13/05/2003 07h48 – Atualizado em 13/05/2003 07h48
WASHINGTON — Uma vacina usada na prevenção de pneumonia pode também ter benefícios para o coração, concluíram pesquisadores que realizaram estudos, ainda em seus estágios preliminares, com ratos, nos Estados Unidos e na Finlândia.
Ratos de laboratório receberam uma vacina contendo uma bactéria que é uma causa comum de pneumonia e desenvolveram níveis altos de um anticorpo que desacelerou ou parou a progressão de doenças cardíacas, segundo os cientistas.
Agora, os pesquisadores planejam realizar testes similares em animais maiores para verificar se ocorrem as mesmas reações, declarou Gregg J. Silverman, um co-autor do estudo, na Universidade da Califórnia.
“Se conseguirmos verificar esse potencial, nós poderemos dispor de novos meios para tratar pacientes cardíacos, além da possibilidade de desenvolver uma vacina para as nossas crianças, como forma de prevenção”, acrescentou.
Mas a situação é muito mais complicada em humanos do que em ratos, acrescentou seu colega na universidade Joseph J. Witzun, também um co-autor do estudo.
Imunizar ratos com pneumococo leva à geração de anticorpos que os pesquisadores acreditam propiciar uma proteção contra doenças cardíacas.
“Nós ainda não sabemos se essa resposta dominante e importante ocorre nas pessoas”, declarou Witzun.
A vacina empregada nos ratos não é a mesma usada em humanos.
Ela foi elaborada para aumentar a produção de determinados anticorpos que podem afetar o coração.
“Novas formulações para uso clínico (em humanos) são necessárias”, disse Silverman. “Mas se deve avançar no estudo dessa vacina”.
O Dr. William Schaffner, chefe de medicina preventiva da Universidade de Vanderbilt, saudou as descobertas.
“Isso é extremamente animador e eu espero que estimule todo tipo de pesquisa, não apenas por esse grupo (de cientistas), mas também pela indústria”, declarou.
“Não seria maravilhoso se conseguirmos desenvolver uma vacina que não apenas protege contra pneumococo, mas também oferece… a vantagem adicional de dar alguma proteção contra arteriosclerose?”
As descobertas foram relatadas na edição on-line, de segunda-feira, da revista Nature Medicine.
(Com informações da Associated Press)



