27/01/2003 16h24 – Atualizado em 27/01/2003 16h24
A Fundação Bill & Melinda Gates doará 200 milhões de dólares para pesquisas sobre doenças que atingem os pobres do mundo. O dinheiro será usado para acelerar pesquisas que superem obstáculos científicos para a cura da malária, da Aids e de outros males.
Bill Gates anunciaria seu projeto durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
“Dos, digamos, 1.500 novos remédios que foram aprovados nos últimos 25 anos, somente 20 eram relacionados a doenças dos países em desenvolvimento”, disse ele em entrevista por telefone.
Segundo o Fórum Global sobre Pesquisa em Saúde, somente 10 por cento das pesquisas médicas são sobre doenças que causam 90 por cento dos problemas de saúde no mundo.
O programa financiado por Gates será administrado pela Fundação do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e chefiado pelo Dr. Harold Varmus, um ex-diretor que agora preside o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York.
Os cientistas costumam dizer que a pesquisa segue o dinheiro – ou seja, os pesquisadores tendem a escolher áreas que sabem que são bem financiadas.
O Dr. Richard Klausner – ex-chefe do Instituto Nacional do Câncer e agora diretor executivo do Programa Global de Saúde da Fundação Gates – disse que o novo fundo vai atrair pesquisadores para projetos menos interessantes.
Como quase sempre acontece, os cientistas terão que apresentar um projeto e aguardar a decisão do fundo sobre seu financiamento.
O primeiro trabalho será elaborar uma lista das áreas que o fundo vai procurar estimular.
Algumas possibilidades incluem descobrir novas formas de proteger as crianças da diarréia e das infecções respiratórias, que matam milhões a cada ano, e encontrar meios melhores de nutrir as crianças, fornecendo-lhes vitaminas.
“Existe um calcanhar de Aquiles para a tuberculose latente? Usando os novos genomas, podemos encontrar novas abordagens para impedir que os mosquitos abriguem a malária e outras doenças? Então esse fundo será usado para mobilizar a ciência e a comunidade tecnológica”, disse Klausner.
Fonte: Reuters






