de atender a demanda, Belém vive uma situação inédita no país: os pacientes estão saindo de casa em busca de atendimento médico, dão de cara na porta e acabam sucumbindo no meio da rua. Com o estado de calamidade e com uma adesão de 45% ao isolamento social na capital, o governo foi obrigado a decretar lockdown (bloqueio total) na quinta-feira (7/5) em dez municípios da Região Metropolitana de Belém.

Jonas, o dono de mercados, conta que o primeiro a pegar coronavírus na família foi o pai, José Corrêa Rodrigues, de 70 anos. Rapidamente a doença avançou e sua mãe, Ana Célia, de 67 anos, também foi contaminada. Ele chegou a ligar para alguns hospitais particulares de Belém, mas não havia leito de UTI disponível nem no mais aparelhado da capital.

“Se não tivéssemos embarcado na UIT aeromédica, meu pai teria morrido, pois essa doença evolui numa rapidez impressionante. Graças a Deus ele apresentou melhoras”, agradece. “Olha, eu assumo que subestimei a essa doença. Achava que ela era algo distante. Até que vi meu pai passando mal como nunca vi antes. Aí passei a achar que era coisa de idoso. Foi preciso eu sofrer uma súbita falta de ar para atestar que não dá para brincar com isso”, descreve. Jonas se curou e teve alta hospitalar, mas resolveu ficar em São Paulo para cuidar do pai. “Só saio daqui com ele”, avisa.

Kleber achava que ia morrer quando sentiu os piores efeitos da Covid-19. Ele chegou a se internar em um hospital particular em Belém, mas correu de lá tão logo conseguiu contratar a UTI aérea, e reservou duas vagas nos apartamentos do Sírio-Libanês.

O empresário Kleber Ferreira Menezes e a mulher, a cirurgiã plástica Lastênia Menezes, embarcaram do Pará rumo ao Sírio-Libanês, em São Paulo, numa UTI aeromédica Foto: Reprodução
O empresário Kleber Ferreira Menezes e a mulher, a cirurgiã plástica Lastênia Menezes, embarcaram do Pará rumo ao Sírio-Libanês, em São Paulo, numa UTI aeromédica Foto: Reprodução

Uma para ele e outra para a sua mulher, a cirurgiã plástica Lastênia Menezes, uma das mais requisitadas da capital paraense. A médica também pegou o vírus e adoeceu de Covid-19. Apavorada, escapou de Belém junto com o marido na mesma UTI aeromédica.

No Pará, Kleber é uma figura polêmica. Além das acusações feitas pelo Ministério Público, ganhou fama pelos vídeos que posta em suas redes sociais ostentando riqueza. Quando embarcou na UTI aérea, no aeroporto de Belém, fez questão de gravar um vídeo pelo celular e postar no grupo de WhasApp do condomínio, todo paramentado com equipamentos de proteção individual. A ideia, segundo diz, era mostrar aos vizinhos que estava bem.

No vídeo, ele tosse logo na introdução e faz uma narração na sequência: “Oi gente! Estou embarcando agora de Belém para São Paulo. Estamos eu e minha esposa, a doutora Lastênia. Estamos entrando na UTI aeromédica. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Um forte abraço a todos.” O vídeo, lógico, migrou do WhatsApp para todas as redes sociais e rapidamente viralizou. Kleber recebeu críticas por todos os lados.

Alguns comentários maldosos insinuaram que o ex-secretário pagou a UTI aeromédica e as diárias do Sírio-Libanês com dinheiro supostamente desviado dos cofres públicos. “Jamais!”, defende-se. “Quando assumi cargo público eu já era rico, pois atuava na área portuária. (…) Meu sangue é nordestino. Na minha terra, pode até chamar alguém de corno, que se leva na brincadeira. Agora, de ladrão? Nunca!”, argumenta ele, que é baiano.

Pegar uma UTI aérea de Belém para São Paulo custa caro. ÉPOCA levantou uma cotação com três empresas que fazem esse tipo de transporte. O valor é calculado pela quilometragem. Em época de pandemia, as tarifas sofreram aumentos de até 30% por causa da alta demanda e do risco de contaminação a que a tripulação é submetida ao transportar doentes com coronavírus.

O custo médio para levar um paciente entubado da capital do Pará até São Paulo gira em torno de 120 mil reais. Uma das maiores empresas que atuam com pacientes de Covid é a Brasil Vida. Na cotação feita no sábado (2/5) pela reportagem com essa empresa, o transporte de um paciente de Belém para o Sírio-Libanês custaria 118 mil reais. Na quarta-feira (6/5), esse valor estava em 125 mil.

O funcionário encarregado de fazer a cotação, Tiago Pinheiro, justificou o aumento alegando a alta procura e os custos de manter médicos em enfermeiros em casa à disposição 24 horas para uma possível emergência. “Eles recebem diárias de plantão mesmo estando em casa sem fazer nada”, ponderou. E garantiu que não há aumento no preço quando o paciente tem Covid-19. “Tanto faz se ele foi contaminado com coronavírus ou se quebrou a perna. O preço é o mesmo”, assegura.

O voo numa UTI aeromédica é algo delicado quando o paciente tem problemas respiratórios por conta do aumento da pressão atmosférica nas alturas. “O risco de óbito é muito maior. Os pacientes precisam de muito cuidado, até porque o voo de Belém para São Paulo é muito longo (dura três horas e meia) para um paciente que segue entubado”, explica o enfermeiro de UTI aérea João Godoi.

Ele também diz que a equipe voa com muito medo de ser contaminada, mesmo que o paciente siga a viagem todo “embrulhado” num plástico de polietileno. Já os profissionais de saúde e o piloto vestem-se com roupas impermeáveis, incluindo galochas de borracha, e duas máscaras e mais o protetor facial de plástico conhecido como face shield.

Isso é proteção para contaminação biológica, a de nível III. Mesmo assim há casos de profissionais de Saúde que se contaminam com coronavírus durante o voo numa UTI. Algumas empresas de táxi aéreo, inclusive, vêm se recusando a transportar pacientes com Covid-19 por conta do risco de contágio.

Na UTI aeromédica, há todos os equipamentos que uma UTI hospitalar possui. Todos os voos são feitos com um médico intensivista e um enfermeiro especializado. Se o paciente de Covid-19 embarcar respirando e, durante a viagem, enfrentar problemas de respiração, ele é entubado durante a viagem.

Caso o estado de saúde se agrave com risco iminente de óbito, o piloto decide se volta para a cidade de origem ou se faz um pouso de emergência no aeroporto mais próximo. Segundo todas as empresas consultadas por ÉPOCA, no valor cobrado pelo transporte aéreo dos doentes estão inclusos os transportes em ambulâncias do hospital de origem em Belém até o avião e do avião em solo paulistano até o hospital onde o paciente será internado. No voo é possível levar até dois acompanhantes.

O médico intensivista César Collyer atua na linha de frente no combate ao coronavírus em Belém no Hospital Ophir Loyola. Pertencente à rede estadual, a entidade é especializada em câncer, mas as 30 UTIs do hospital estão abarrotadas de pacientes com Covid-19.

“Nunca vi nada igual em meus 20 anos de carreira. Ontem, um médico da minha equipe morreu contaminado por esse vírus. Estamos esgotados fisicamente e psicologicamente. Me sinto com as mãos atadas por ver pessoas morrendo todos os dias sem ter o que fazer”, desabafa. “Quem tem dinheiro tem mais que procurar atendimento fora de Belém porque a rede particular também está colapsada”, avisa.

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), também aconselha os ricos a procurarem tratamento fora da cidade que administra, pois a situação no Pará está num nível de colapso nunca visto antes. Ele diz que nunca viu nada parecido em 40 anos de vida pública.

“Aqui, a situação é dramática. A população não deu muita bola para a pandemia. As feiras e os supermercados ficam lotados no fim de semana. Nos bairros mais populares, as pessoas vão para ruas e fazem aglomerações sem usar máscara. O paraense não acredita no que vê na TV todos os dias. Parte da população também sai de casa porque precisa trabalhar para sobreviver”, avalia o prefeito.

Ele também atribui o pouco caso dos paraenses em relação à pandemia às fakenews disseminadas na internet . “Muita gente não acredita no avanço da doença porque se informa nas bobagens publicadas em redes sociais”,  conclui. Ele diz que entende que os ricos estejam procurando tratamento em outros estados. “Os muito ricos vão para onde tem as melhores tecnologias. Isso é uma evidência de que a rede privada no Pará também saturou”, diz o prefeito.

Ricos e pobres do Pará costumam recorrer a Nossa Senhora de Nazaré para alcançar a cura de doenças graves, como câncer. No dia do Círio, no segundo domingo de outubro, os fiéis costumam pagar pelas graças alcançadas ao longo do ano.

Em 2020, os promesseiros poderão não ter como quitar a dívida com a Santa. Como o Círio de Nazaré se constitui na maior aglomeração de gente – a procissão do ano passado reuniu mais de 2 milhões de pessoas – não há a menor possibilidade de a festa religiosa ser realizada daqui a cinco meses, conforme o previsto.

A Igreja Católica, que organiza o evento, ainda não sabe como comunicar esse fato aos seus fiéis. Duas cerimônias concorridas (a apresentação do cartaz do Círio e o ritual de descer a imagem de Nossa Senhora do altar-mor no mês de maio) serão feitas virtualmente até o fim de maio.

No entanto, noventa por cento das reservas feita para o período da festa foram canceladas, segundo o Sindicato dos Hotéis do Pará. Esse dado indica uma evasão em massa dos turistas. “Pelo andar da carruagem está bem difícil ter Círio em 2020. Embora eu seja o prefeito da cidade e devoto de Nossa Senhora de Nazaré, vou deixar a decisão pelo cancelamento ou por um possível adiamento para a Igreja Católica”, diz o prefeito. “Mas, pelo caminho que estamos seguindo com essa pandemia, não vejo cenário para uma aglomeração de centenas de milhares de pessoas nas ruas. Não vislumbro a possibilidade de haver Círio”, avisa.

O arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Correa, presidente do Círio de Nazaré, ficou irritado quando se cogitou o cancelamento da festa religiosa. “Estamos mantendo todo o calendário do Círio. No momento oportuno eu anuncio se vai ter Círio ou não ou se ele será adiado, suspenso ou mesmo cancelado. Por ora, estamos trabalhando com todas forças para fazer uma festa bonita para os paraenses. Mas vamos procurar as autoridades para decidirmos juntos”, ponderou.

Como os fiéis atribuem a Nazaré curas milagrosas, um padre de Belém pegou a imagem de Nossa Senhora usada no Círio e fez um sobrevoo de helicóptero pela cidade no início de abril, na tentativa de se alcançar um novo milagre: exterminar o coronavírus da maior metrópole da Amazônia e, sem ele, conseguir uma autorização sanitária para realizar o Círio. Até agora, não deu certo.


Três participantes de festa familiar em Brasilândia estão com coronavírus

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Jovem de 18 anos é o mais novo paciente que contraiu o Covid-19, o novo coronavírus. Ele está em isolamento domiciliar no município

A Prefeitura de Brasilândia por meio da Secretaria Municipal de Saúde informa a atualização do Boletim Epidemiológico do Coronavírus, na tarde desta quarta-feira, no qual apontou mais um caso de Coronavírus foi apontado como positivo.

O paciente infectado é do sexo masculino, 18 anos e encontra-se isolado em sua residência. Os dois primeiros casos diagnosticados como positivo encontram-se neste momento internados no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, com quadro estável.

CONFRATERNIZAÇÃO FAMILIAR

De acordo com informações obtidas com exclusividades pelo Perfil News, o paciente infectado esteve participando de uma confraternização familiar, onde reuniram-se vários integrantes da família para passarem o feriado de 1º de Maio, onde foi servido uma iguaria “sopa paraguaia”. Após o término do encontro familiar, uma mulher de 70 anos, a matriarca da família começou a sentir-se mal, tendo os sintomas do Covid-19 e procurou o hospital para recolher amostras. O resultado foi positivo, sendo o primeiro registro da doença em Brasilândia.

SEGUNDO CASO

Em seguida, outro membro da família que participou do encontro começou a sentir os sintomas da doença. O paciente era um homem de 57 anos e antes do resultado teste apontar positivo, foi atendido no Hospital Dr. Júlio César Paulino Maia e devido a gravidade da saúde do paciente, ele foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, de Três Lagoas.

TERCEIRO CASO

Na tarde desta quarta-feira, por volta das 16hs30, saiu o resultado do terceiro caso e por coincidência é integrante da mesma família, e também esteve na residência onde ocorreu a comemoração familiar.   

 Atualmente A lista no município contabiliza três casos positivos, 5 notificados (aguardando o resultado de exame laboratorial) e 12 em investigação. Em relação as pessoas dos outros municípios que estiverem participando do encontro familiar, as autoridades de Saúde de Brasilândia, já alertaram seus colegas dos respectivos municípios para fazer um acompanhamento do quadro clínico.

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda a todos que tiveram contato indireto nos últimos cinco dias com as pessoas infectadas, que fiquem permanentemente fazendo os uso de máscaras, usem álcool em gel na mãos, reforcem os cuidados de limpeza e principalmente, evitem aglomerações. Em caso de sinais de gripe, procurar imediatamente a unidade básica de Saúde mais próxima de sua casa ou o hospital, sempre fazendo uso da máscara.

Três Lagoas chega a 43 casos recuperados de Covid e nenhum novo caso foi notificado nesta quarta-feira

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Casos em investigação são 26. Cinco pessoas estão internadas; dois pacientes, que não são de Três Lagoas, estão na UTI.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do setor de Vigilância Epidemiológica, divulgou o boletim Covid-19, referente aos números desta quarta-feira (6), em Três Lagoas.

Nenhum novo caso foi confirmado na cidade hoje, mantendo então o total de 67 infectados pelo Coronavírus. Oito pessoas já estão recuperadas, após cumprir o período de isolamento e não apresentar mais sintomas da doença. O total de recuperados chegou a 43.

Até agora, três pessoas estão em leitos clínicos, sendo um caso confirmado e dois suspeitos. Outros dois pacientes estão na UTI, mas não são moradores de Três Lagoas.

Os dois pacientes suspeitos internados na UTI são de Brasilândia e Santa Rita do Pardo. Eles vieram para Três Lagoas por necessidade, porém a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) que fará o remanejamento para as cidades de referência que atende a esses município.

Em pacto firmado junto à Comissão Intergestora Bipartite (CIB) ficou definido que Três Lagoas atenderia apenas a pacientes de Água Clara e Selvíria no que se trata de leitos de UTI para Covid-19.

Até o momento, 384 testes foram realizados em Três Lagoas, sendo 67 confirmados, 289 descartados, 26 em investigação e 02 excluídos.

Ticket de embarque e desembarque de embarcações no Balneário voltará a ser cobrado a partir do dia 14

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Entretanto, local permanece fechado para banho, uso de quiosques, atividades esportivas e de lazer

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia informa que a partir do dia 14 o ticket de embarque e desembarque de embarcações do Balneário Municipal “Miguel Jorge Tabox” voltará a ser cobrado.

O valor do ticket será R$ 10 e pode ser adquirido na SEDECT de segunda a sexta-feira no horário do expediente (7h às 11h e das 13h às 17h) ou na Bilheteria do Balneário Municipal, também de segunda a sexta-feira, mas das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 16h e aos sábados, das 7h às 12h.  

Segue fechado

A equipe informa ainda que o Balneário continua fechado para banho, uso de quiosques, atividades esportivas e de lazer conforme decreto municipal, funcionando apenas a rampa.

Anticorpo que neutraliza o novo coronavírus é identificado por cientistas em testes de laboratório

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Anticorpos fazem parte do sistema de defesa do corpo humano contra infecções. Pesquisadores estrangeiros conseguiram neutralizar o vírus em células in vitro.

GLOBO.COM – Cientistas da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Center e do Harbor BioMed publicaram nesta segunda-feira (4) a descoberta de um anticorpo capaz de neutralizar o Sars CoV-2, coronavírus responsável pela Covid-19.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo próprio corpo humano capazes de reconhecer e neutralizar micro-organismos, como vírus e bactérias. Eles são produzidos pelos linfócitos B, células do sistema imunológico. São eles que lutam contra invasores como o novo coronavírus.

A equipe de pesquisadores estrangeiros já estudava anticorpos direcionados ao Sars CoV, vírus da mesma família que causou uma epidemia na China em 2002. E, assim, o grupo pensou em testar o painel de opções descoberto também para o novo coronavírus, o Sars CoV-2, responsável pela atual pandemia em 2020.

“É um trabalho muito preliminar. Mas é o primeiro publicado, eu sei que tem outros que estão até mais adiantados. Eles [pesquisadores] já trabalhavam com anticorpos, e tinham esse que era metade humano e metade rato. Eles imunizaram os ratos, e tinham esse painel de anticorpos. Adaptaram em uma versão para os humanos”, disse a pesquisadora Ana Maria Moro, do Instituto Butantan, que também pesquisa a produção de anticorpos monoclonais neutralizantes no Brasil.

De acordo com Berend-Jan Bosch, líder da pesquisa na Universidade de Utrecht, o novo anticorpo foi capaz de neutralizar o Sars Cov-2 em células in vitro. O artigo foi publicado pela revista “Nature Communications”. O co-autor Frank Grosveld, do Erasmus Medical Center e diretor-científico da Harbor BioMed, disse o anticorpo é “totalmente humano”:

“O anticorpo usado neste trabalho é ‘totalmente humano’, permite que continue mais rapidamente o desenvolvimento e reduz potenciais efeitos colaterais relacionados ao sistema imunológico”, disse Grosveld.

A detecção de anticorpos é um dos mecanismos científicos mais importantes para criação de tratamentos e vacinas contra micro-organismos. Para Ana Maria Moro, um ponto importante do estudo é que o anticorpo detectado não impede a entrada do vírus na célula.

“Fizeram um anticorpo humano, mas eles não sabem ainda como neutraliza exatamente. Isso eu achei um ponto de interrogação. E só fizeram ensaio em células de laboratório”, disse Ana Maria.

A cientista do Instituto Butantan, em São Paulo, tem um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também desenvolve em laboratório anticorpos para um novo tratamento de pacientes com a Covid-19.

Segundo ela, esta é a primeira publicação de uma universidade sobre um anticorpo contra o Sars-CoV-2. Como tem acesso a informações mais restritas, disse que uma empresa da Coreia do Sul também conseguiu o feito em laboratório, mas sem publicação em revista científica.

“Eles identificaram uma sequência. Não quer dizer que eles tenham um produto pronto para usar. Precisa fazer estudo em macacos, precisa fazer as linhagens”, disse Ana Maria.

Em meio à pandemia, polícia de Brasilândia detém participantes de festa

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Policiais chegaram ao local depois de denúncia anônima; cidade registrou dois casos de Covid-19 em dois dias

A Polícia Civil de Brasilândia prendeu, na manhã de hoje,6, três pessoas que organizaram uma festa ocorrida na noite de ontem e que se estendeu até a madrugada.

Além do abuso de som, ocorreu aglomeração de pessoas no local, o que é vedado pelo decreto municipal publicado entre as ações para o combate à Pandemia da Covid 19.

No local foi apreendida uma caixa de som. Os policiais encontraram grande quantidade de latas de cerveja.

A Polícia chegou ao local após receber denúncias anônimas de que no local estavam ocorrendo festas com frequência e com aglomeração de pessoas. A Polícia obteve um vídeo publicado em uma rede social onde é possível verificar aglomeração de pessoas no local, abuso de equipamento de som e consumo de bebida alcoólica.

Os investigadores farão a análise do vídeo e as pessoas que forem identificadas também responderão por crime de infração de medida sanitária preventiva (artigo 268 do Código penal) e pela contravenção de perturbação da tranquilidade.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação dos filhos menores da dona da casa onde ocorreu a festa. São duas crianças de 9 e 6 anos de idade que estão convivendo e sendo expostas a risco pela conduta da mãe.

A Polícia disponibiliza uma linha direta para recebimento de denúncias via WhatsApp. As denúncias podem ser enviadas pelos telefones 67 999195990 e 67 999879169.

Casos

Em dois dias, Brasilândia registrou dois casos de Covid-19: uma mulher de 70 anos, que recebeu visita de parentes de fora da cidade no final de semana e um homem de 57 anos que, antes do resultado testar positivo, foi atendido no Hospital Dr. Júlio César Paulino Maia. Devido à gravidade do caso o homem foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

MS é o Estado com a menor quantidade de pessoas infectadas com Covid-19 no país

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Bom resultado do Estado se deve a adoção do isolamento social no tempo certo; relatório foi apresentado ontem pelo Ministério da Saúde. “Não é hora de relaxar”, alerta Secretário

As medidas de isolamento social e de prevenção ao novo coronavírus fizeram de Mato Grosso do Sul o estado brasileiro com o menor índice de casos confirmados. É o que mostram os números apresentados pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (5), dia em que o Brasil teve o maior número de mortes, 600, e chegou a 114.715 casos confirmados.

Desde o início da pandemia, Mato Grosso do Sul teve apenas 283 casos confirmados, enquanto vários estados tiveram milhares de contaminados, como São Paulo (34.053), Rio de Janeiro (12.391) e Ceará (11.470).

Para o governador Reinaldo Azambuja, o desempenho de Mato Grosso do Sul é resultado de um trabalho pautado na ciência e que começou ainda em janeiro, com a criação do Centro de Operações Especiais contra o Coronavírus (Coe-MS), que tem pautado as ações desde então.

“Estamos vivendo duas crises: uma de saúde e a outra econômica, que também estamos lidando. Mas desde o começo a nossa maior prioridade foi e continua sendo a de salvar vidas. Estamos seguindo as orientações do nosso Centro de Operações Especiais contra o Coronavírus, da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e dos infectologistas e agindo com muita responsabilidade. Não podemos relaxar. Economia é possível recuperar, vidas não”, afirmou Reinaldo Azambuja.

Além das medidas para evitar as aglomerações como o fechamento de parques, o governo de Mato Grosso do Sul instituiu 13 controles sanitários nas divisas com outros estados, as fronteiras com Bolívia e Paraguai estão fechadas e os recessos da Rede Estadual de Ensino e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, antecipados.

Apesar do sucesso das medidas implantadas, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirma que a população deve continuar tomando os cuidados para evitar o contágio. “O isolamento social é a maneira mais eficaz de evitar a proliferação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde. Não é hora de relaxar. A população tem que continuar atenta”, finalizou.

MS é o Estado com a menor quantidade de pessoas infectadas com Covid-19 no país

(*) Paulo Fernandes – Subsecretaria de Comunicação

Polícia de MS apreende R$ 40 milhões em drogas nos primeiros meses do ano

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Índice já corresponde a 42% do que foi apreendido em 2019, considerado de maior ano de apreensão de drogas no Estado

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apreendeu 37,6 toneladas de drogas no primeiro quadrimestre de 2020. As operações foram deflagradas pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), responsável pelo monitoramento de 15 mil quilômetros de rodovias estaduais e que resultou na interceptação de carregamentos no Estado. As apreensões resultaram em prejuízo estimado em R$ 40 milhões às organizações criminosas.

Para o comandante da PMR, tenente-coronel Wagner Ferreira da Silva, o tráfico de drogas aumenta o poder financeiro das organizações criminosas. “As ações interrompem um ciclo criminoso, descapitaliza o crime organizado e contribui diretamente para diminuição da violência urbana”.

Conforme o balanço da PMR, as apreensões realizadas nos primeiros meses do ano, resultaram no registro de 93 flagrantes e na apreensão de 72 veículos, dentre eles oito caminhões/carretas e três motocicletas. Cerca de 99% da droga apreendida nestes veículos era maconha e seus derivados. Quanto as prisões, 129 pessoas foram encaminhadas para o sistema prisional pelo crime de tráfico de drogas, dos quais 73,6 % são homens.

O setor de inteligência ainda identificou que há uma rede de apoio onde as quadrilhas usam os chamados “batedores” e “olheiros”, que monitoram a atividade policial buscando facilitar o transporte e a passagem do entorpecente pelo Estado.

Polícia de MS apreende R$ 40 milhões em drogas nos primeiros meses do ano
Droga escondida em carregamento de grãos apreendida pela Polícia Militar Rodoviária

As ações das quadrilhas também se diversificam a cada dia. Destaque aos chamados “cavalos doidos”, que circulam sem sequer tomar cuidado de ocultar o entorpecente e andam em alta velocidade nas rodovias. E há também os chamados “mocós”, que ocultam o entorpecente em grandes cargas de soja e milho trazidas por caminhões e carretas.

Entre as ações apontadas pela PMR para o aumento nas apreensões de drogas estão a instalação do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que há oito meses vem auxiliado o Estado na redução da vitalidade financeira das organizações criminosas, por meio da Operação Hórus, o fechamento das fronteiras e as medidas de isolamento social adotadas por muitos municípios que reduziram o fluxo de veículos nas estradas e permitiu melhor seleção das abordagens policiais em ações de polícia ostensiva.

Sem contar o emprego eficaz do efetivo policial militar em ações ostensivas, nas barreiras sanitárias e pontos sensíveis das rodovias estaduais, fruto de um detalhado plano de ação operacional, dentre outros fatores.

(*)Rodson Lima – Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)

CNN divulga, na íntegra, depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal

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Confira abaixo, a partir de reprodução de conteúdo publicado pela CNN, o que o ex-Ministro da Justiça falou aos Delegados da PF em Curitiba

CNN – Em depoimento prestado em 2 de maio à Polícia Federal em Curitiba, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro confirmou a pressão que sofreu do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência do Rio de Janeiro.

Moro disse, ainda, que “não afirmou que o presidente teria cometido algum crime” e que “quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito”. Segundo Moro, a avaliaçao sobre crime “cabe às Instituições competentes”. 

Leia abaixo a íntegra do depoimento prestado pelo ex-ministro Sergio Moro:

Na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no Estado do Paraná, onde presente se encontrava CHRISTIANE CORREA MACHADO, Delegada de Polícia Federal, Matr. 10.568, Chefe do Serviço de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR, e WEDSON CAJÉ LOPES, Delegado de Polícia Federal, lotado no SINQ/DICOR, compareceu Sergio Fernando Moro

QUE tomou conhecimento pela imprensa sobre a determinação do Ministro Celso de Mello sobre a sua oitiva, tendo se colocado à disposição para prestar declarações, informando o fato à Polícia Federal;  

QUE perguntado sobre sua definição sobre interferência política do Poder Executivo em cargos de chefia no âmbito da Polícia Judiciária, respondeu que entende que seja uma interferência sem uma causa apontada e portanto arbitrária;  

QUE durante o período que esteve à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve solicitações do Presidente da República para substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, com a indicação de um nome por ele, e depois para substituição do Diretor da Polícia Federal, e, novamente, do Superintendente da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, que teria substituído o anterior, novamente com indicação de nomes pelo presidente;  

QUE, durante sua gestão, apenas concordou com a primeira substituição, pois, circunstancialmente, o Superintendente do RJ, RICARDO SAAD, havia manifestado interesse de sair, por questões familiares, e a sua troca já estava planejada pelo Diretor Geral, sendo nomeado um nome com autonomia pela própria Polícia Federal, o que garantia a continuidade regular dos serviços de Polícia Judiciária;  

QUE na sua gestão preservou a autonomia da Polícia Federal, em relação a interferência política e pediu demissão no dia 24 de abril de 2020, com o mesmo objetivo;  

QUE durante a sua coletiva ocorrida em 24 de abril de 2020 narrou fatos verdadeiros, cujo objetivo era esclarecer os motivos de sua saída, preservar autonomia da Polícia Federal, da substituição de Diretor e de Superintendentes, sem causa e com desvio de finalidade, como reconhecimento posteriormente pelo próprio Supremo Tribunal Federal em decisão proferida no dia 29 de abril que suspendeu a posse do DPF ALEXANDRE RAMAGEM;  

QUE perguntado se identificava nos fatos apresentados em sua coletiva alguma prática de crime por parte do Exmo. Presidente da República, esclarece que os fatos ali narrados são verdadeiros, que, não obstante, não afirmou que o presidente teria cometido algum crime;  

QUE quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto a prática de crime cabe às Instituições competentes;  

QUE em agosto de 2019 houve uma solicitação por parte do Exmo. Presidente da República de substituição do Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, RICARDO SAAD;  

QUE essa solicitação se deu de forma verbal, no Palácio do Planalto;  

QUE não se recorda se houve troca de mensagens sobre esse assunto;  

QUE não se recorda se alguém, além do declarante e do Exmo. Presidente da República tenha presenciado essa solicitação;  

QUE no entanto, reportou esse fato tanto ao Diretor da Polícia Federal, MAURÍCIO VALEIXO, como ao Dr. SAAD;  

QUE os motivos dessa solicitação devem ser indagados ao Presidente da República,  

QUE, após muita resistência, houve, como dito acima, concordância do Declarante e do Dr. VALEIXO, com a substituição;

QUE o presidente, após a concordância, declarou publicamente que havia mandado trocar o SR/RJ por motivo de produtividade;  

QUE para o Declarante não havia esse motivo e a própria Polícia Federal emitiu nota pública, informando a qualidade do serviço da SR/RJ, o que também pode ser verificado por dados objetivos de produtividade;

QUE só concordou com a substituição porque o novo SR, CARLOS HENRIQUE foi uma escolha da PF e isso garantia a continuidade regular dos serviços da SR/RJ e a própria Polícia Federal informou na nota acima que ele seria o substituto;  

QUE o Presidente, contrariado, deu nova declaração pública afirmando que era ele quem mandava e que o novo Superintendente seria ALEXANDRE SARAIVA;  

QUE o Diretor da Polícia Federal ameaçou se demitir e que o Declarante conseguiu demover o Presidente;  

QUE tem presente que ALEXANDRE SARAIVA é um bom profissional, no entanto não era o nome escolhido pela Polícia Federal,  

QUE o presidente já havia indicado ao Declarante a intenção de indicar ALEXANDRE SARAIVA, mas que da sua parte entendia que a escolha deveria ser da Polícia Federal;  

QUE mesmo antes, mas, principalmente, a partir dessa época o Presidente passou a insistir na substituição do Diretor da PF, MAURÍCIO VALEIXO;  

QUE essa pressão foi, inclusive, objeto de diversas matérias na imprensa;  

QUE conseguiu demover o presidente dessa substituição por algum tempo;  

QUE o assunto retornou com força em janeiro de 2020, quando o Presidente disse ao Declarante que gostaria de nomear ALEXANDRE RAMAGEM no cargo de Diretor Geral da Polícia Federal e VALEIXO iria, então, para uma Adidância;  

QUE isso foi dito verbalmente no Palácio do Planalto;  

QUE, eventualmente o General Heleno se fazia presente;  

QUE esse assunto era conhecido no Palácio do Planalto por várias pessoas;  

QUE pensou em concordar para evitar um conflito desnecessário, mas que chegou à conclusão que não poderia trocar o Diretor Geral sem que houvesse uma causa e que como RAMAGEM tinha ligações próximas com a família do Presidente isso afetaria a credibilidade da Polícia Federal e do próprio Governo, prejudicando até o Presidente;  

QUE essas ligações são notórias, iniciadas quando RAMAGEM trabalhou na organização da segurança pessoal do presidente durante a campanha eleitoral;  

QUE os motivos pelos quais o Presidente queria substituir VALEIXO por RAMAGEM devem ser indagados ao Presidente;  

QUE RAMAGEM, pela questão da proximidade, o Declarante afirma que o presidente, nessa época, lhe dizia que era uma questão de confiança;  

QUE o presidente chegou a sugerir dois outros nomes para Diretor Geral da Polícia Federal, ao invés de RAMAGEM, mas que os nomes não tinham a qualificação necessária, segundo a opinião do Declarante;  

QUE, ainda em janeiro, o Declarante sugeriu dois nomes para o Presidente, FABIANO BORDIGNON e DISNEY ROSSETI para substituir VALEIXO;  

QUE a troca geraria desgaste para o Declarante, mas, pelo menos, não abalaria a credibilidade da Polícia Federal ou do Governo;  

QUE a substituição sem causa do DG e a indicação de uma pessoa ligada ao Presidente e a sua família seriam uma interferência política na PF;  

QUE os dois outros nomes eram ANDERSON TORRES e CARRIJO e ambos não tinham história profissional na Polícia Federal que os habilitassem ao cargo, além de também serem próximos à família do presidente;  

QUE no começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. VALEIXO;  

QUE recebeu mensagem pelo aplicativo Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora CARLOS HENRIQUE;  

QUE a mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”;  

QUE esclarece que não nomeou e não era consultado sobre as escolhas dos Superintendentes; QUE essa escolha cabia, exclusivamente, à Direção Geral da Polícia Federal;

QUE nem mesmo indicou o Superintendente da Polícia Federal do Paraná;

QUE os motivos para essa solicitação entende que devem ser indagados ao Presidente da República; QUE falou sobre a solicitação de troca do Diretor VALEIXO, ainda em Washington;

QUE até aventaram a possibilidade de atender ao Presidente para evitar uma crise;  

QUE, no entanto, o Diretor VALEIXO afirmou que não poderia ficar no cargo se houvesse uma nova substituição sem causa do SR/RJ por um nome indicado pelo Presidente da República;

QUE o Diretor VALEIXO declarou que estava cansado da pressão para a sua substituição e para a troca do SR/RJ; QUE por esse motivo e também para evitar conflito entre o Presidente e o Ministro o Diretor VALEIXO disse que concordaria em sair;

QUE nesse momento não havia nenhuma solicitação sobre interferência ou informação de inquéritos que tramitavam no Rio de Janeiro;  

QUE, por esse motivo, o Declarante, apesar da resistência, cogitou aceitar as trocas, desde que o substituto do Diretor Geral fosse de sua escolha técnica e pessoa não tão próxima ao presidente;  

QUE depois, porém, entendeu que também não poderia aceitar a troca do SR/RJ sem causa;

QUE a partir de então cresceram as insistências do PR para a substituição tanto do Diretor Geral quanto do SR/RJ;

QUE, certa feita, provavelmente, no mês de março o PR passou a reclamar da indicação da Superintendente de Pernambuco;  

QUE essas reclamações sobre o superintendente no Estado de Pernambuco não ocorreram anteriormente;

QUE entende que os motivos da reclamação devem ser indagados ao Presidente da República;  

QUE é oportuno destacar que as indicações para Superintendentes vêm da Direção Geral, mas passam pelo crivo da Casa Civil e que não houve nenhum óbice apontado em relação a esses nomes;  

QUE o Presidente não interferiu, ou interferia, ou solicitava mudanças em chefias de outras Secretarias ou órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal, DEPEN, Força Nacional;  

QUE o presidente, apenas uma vez, solicitou a revogação da nomeação de Ilona Szabo para o Conselho Nacional de Política Criminal do Ministério da Justiça, órgão consultivo, e que o Declarante, após relutar, concordou em aceitar a solicitação;

QUE o Declarante perguntado se as trocas solicitadas estavam relacionadas à deflagração de operações policiais contra pessoas próximas ao Presidente ou ao seu grupo político disse que desconhece, mas observa que não tinha acesso às investigações enquanto ainda evoluíam;

QUE crescendo as pressões para as substituições, o Presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência;

QUE perguntado se havia desconfiança em relação ao Diretor VALEIXO, o Declarante respondeu que isso deve ser indagado ao Presidente; QUE o próprio Presidente cobrou em reunião do conselho de ministros, ocorrida em 22 de abril de 2020, quando foi apresentado o PRÓ-BRASIL, a substituição do SR/RJ, do Diretor Geral e de relatórios de inteligência e informação da Polícia Federal;

QUE o presidente afirmou que iria interferir em todos os Ministérios e quanto ao MJSP, se não pudesse trocar o Superintendente do Rio de Janeiro, trocaria o Diretor Geral e o próprio Ministro da Justiça;

QUE ressalta que essas reuniões eram gravadas, como regra, e o próprio Presidente, na corrente semana, ameaçou divulgar um vídeo contra o Declarante de uma dessas reuniões;

QUE nessas reuniões de conselho de ministros participavam todos os ministros e servidores da assessoria do Planalto;

QUE a afirmação do Presidente de que não recebia informações ou relatórios de inteligência da Polícia Federal não era verdadeira;

QUE o Declarante, em relação ao trabalho da Polícia Federal, informava as ações realizadas, resguardado o sigilo das investigações;

QUE o Declarante, por exemplo, fazia como ministros do passado e comunicava operações sensíveis da Polícia Federal, após a deflagração das operações com buscas e prisões;

QUE o Declarnte fez isso inúmeras vezes e há mensagens de Whatsapp a esse respeito ora disponibilizadas;

QUE ilustrativamente, isso aconteceu após as buscas e prisões envolvendo o atual Ministro do Turismo e o Senador Fernando Bezerra, mas que essas informações não abrangiam dados sigilosos dos inquéritos;

QUE pontualmente comunicou essas operações antecipadamente, em casos sensíveis e que demandavam um apoio do presidente, como na expulsão do integrnte do PCC, vulgo “FUMINHO” de Moçambique;

QUE quanto a relatórios de inteligência, esclaree que a PF não é órgão de produção direta de inteligência para a Presidência da República;

QUE os relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre assuntos estratégicos e de Segurança Nacional são inseridos pela sua diretoria de Inteligência no SISBIN e que a ABIN consolida essas informações de inteligência, juntamente, com dados de outros órgãos e as apresenta ao Presidente da República;

QUE o próprio Declarante já recebeu relatórios de inteligência da ABIN que continham dados certamente produzidos pela inteligência da Polícia Federal;

QUE o próprio Presidente da República em seu pronunciamento na sexta-feira, dia 24 de abril de 2020, declarou que um dos motivos para a a demissão do Diretor Geral da PF seria a falta de recebimento de relatórios de inteligência de fatos nas últimas 24 horas;

QUE o argumento não procede, pois os relatórios de inteligência estratégica da Polícia Federal eram disponibilizados ao Presidente da República via SISBIN e ABIN;

QUE também não justificaria a demissão do Diretor VALEIXO a susposta falta de disponibilização dessa inteligência, já que cobrada pelo Presidente ao Declarante dois dias anteriores à exoneração do Diretor;

QUE o presidente nunca solicitou ao Declarante a produção de um relatório de inteligência estratégico da PF sobre um conteúdo específico, causando estranheza que isso tenha sido invocado como motivo da demissão do Diretor Geral da PF;

QUE perguntado se o presidente da República, em algum momento lhe solicitou relatórios de inteligênca que subsidiavam ingestigaçãoes policiais, o Declarante respondeu que o Presidente nunca lhe pediu até porque o Declarante ou o Diretor  VALEIXO jamais violariam sigilo de investigação policial;

QUE na quinta-feira, dia 23 de abril de 2020, o Presidente enviou ao Declarante por mensagem de Whatsapp um link de notícia do site “oantagonista” informando que a PF estaria no encalço de Deputados Bolsonaristas, QUE antes que o Declarante pudesse responder, o Presidente mandou outra mensagem afirmando que este seria mais um motivo para a troca da PF;

QUE o Declarante ficou apreensivo com a mensagem;

QUE o Declarante reuniu-se com o Presidente às 9h do dia 23 de abril de 2020, e trataram da substituição do Diretor Geral da Polícia Federal;

QUE o Presidente lhe disse que VALEIXO seria exonerado, a pedido, ou de ofício, e que nomearia o DPF ALEXANDRE RAMAGEM, porque seria uma pessoa de confiança do Presidente, com o qual ele poderia interagir;

QUE o Declarante informou ao Presidente que isso representaria uma interferência política na PF, com o abalo da credibilidade do  governo, isso tudo, durante uma pandemia;

QUE o Declarante também disse poderia trocar o Diretor VALEIXO desde que houvesse uma causa, como uma insuficiência de desempenho ou erro grave, mas não havia nada disso;

QUE o Declarante pediu ao Presidente que reconsiderasse, mas que se isso não ocorresse o Declarante seria obrigado a sair e a declarar a verdade sobre a substituição;

QUE o Presidente lamentou, mas disse que a decisão estava tomada;

QUE o Declarante reuniu-se  em seguida com os ministros militares do Palácio do Plananto e relatou a reunião com o Presidente;

QUE a reunião foi com os Ministros Generais RAMOS, HELENO e BRAGA NETTO;

QUE o Declarante informou os motivos pelos quais não podia aceitar a substituição e também declarou que sairia do governo e seria obrigado a falar a verdade;

QUE na ocasião o Declarante falou dos pedidos do Presidente de obtenção  de Relatórios de Inteligência da PF, que inclusive havia sido objeto de cobrança pelo Presidente na reunião de conselho de ministros, oportunidade na qual o Ministro HELENO afirmou que o tipo de relatório de inteligência que o Presidente queria  não tinha como ser fornecido;

QUE os Ministros se comprometeram a tentar demover o Presidente,

QUE o Declarante retornou ao MJSP na esperança de a questão ser solucionada;

QUE logo depois vazou na imprensa que o Planalto substituiria VALEIXO e que, em decorrência, o Declarante sairia do governo;

QUE o MJSP foi contatado por muitos jornalistas e políticos querendo confirmar, mas que o Declarante entendia que não poderia confirmar, já que tinha esperança de que o Presidente mudaria de idéia;

QUE à tarde do dia 23 de abril de 2020, recebeu uma ligação do Ministro RAMOS indagando se seria possível uma solução intermediária, com a saída de VALEIXO, mas a nomeação de um dos nomes que o Declarante já havia informado antes, a saber: FABIANO BORDIGNON ou DISNEY ROSSETI;

QUE o Declarante informou que haveria um impacto ao governo e à sua credibilidade, mas que, garantida a nomeação técnica e de pessoa não proximamente ligada à familia do presidente, a solução seria aceitável;

QUE ligou para o Diretor VALEIXO, que concordou com a substituição sugerindo o nome de DISNEY ROSSETI;

QUE o Declarante ligou em seguida ao Ministro RAMOS e então manifestou a sua concordância, mas ressaltou que seria a única mudança e que não concordava com a troca pretendida do superintentdente da SR/RJ;

QUE o Ministro RAMOS ficou de levar a questão ao Presidente e de retornar, mas não o fez;

QUE à noite do dia 23 de abril de 2020, recebeu informações não oficiais de que o ato de exoneração do Diretor VALEIXO havia sido encaminhado para publicação;

QUE buscou a confirmação do fato no Planalto com os ministros BRAGA NETTO e RAMOS, tendo o primeiro informado que não sabia e o segundo informado que iria checar e retornar, mas não o fez;

QUE, durante a madrugada do dia 24 de abril de 2020, saiu a publicação, o que tornou irreversível a demissão do Declarante;

QUE o Declarante não assinou o decreto de exoneração de MAURÍCIO VALEIXO e não passou pelo Declarante qualquer pedido escrito ou formal de exoneração do Diretor VALEIXO;

QUE na manhã do dia 24 de abril de 2020, encontrou-se com VALEIXO e ele lhe disse que não teria assinado ou feito qualquer pedido de exoneração;

QUE VALEIXO disse ao Declarante que, na noite do dia 23 de abril de 2020, teria recebido uma ligação do Planalto na qual o Presidente teria lhe dito que ele, VALEIXO, seria exonerado no dia seguinte e lhe perguntado se poderia ser “a pedido”;

QUE VALEIXO disse ao Declarante que como a decisão já estava tomada não poderia fazer nada para impedir, mas reiterou que não houve, nem partiu dele, qualquer pedido de exoneração;

QUE VALEIXO poderá esclarecer melhor o conteúdo dessa conversa;

QUE perguntado em regra, como ocorrem as exonerações no âmbito do Ministério da Justiça e como se dá o processo de assinatura no Diário Oficial da União, respondeu

QUE pedidos de nomeação e de exoneração são assinados eletronicamente pelo Declarante e enviados ao Palácio do Planalto;

QUE não delegava essa função a subordinados;

QUE decretos assinados pelo Presidente da República e em concurso com o Declarante, quando sua origem era um ato produzido pelo MJSP, o que seria o caso da exoneração do Diretor VALEIXO, sempre eram assinados previamente pelo Declarante, pelo sistema eletrônico SIDOF, antes de encaminhados ao Planalto;

QUE nunca, pelo que se recorda, viu antes um ato do MJSP ser publicado sem a sua assinatura, pelo menos, eletronicamente;

QUE em virtude do ocorrido decidu exonerar-se e informar em pronunciamento coletivo os motivos de sua saída;

QUE o Declarante entendeu que havia desvio de finalidade na exoneração do Diretor MAURÍCIO VALEIXO, à qual se seguiria a provável nomeação do DPF ALEXANDRE RAMAGEM, pessoa próxima à família do presidente, e as substituições de superintendentes, tudo isso sem causa e o que viabilizaria ao Presidente da República interagir diretamente com esses nomeados para colher, como admitido pelo próprio Presidente, o que ele chamava de relatórios de inteligência, como também admitido pelo próprio Presidente;

QUE reitera que prestou as declarações no seu pronunciamento público para esclarecer as circunstâncias de sua saída, para expor o desvio de finalidade já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal e com o objetivo de proteger a autonomia da Polícia Federal;

QUE reitera que em seu pronunciamento narrou fatos verdadeiros, mas, em nenhum momento, afirmou que o Presidente da República teria praticado um crime e que essa avaliação cabe às instituições competentes;

QUE posteriormente, no mesmo dia 24 de abril de 2020, o Presidente da República fez um pronunciamento no qual confirmou várias declarações feitas pelo Declarante, como a de que o presidente poderia substituir o Diretor Geral, os superintendentes, qualquer pessoa na pirâmide do Poder Executivo Federal; que o Presidente da República, apesar disso, apesar disso, não esclareceu o motivo pelo qual realizaria  essas substituições, salvo que o Diretor VALEIXO estaria cansado mas, mais uma vez, o Declarante  reitera que o cansaço do diretor VALEIXO era oriundo das pressões por suas substituição e de superintendentes;

Que o Presidente também reconheceu que uma da causas para a troca seria a falta de acesso a relatórios de inteligência da PF, mas que, como o Declarante já esclareceu acima, o Presidente já detinha esse acesso, do que legalmente poderia ser acessado, via SISBIM e ABIN;

Que ademais, como dito acima, nunca houve pelo Presidente, um pedido ao Declarante de algum relatório específico de inteligência propriamente dito e que, portanto, não teria sido atendido;

Que, quanto às informações ou relatórios sobtre investigações sigilosas em curso, o Presidente nunca pediu nada da espécie ao Declarante ou ao Diretor VALEIXO, até porque, ele sabe que não seria atendido.;

Que o Presidente também alegou como motivo da exoneração de VALEIXO uma suposta falta de empenho da Polícia Federal na investigação de possíveis mandantes da tentativa de assassinato perpetrada por ADÉLIO;

Que a Polícia Federal de Minas Gerais fez um amplo trabalho de investigação e isso foi mostrado ao Presidente ainda no primeiro semestre do ano de 2019, numa reunião ocorrida no Palácio do Planalto, com a presença do Declarante, do Diretor VALEIXO, do Superintendente  de Minas Gerais e com delegados responsáveis pelo caso;

Que na ocasião, o Presidente não apresentou qualquer contrariedade em relação ao que lhe foi apresentado;

Que essa apresentação ao Presidente decorreu da sua condição de vítima e ainda por questão de Segurança Nacional, entendendo o Declarante que não havia sigilo legal oponível ao Presidente pelas circunstâncias especiais;

Que a investigação sobre possíveis mandantes do crime não foi finalizada em razão de decisão judicial contrária ao exame do aparelho celular do advogado de ADÉLIO;

Que o Presidente tinha e tem pleno conhecimento desse óbice judicial;

Que o Declarante entende que antes do final das investigações não é possível concluir se ADÉLIO agiu ou não sozinho e que, de todo modo, o Declarante, ao contrário do que afirmado publicamente pelo Presidente da República na data de hoje (02 de maio de 2020) jamais obstruiu essa investigação, ao contrário, solicitou à Polícia Federal o máximo empenho e ainda chegou a informa à AGU, na pessoa do Ministro ANDRÉ MENDONÇA, da importância de que a AGU ingressasse na causa para defender o acesso ao celular, não pelo interesse pessoal do Presidente, mas também  pelas questões relacionadas à Segurança Nacional;

Que o Presidente, no pronunciamento de sexta-feira 24 de abril, também reclamou da falta de empenho do Declarante e da Polícia Federal para esclarecer as declarações do porteiro de seu condomínio  acerca do suposto envolvimento do Presidente no assassinato de MARIELE e ANDERSON;

Que tal reclamação não procede pois foi o próprio Declarante que solicitou  a atuação do MPF e da Polícia Federal na apuração do caso e a Polícia Federal colheu depoimento do porteiro no qual ele se retratou, além de realizar outras diligências;

Que, após pronunciamento do Presidente da República, no qual este afirmou que o Declarante mentia, e que ainda teria condicionado a troca do Diretor Geral à nomeação do Declarante ao Supremo Tribunal Federal, o Declarante, ao responder consulta do Jornal Nacional sobre o que foi dito pelo Presidente, reputou necessário, para restabelecer a verdade dos fatos encaminhar ao Jornal Nacional as mensagens trocados com o Presidente na manhã do dia 23 de abril de 2020, e ainda a troca de mensagens com a Deputada Federal, CARLA ZAMBELLI, pessoa muito ligada ao Presidente, a qual, inclusive, estava no pronunciamento do Presidente;

Que nas mensagens com a Deputada, fica clara a posição do Declarante  de rejeitar a possibilidade de aceitar a substituição do Diretor Geral e  no nome de ALEXANDRE RAMAGEM como condição para sua indicação ao STF;

Que de todo modo tal ofensa ao Declarante sequer faz sentido, pois se tivesse interessado na indicação ao STF, teria simplesmente aceito a substituição;

Que lamenta muito ter repassado as mensagens trocados em privado, mas que não teria como aceitar as afirmações feitas pelo Presidente no pronunciamento dele, a respeito do Declarante; Perguntado: Como o Presidente da República reagia a respeito de operações da Polícia Federal desencadeadas em razão de mandato deferidos pelo Supremo Tribunal Federal?  Havia algum interesse específico do Presidente da República sobre alguma investigação em curso no STF? Respondeu Que no tocante às indagações, o Presidente enviou mensagem ao Declarante na manhã do dia 23 de abril de 2020 com o link de matéria de jornal a respeito do Inquérito no STF contra deputados bolsonaristas, e agregou que este, seria “mais um motivo para a troca na PF”;

Que o Declarante esclareceu ao Presidente que a Polícia Federal cumpria ordens nesse inquérito, mas o Declarante entende que o Presidente jamais poderia ter elencado esse Inquérito como motivo para a troca do diretor Geral da PF;

Que deve ser indagado ao Presidente os motivos dessa mensagem e o que ele queria dizer;

Que há uma outra mensagem do Presidente sobre esse tema ora disponibilizada;

Que o Presidente jamais pediria ao Declarante ou ao Diretor VALEIXO qualquer interferência ou informações  desse Inquérito porque sabia que nem o Declarante e nem o Diretor VALEIXO atenderiam uma solicitação dessa natureza;  

Que o Declarante gostaria de sintetizar as provas que pode indicar a respeito do seu relato;

Que inicialmente indica como elementos de prova o depoimento do Declarante;  

Que, segundo, a mensagem que recebeu do Presidente da República no dia 23 de abril de 2020 e as demais mensagens ora disponibilizadas;

Que, terceiro, todo o histórico de pressões do presidente de troca do SR/RJ, por duas vezes e do DG e que, inclusive, foram objetos de declarações públicas do próprio Presidente da República, inclusive em uma delas com invocação de motivo inverídico para a substituição do SR/RJ, ou seja, a suposta falta de produtividade;

Que quarto, as declarações efetuadas pelo Presidente da República em seu pronunciamento, nas quais ele admite a intenção  de trocas dois superintendentes, inclusive, novamente o do Rio de Janeiro, sem apresentar motivos, também admite a substituição do Diretor VALEIXO invocando motivo inconsistente, já que o cansaço do Diretor era provocado pelas próprias pressões do Presidente, também admite que um dos motivos para a troca era obter acesso ao que  ele denomina relatórios de inteligência produzidos pela PF através da SISBIN e da ABIN, ou seja, jamais tinha ele acesso a toda informação de inteligência da PF a qual ele tinha legalmente  acesso;

Que, quinto, as declarações do Presidente no dia 22 de abril de 2020, na reunião com o conselho de ministros, e que devem ter sido gravadas como é de praxe, nas quais ele admite a intenção de substituir o superintendente do Rio de Janeiro, o Diretor Geral e até o Ministro, ora Declarante, e também admite no mesmo contexto sua insatisfação com a informação e no que ele denomina relatórios de inteligência da PF aos quais afirma que  não teria acesso, o que, como já argumentado, não é verdadeiro;

Que, sexto, podem ser requisitados à ABIN os protocolos de encaminhamento dos relatórios de inteligência produzidos com base em informações a ela repassadas pela PF e que demonstrariam que o Presidente da República já tinha, portanto, acesso às informações de inteligência da PF as quais legalmente tinha direito;

Que, sétimo, esses protocolos podem também ser solicitados à Diretoria de Inteligência da PF, Que, oitavo, as declarações apresentadas peo Declarante, podem ser confirmadas entre outras pessoas,  pelo DPF VALEIXO, pelo DPF SAAD, pelos SRMG, e pelos ministros militares acima mencionados;

Que, nono, o Declarante disponibiliza, neste ato, seu aparelho celular para extração das mensagens trocadas, via aplicativo Whatsapp, com o Presidente da República (contato “Presidente Novíssimo”) e com a Deputada Federal CARLa ZAKMBELLI (contato Carla Zambelli II) e que são as relevantes, no seu entendimento, para o caso, Que o Declarante esclarece que não  disponibiliza as demais mensagens pois tem caráter privado (inclusive as eventualmente apagadas), ou se tratam de mensagens trocadas com autoridades públicas, mas sem qualquer relevância para o caso, no seu entendimento;  

Que o Declarante esclarece que tem só algumas mensagens trocadas com o Presidente, e mesmo com outras pessoas, já que teve , em 2019, suas mensagens interceptadas ilegalmente por HACKERS, motivo pelo qual passou a apagá-las periodicamente,

Que o Declarante esclarece que apagava as mensagens não por ilicitude, mas para resguardar privacidade e mesmo informações relevantes sobre a atividade que exercia, inclusive, questões de interesse nacional;

Que, além da mensagem acima mencionada, o Declarante, revendo o chat de conversa com o Presidente identificou várias outras mensagens que podem ser relevantes para a investigação, inclusive outra mensagem sobre o Inquérito no STF e outra com determinação do Presidente de que o Dr. VALEIXO seria “substituído essa  semana a pedido ou ex-ofício”, além de outra com indicativo de desejo dele de substituição do SR/PE;

Que o Declarante destaca ainda mensagens que, de maneira geral, amparam outras declarações prestadas pelo Declarante como a de que comunicava ao Presidente operações sensíveis, após deflagração; Aberta a palavra ao Declarante para esclarecimentos adicionais:

Que, respeitosamente, diante das declarações públicas do Presidente da República, entende que a caberia a ele esclarecer os motivos das sucessivas trocas pretendidas na SR/RJ, da troca efetuada do DG da Polícia Federal bem como, que caberia a ele esclarecer que tipo de informação ou relatório de inteligência de PF pretendia  obter mediante interação pessoal com o DG ou SR/RJ, além de esclarecer que tipo de conteúdo pretendia nesses relatórios de inteligência, já que tinha acesso à produção de inteligência da PF via SISBIN e ABIN e, igualmente, esclarecer porque essa demanda reiterada no dia 23 de abril de 2020 ao Declarante justificaria as substituições do Diretor Geral, de superintendentes e até mesmo  do Ministro da Justiça e Segurança Pública;

Que, por fim esclarece, diante das ofensas realizadas pelo Presidente da República, que o Declarante permanece fiel aos compromissos de integridade e transparência, bem como de autonomia das instituições de controle, superiores a lealdade pessoais; Consigno as presenças dos Procuradores da República ANTÔNIO MORIMOTO JUNIOR, Matrícula 1088, HERBERT REIS MESQUITA, Matrícula 1383 e JOÃO PAULO LORDELO GUIMARÃES TAVARES, Matrícula 1464, os quais foram designados pela Procuradoria Geral da República para este ato, conforme autorizado pelo Ministro Relator, os quais realizaram questionamentos complementares ao longo deste ato. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Foi então advertido (a) da obrigatoriedade de comunicação de eventuais mudanças de endereço em face das prescrições do Art.224 do CPP. Encerrado o presente que, lido e achado conforme, assinaram com a Autoridade Policial, com o Declarante, com os Advogados, GUILHERME SIQUEIRA VIEIRA, OAB/PR 73938, VITOR HUGO SPRADA ROSSETIM, OAB/PR 70386  e RODRIGO SANCHEZ RIOS., OAB/PR19392, que apresentaram procuração para ser juntada aos autos, e comigo ……………………………… FRANCISCO ANTONIO LIMA DE SOUSA, Escrivã (o) de Polícia Federal, Matr. 17.990, lotado (a) e/ou em exercício nesta DICOR/PF, que o lavrei.

Saúde intensifica ações de sanitização de locais públicos contra o Coronavírus

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Sanitização vem sendo feita no Velório Municipal, Estação Rodoviária, órgãos públicos e outros locais onde há ou tenha havido aglomeração de pessoas

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio da equipe de Vigilância Sanitária, setor da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento, numa ação conjunta da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA) e participação de empresa colaboradora, continua intensificando, nesta semana e quando se fizer necessário, os serviços específicos de sanitização.

Esta mesma ação, como a que já ocorreu em outras oportunidades, em torno do Hospital Auxiliadora, Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas, Unidades de Saúde e outras localidades, consiste na pulverização, a alta pressão, de uma apropriada mistura de cloro e água.

A sanitização vem sendo feita no Velório Municipal, Estação Rodoviária, órgãos públicos e outros locais onde há ou tenha havido aglomeração de pessoas, como explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, médico veterinário Christovam Tabox Bazan.

Ele antecipou que este mesmo serviço também deverá ser feito, oportunamente, no Quartel do 5º Grupamento de Bombeiros (5ºGB), local definido para a coleta dos testes rápidos para COVID-19 no sistema “Drive-Thru”.

“O produto, cloro misturado com água, tem a finalidade de matar o vírus, que pode estar na superfície, nas paredes, nos bancos ou cadeiras, nos pegadores de portas e no chão”, resumiu.

Por essa razão, para obtenção de melhores resultados e facilidade de acesso, a equipe está usando bombas costais motorizadas para a pulverização desses locais.

(*) Assessoria de Imprensa Prefeitura

Para evitar aglomerações, Saúde cancela “Dia D” de vacinação contra Influenza que aconteceria sábado

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Novo Dia D deve ser em 23 de maio para imunização de crianças entre seis meses e menores de seis anos, além de portadores de deficiência

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas afirmou em comunicado enviado nesta terça-feira que, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, cancelou o “Dia D” de mobilização nacional da Campanha de Vacinação contra a Gripe Influenza A, que estava previsto para este sábado (9) em todo o País.

O cancelamento do “Dia D” se deve às medidas preventivas, adotadas pela Saúde, frente à pandemia de Covid-19, restringindo, principalmente a aglomeração de pessoas.

Como fica?

Como os municípios têm autonomia para desenvolver as estratégias de vacinação da sua população alvo, desde que adote as medidas de prevenção ao Coronavírus, no município de Três Lagoas o Dia D deve ser realizado no dia 23 de maio abrangendo crianças maiores de 6 meses e menores de 6 anos de idade, além de portadores de deficiência.

Caminhoneiros

A vacinação para caminhoneiros e profissionais do transporte coletivo que comprovem sua ocupação com a Carteira Nacional de Habilitação – CNH, categorias C,D ou E, ainda está com a estratégia em desenvolvimento, buscando, inclusive, parcerias dentro do setor para a realização da ação.

Outros grupos

De acordo com o setor de Imunização da SMS, as gestantes, puérperas, professores e pessoas entre 55 e 59 anos de idade devem ser vacinadas no dia 16 de maio em formato drive-thru. No entanto, os locais e a forma como será feita ainda está sendo montada pela pasta.

Contaminado com coronavírus, homem foge de hospital em Ponta Porã e se interna na Capital

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Paciente de 52 anos abandonou Hospital Regional de Ponta Porã, contratou ambulância e se internou no Proncor em Campo Grande

Quase 40 dias depois de registrar o primeiro caso do novo coronavírus, a cidade de Ponta Porã confirmou a segunda pessoa infectada pela doença.

No entanto, o inusitado vem agora: o prefeito Hélio Peluffo Filho (PSDB) informou que o paciente, de 52 anos de idade, fugiu ontem (4) do Hospital Regional da cidade, contratou ambulância por conta própria e foi para a Capital, onde se internou no Proncor.

Ao site Campo Grande News, o prefeito informou hoje que o homem chegou de São Paulo no dia 26 de abril e após apresentar os sintomas da doença procurou ontem o hospital da cidade. Ele ficou apenas algumas horas no hospital e à tarde fugiu do local e foi para a Capital.

O primeiro caso de Covid-19 em Ponta Porã tinha sido confirmado no final de março. A mulher de 42 anos de idade ficou duas semanas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e se curou da doença.

Uma semana após ela ser diagnosticada com coronavírus, o marido dela teve de ser notificado pela prefeitura para cumprir o isolamento, já que vizinhos denunciaram que ele circulava pelo bairro.

Ponta Porã é vizinha de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, mas barreiras do Exército e cercas de arame farpado separam atualmente as duas cidades.

As informações são do Campo Grande News.

Com mais um caso confirmado em Três Lagoas, MS chega a 283 positivos para Covid-19

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Foram nove casos novos no Estado entre ontem e hoje; entre eles, cinco estão internados

Com a taxa de isolamento em queda, Mato Grosso do Sul vê aumentar números de casos positivos para Covid-19.

Foram nove novos casos de ontem para hoje, já incluídos um novo em Três Lagoas, de um homem de 40 anos, e uma mulher de 70 anos de Brasilândia.

Além desses, foram contabilizados mais dois casos em Campo Grande, dois em Dourados, um em Guia Lopes da Laguna, um em Ponta Porã e um em Coxim.

Desses nove casos novos, cinco estão internados e quatro estão em isolamento domiciliar. No total, 22 pessoas estão internadas no Estado – seis em leitos de UTI.

Com mais um caso confirmado em Três Lagoas, MS chega a 283 positivos para Covid-19
Com mais um caso confirmado em Três Lagoas, MS chega a 283 positivos para Covid-19

Isolamento social

A queda nos índices de isolamento social continuam preocupando o Governo do Estado. Com média de 38,4%, Mato Grosso do Sul voltou a ter o pior índice nacional.

Com mais um caso confirmado em Três Lagoas, MS chega a 283 positivos para Covid-19

“O aumento dos casos que estamos vivenciando agora são reflexo das nossas atitudes 15 dias atrás, quando o isolamento começou a apresentar queda. O resultado de hoje, quando a taxa de isolamento está ainda mais baixa, será sentida nas próximas semanas, quando devemos perceber um aumento substancial de casos”, afirmou a Secretária Adjunta de Saúde, dra. Christinne Maymone.

O Secretário Geraldo Resende chamou a atenção para o fato das cidades que margeiam o rio Paraná, na divisa com São Paulo – epicentro da doença no país – estarem apresentando casos positivos.

Brasilândia confirma primeiro caso positivo de Covid-19

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Paciente é uma mulher de 70 anos que recebeu visita de parentes no final de semana

A Prefeitura de Brasilândia confirmou hoje, 5, o primeiro caso positivo de Covid-19 na cidade.

A paciente é uma mulher de 70 anos que recebeu visita de parentes de fora no último final de semana.

O prefeito Dr. Antonio Thiago esteve na manhã desta terça-feira (5), na Secretaria Municipal de Saúde e falou com os profissionais da linha de frente. Afirmou que é momento de ter postura firme para que as pessoas cumpram o distanciamento social e, se for caso, comunicar a polícia em caso de aglomeração em locais públicos e privados.

“A tendência normal é que se apareçam mais casos nos próximos dias”, disse.

Uma das estratégias de enfrentamento é a capacitação com os profissionais da Saúde que será nesta quinta, sexta e sábado (7,08 e 09), com uma equipe especialista em atendimento de casos com problemas respiratórios e no enfrentamento de Covid-19.

Também haverá treinamento para motoristas e também equipe da limpeza para atendimento e também desinfecção de ambientes comuns. Segundo o prefeito, já é constatado que a maioria dos profissionais da Saúde se contamina na hora de retirar os equipamentos de proteção. “Agora mais do que nunca o uso de máscara é obrigatório. Vamos começar o enfrentamento e o importante é estarmos preparado para enfrentar”, disse o prefeito.

A Secretária Municipal de Saúde, Adeliza Abrami disse que o momento é montar e rever o fluxo de isolamento e quarentena.”Quem sabe agora com o caso positivo entendam a gravidade”, informou Adeliza.

Neste momento os profissionais da Saúde estão reunidos para montar estratégias de enfrentamento com a confirmação do primeiro caso.

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