09/10/2004 09h58 – Atualizado em 09/10/2004 09h58
Terra
Sinônimo de sofrimento nos últimos anos, as eliminatórias para a Copa do Mundo deixaram de atormentar a Seleção Brasileira. O jogo contra a Venezuela, neste sábado, em Maracaibo, pode consolidar a melhor campanha do País no torneio desde 1993.
Invicta, a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira lidera entre os sul-americanos que buscam vaga no Mundial de 2006, na Alemanha, e pode encerrar o primeiro turno com 19 pontos, caso vença os venezuelanos. Na competição prévia para a Copa de 2002, o Brasil terminou a primeira fase com 17 pontos e duas derrotas – para Paraguai e Chile.
O sistema de pontos corridos, em que todas as seleções se enfrentam em turno e returno, foi instituído pela Confederação Sul-Americana de Futebol nas eliminatórias para a Copa de 1998, das quais o Brasil não participou por ter sido o campeão mundial em 94, nos EUA.
A primeira experiência da Seleção neste sistema foi traumática. A equipe teve quatro treinadores ¿ Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Leão e Luiz Felipe Scolari ¿ e só garantiu classificação na última rodada, quando venceu a própria Venezuela por 3 a 0, em São Luís.
O retrospecto foi o pior da história. O Brasil terminou em terceiro lugar, 13 pontos atrás da líder Argentina ¿ o Equador foi o segundo colocado. O País, que até então havia perdido uma partida na história das eliminatórias, foi derrotado seis vezes.
Em 93, quando a competição ainda era disputada no sistema de chaves, a Seleção passou por sufoco semelhante e precisou de uma vitória contra o Uruguai, no Maracanã, para assegurar presença nos EUA.
A missão brasileira em eliminatórias nem sempre foi tão difícil. Pelo contrário. Desde a primeira participação da Seleção em torneio classificatórios para Mundiais, em 1954, até a seletiva para a Copa de 90, a equipe enfrentou adversários fracos em um número menor de partidas.
Nas eliminatórias para a Copa de 82, a equipe do técnico Telê Santana teve Venezuela e Bolívia como únicos obstáculos para o Mundial. Embora tenha encantado com seu futebol ofensivo na Espanha, a Seleção sofreu para vencer os venezuelanos por 1 a 0, em 81, na cidade de Caracas, a menor diferença de gols registrada na história do confrontos.
Em 57, a classificação para a Copa do Mundo do ano seguinte se resumiu a um simples confronto mata-mata com o Peru. Depois de empatar por 1 a 1 em Lima, a Seleção derrotou os rivais por 1 a 0, no Rio de Janeiro. O sistema de grupos impediu por muitos anos o encontro das duas maiores potências do continente, Brasil e Argentina. Até 2000, os arqui-rivais nunca haviam se enfrentado em jogos válidos pelas eliminatórias.




