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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Basra está à beira de catástrofe humana, alerta ONU

25/03/2003 08h07 – Atualizado em 25/03/2003 08h07

A ONU (Organização das Nações Unidas) fez um alerta sobre a possibilidade de uma catástrofe humana na segunda maior cidade do Iraque, Basra, onde intensos conflitos entre iraquianos e britânicos têm impedido a chegada de auxílio aos cerca de 1,5 milhão de habitantes.

De acordo com a ONU, cerca de 100 mil crianças correm risco de contrair doenças na cidade, que entra, nesta terça-feira, no seu terceiro dia de cerco, com graves problemas no abastecimento ddocument.write Chr(39)água.

Os comandantes britânicos anunciaram nesta terça-feira uma mudança de estratégia, decidindo entrar em Basra (até então as tropas estavam apenas em volta da cidade), em uma missão específica para levar ajuda humanitária à população, segundo o correspondente da BBC na região.

As tropas britânicas devem ainda, nas próximas horas, pedir reforços depois de terem sido forçadas a recuar por soldados fiéis a Saddam Hussein.

Água com esgoto

Um navio da Marinha britânica, carregado de comida, água e outros suprimentos, saiu do Kuwait e está aguardando para ancorar no porto de Umm Qasr enquanto o trabalho de limpeza de minas marítimas não é concluído.

De acordo com um funcionário da ONU em Amã, na Jordânia, várias pessoas em Basra já dependem da água de um rio que recebe lançamento de esgoto.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha conseguiu restaurar parte do abastecimento ddocument.write Chr(39)água, mas atende a apenas metade da população.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, destacou a necessidade de ações urgentes, mas diante da situação militar na área, será difícil chegar até Basra no futuro próximo, segundo o correspondente da BBC em Amã, Richard Galpin.

Analistas acreditam que os comandantes britânicos estão considerando acionar a tropa de elite pára-quedista e comandos de fuzileiros navais, depois de perderem as esperanças de tomar a cidade em uma operação rápida.

Soldados da Guarda Real Escocesa de Infantaria teriam sido obrigados a retroceder cerca de 15 quilômetros para evitar uma emboscada de integrantes da Guarda Republicana do Iraque, que estariam saindo de Basra para um ataque surpresa.

O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, afirmou à BBC que é preciso que se encontre um equilíbrio entre a segurança das tropas e a ajuda.

“Nós temos que equilibrar a importância da operação humanitária e a segurança dos nossos soldados”, afirmou Hoon.

Houve intensos tiroteios e as televisões exibiram imagens de prédios dentro de Basra completamente destruídos pelos projéteis.

Bombardeios

Os comandantes britânicos dizem também que bombardearam Basra apenas porque os seus soldados no sul e no oeste da cidade sofreram bombardeios.

Eles acreditam que até mil defensores fiéis de Saddam Hussein estejam por trás dos ataques.

De acordo com os comandantes da Grã-Bretanha, os soldados iraquianos posicionaram a sua artilharia pesada no meio da população civil.

Fontes militares britânicas desmentem também as informações iraquianas de que teriam havido pesadas baixas civis na cidade.

O correspondente da BBC Tim Franks, que está em Basra, afirmou que rumores na cidade dão conta de que a população está aterrorizada.

Panfletos e rádios a corda foram jogados por aviões na cidade para tentar confortar a população.

Os moradores também foram aconselhados a não portar armas nas ruas e a escutar a rádio militar instalada pelas forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos.

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