23/03/2003 17h10 – Atualizado em 23/03/2003 17h10
O deputado estadual Akira Otsubo e os prefeitos que compõem a Unipar – União dos Municípios do Alto Paraná; Issam Fares, Três Lagoas, Edinho Takazono, Jercé Eusébio (Batayporã) e Eraldo Jorge Leite de Jateí, estiveram em Brasília na quinta-feira da semana passada, onde participaram de uma reunião com o presidente do Ibama, Nilvo Silva.
A comitiva foi oficialmente reclamar junto ao Ibama sobre impactos ambientais, provocados pela formação do lago de Porto Primavera, que move as turbinas da usina hidrelétrica Sérgio Motta. O órgão representativo dos municípios impactados reivindicou junto ao Ibama que não seja renovada a licença ambiental, enquanto não forem cumpridas todos os compromissos de compensação ambiental, assumidos pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo.
Os prefeitos alegam que a Cesp não está devidamente cumprindo os compromissos assumidos junto ao Estado, municípios impactados, população e profissionais, no caso dos pescadores e os oleiros. Por esse motivo, eles querem que sejam reabertas as negociações e revistos os compromissos que a estatal paulista assumiu.
Além de Akira Otsubo, os prefeitos estavam acompanhados do secretário estadual de Meio Ambiente, Márcio Porto Carreiro, e dos deputados federais, Antônio Carlos Biffi (PT) e Vander Loubet (PT).
Em Brasília, o grupo da Unipar foi recebido pelo diretor de Licenciamento Ambiental, Nilvo Silva, também presidente interino do Ibama.
RESULTADOS
Como resultado da visita ao Ibama, ficou agendada a vinda de um grupo de fiscais para vistoriarem a região impactada pela formação do lago de Porto Primavera.
O grupo do Ibama será acompanhado por representantes da Unipar, nesse serviço de vistoria nos municípios impactados, segundo informou o deputado Akira.
Recentemente, Akira apresentou ao plenário da Assembléia Legislativa a sugestão de cancelamento da licença ambiental para funcionamento da Hidrelétrica Sérgio Motta. O pronunciamento motivou os prefeitos da Unipar a unirem-se na mesma reivindicação, levando o problema ao órgão competente, que é o Ibama.







