02/08/2006 11h29 – Atualizado em 02/08/2006 11h29
Folha de São Paulo
O discurso no São Paulo é jogar sem pensar na vantagem do empate, mas caso o time de Muricy Ramalho seja surpreendido com um gol do Chivas, a tarefa de vazar as redes mexicanas não vai ser tão fácil como em 2005 na campanha do tri. Com 11 jogos disputados, o São Paulo que busca o tetra da Libertadores contabiliza 17 gols. Com o mesmo número de partidas do ano passado, a equipe de Paulo Autuori havia marcado 26 vezes. Mais. Com Autuori a equipe anotou 18 tentos nos oito jogos de mata-mata que levaram o São Paulo à conquista do título –média de 2,25. Faltando uma partida para completar a série semifinal, a média de Muricy é bem mais modesta. Em cinco partidas, a contar das oitavas, foram anotados cinco gols. Para os jogadores são-paulinos, contudo, mais importante do que se preocupar com marcas é obter a classificação. “Prefiro ganhar jogando feio do que dar espetáculo e não conseguir o objetivo. No futebol, o que vale é o resultado”, afirmou o curinga Leandro, que novamente deve formar o ataque ao lado de Ricardo Oliveira. Oliveira, aliás, chegou ao clube como a grande contratação para o torneio. No entanto ele ainda não desencantou. Contra o Chivas, em Guadalajara, o atacante teve um gol anulado por ter ajeitado a bola com o braço. Os últimos dois gols marcados pelo São Paulo após a volta da competição, interrompida pela Copa, foram de jogadores de defesa. Edcarlos marcou no 1 a 0 contra o Estudiantes, enquanto Rogério anotou na vitória sobre o Chivas.






