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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Powell diz que o “mapa da paz” pode ser aplicado imediatamente

12/05/2003 09h51 – Atualizado em 12/05/2003 09h51

JERICÓ, Cisjordânia — As condições estão reunidas para uma aplicação imediata do “mapa da paz”, afirmou neste domingo, em Jericó, o secretário de Estado americano Colin Powell, ao término de suas entrevistas com os primeiros-ministros palestino e de Israel.

Powell, que falava durante uma coletiva de imprensa conjunta com o premier palestino Mahmud Abbas, mais conhecido na região como Abu Mazen, admitiu que ainda precisava receber “comentários” da parte israelense sobre o plano internacional de paz para uma solução do conflito israelense-palestino.

“Ambas partes demostraram uma vontade de começar (a aplicação do plano) e tomarão medidas nesse sentido”, acrescentou. O secretário de estado norte-americano também anunciou a doação de US$ 50 milhões à Autoridade Palestina.

Mahmud Abbas, por sua parte, exigiu este domingo o cessar “absoluto” da colonização judia da Cisjordânia e Faixa de Gaza, após conversar com Powell.

Abbas também exigiu a liberação por parte de Israel de milhares de prisioneiros palestinos e liberdade de movimento para o líder palestino Yasser Arafat.

“Exigimos a liberdade para milhares de prisioneiros palestinos e liberdade de movimentos para o presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat”, declarou Abbas.

“A libertação dos prisioneiros é uma questão da maior importância para o nosso povo”.

“Resposta de Israel não satisfaz”

A posição de Israel em relação ao “mapa da paz” é negativa, disse o ministro palestino para Assuntos Governamentais, Yasser Abed Rabbo, depois de reunir-se em Jericó com o secretário de Estado americano Colin Powell.

“Essas negociações não nos satisfazem porque a posição israelense é negativa”, afirmou o ministro palestino.

“Os israelenses querem acordos sobre alguns pontos e sobre outros, não”, acrescentou.

Sharon diz que verá Abbas

Em Jerusalém, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon anunciou neste domingo um “próximo encontro” com o dirigente palestino Mahmud Abbas.

O anúncio de Sharon foi feito em uma coletiva de imprensa com o secretário de Estado americano, Colin Powell.

“Vamos nos encontrar em breve com o dirigente palestino e com a ajuda dos Estados Unidos podemos chegar a um acordo que leve à paz”, declarou Sharon.

Uma “verdadeira guerra” do governo palestino de Mahmud Abbas “contra o terrorismo constitui a chave de qualquer progresso”, afirmou Sharon.

O secretário de Estado norte-americano, que se encontra em missão destinada a acelerar os esforços de paz no Oriente Médio, pediu que os palestinos desarmem os grupos extremistas e disse ao primeiro-ministro israelense Ariel Sharon que “facilitar” a vida dos palestinos.

“Damos as boas-vindas aos passos positivos, aos passos políticos que os palestinos já deram para as reformas e a paz, mas desejamos também ver um avanço rápido e decisivo no desarmamento dos grupos de militates extremistas”, acrescentou.

“Queremos que a rede terrorista seja desmantelada”, disse ainda Powell, em sua entrevista à imprensa.

“Sem essas ações, nossos melhores esforços vão fracassar”, observou, acrescentando então ter pedido a Sharon para “facilitar” a vida cotidiana dos palestinos.

(Com informações da Reuters e da France Presse)

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