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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Superávit comercial do Brasil registra novo crescimento em maio

12/05/2003 13h50 – Atualizado em 12/05/2003 13h50

BRASÍLIA (CNN) — O superávit da balança comercial brasileira já apresenta, nas duas primeiras semanas deste mês, um resultado melhor do que o obtido integralmente em maio de 2002, de acordo com números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Desde o início do mês, a balança comercial acumula superávit de US$ 466 milhões. Em maio do ano passado, o saldo havia sido positivo em US$ 376 milhões.

Na segunda semana deste mês, a balança comercial brasileira obteve superávit de US$ 447 milhões, com as exportações totalizando US$ 1,451 bilhão e as importações, US$ 1,004 bilhão.

No ano, o saldo acumulado chega a US$ 5,940 bilhões, resultado de US$ 22,457 bilhões em exportações e de US$ 16,517 bilhões em importações.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o acumulado de 2003 também apresenta grande crescimento: US$ 4.188 bilhões a mais do que o total até a segunda semana de maio.

Os números parciais de 2003 são ainda mais expressivos devido à desvalorização do dólar em relação ao real.

Nas últimas semanas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, vinha repetidamente demonstrando preocupação com a cotação do dólar abaixo da casa dos R$ 3, um patamar que considerou perigoso para as exportações.

Entretanto, nesta segunda-feira, enquanto a Secretaria de Comércio Exterior divulgava os números da balança comercial, Furlan afirmou, em São Paulo, que o dinamismo das exportações está além do mercado cambial.

De acordo com Furlan, o Brasil está identificando oportunidades de negócios com outros países que podem, a curto prazo, duplicar as exportações para novos mercados.

A China foi o principal exemplo citado pelo ministro. As exportações brasileiras para o país asiático têm aumentado acima dos 100 por cento ao ano.

“Isso tem pouco a ver com a taxa de câmbio, tem muito a ver com a capacidade do brasileiro e do chinês de identificar oportunidades de negócios”, declarou Furlan, durante cerimônia de assinatura de um convênio entre o Banco do Brasil e Agência de Promoção das Exportações (Apex) para apoiar as empresas exportadoras brasileiras.

Com informações da Agência Brasil

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