14/05/2003 08h28 – Atualizado em 14/05/2003 08h28
Os policiais militares fizeram ontem nova proposta de reajuste salarial ao governo estadual, durante reunião com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Dagoberto Nogueira.
O encontro só não contou com a participação da Associação dos Cabos e Soldados da PM e do Simpol (Sindicado dos Policiais Civis), que pediram para negociar em separado.
Eles preferiram encaminhar ao governo uma proposta de reajuste de 8%, mais uma etapa de alimentação no valor de R$ 200, não agradando aos policiais PM e ao efetivo do Corpo de Bombeiros.
O presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Antônio Carlos Soares, explicou que a categoria encaminhará pedido de reajuste linear de 10% e R$ 200 a título de etapa de alimentação, além do compromisso do governo em voltar a negociar novos percentuais em outubro.
A idéia, segundo Soares, é atingir os 16% para cobrir as perdas salariais decorrentes do período inflacionário verificado pelo IPC (Índice de Preço ao Consumidor), nos últimos 12 meses, que foi de 15.99%.
Ele disse que o índice de 32.48% reivindicado anteriormente é baseado ao IGP-M/FGV – Índice Geral de Preços do Mercado, o que não está sendo aceito pelo governador José Orcírio dos Santos – o Zeca do PT, que alega falta de recursos para atender o pedido da categoria.
A proposta dos policiais ficou de ser estuda pelo governo, que já havia oferecido 8% de reajuste para a categoria. “O secretário ficou de dar uma resposta hoje”, informou Soares, após o encontro.



