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quinta-feira, 14 de maio de 2026

CBF faz homenagem e une técnicos Dunga e Parreira

09/08/2006 15h01 – Atualizado em 09/08/2006 15h01

Uol Esportes

Passado e presente da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira e Dunga estiveram juntos, nesta quarta-feira pela manhã, num evento promovido pela CBF, no Rio de Janeiro. A entidade fez uma homenagem a 10 personalidades presentes nas cinco conquistas do Brasil em Copas do Mundo. Parreira, o último técnico da seleção, e Dunga, o atual, receberam a homenagem pela participação na Copa de 1994, nos Estados Unidos, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial, acabando com um jejum de 24 anos. Postos lado a lado, os dois conversaram muito durante o evento. “Nós conversamos termos gerais. Ele me passou sobre a responsabilidade que tem um treinador da seleção brasileira. É importante este tipo de contato”, afirmou Dunga, sobre o bate-papo com Parreira. O ex-volante do Brasil, porém, explicou que esse encontro não foi algo raro ou único. “Eu converso com o Parreira todo ano. Não é porque sou técnico da seleção que vamos conversar mais ou menos. Tenho amizade com ele desde 93 quando começamos a trabalhar juntos”, disse, citando o período de preparação e as eliminatórias para a Copa de 94. Por sua vez, Parreira aproveitou o evento para elogiar seu sucessor, aprovando a escolha da CBF. “A CBF optou por um vencedor. Ele marcou uma presença forte no futebol brasileiro e isso é muito importante”, disse o antigo técnico da seleção brasileira. Com sua experiência na seleção, Parreira inclusive aponta no peso da estréia de Dunga no comando da equipe brasileira. No próximo dia 16, o Brasil enfrenta a Noruega, em amistoso. “É importante ele começar ganhando, já que o resultado sempre representa muito”, disse Parreira. Além de Parreira e Dunga, a CBF também fez a homenagem a Bellini e o dentista Mário Trigo, de 95 anos, representantes da seleção campeão do mundo em 58. Pela equipe de 62, estiveram presentes Zito e Paulo Amaral, então preparador físico da seleção. Zagallo e Carlos Alberto Torres foram os homenageados pela seleção de 70, enquanto Américo Faria e Luizão representaram o grupo de 2002. Todos receberam a comenda João Havelange, prêmio máximo dado pela CBF a personalidades do futebol brasileiro, além de um ‘passaporte’ que permite a entrada a todos os jogos organizados pela entidade no Brasil. Zagallo e Américo Faria, inclusive, fizeram parte da campanha do Brasil na Copa de 2006, na Alemanha. Com o fracasso brasileiro, os dois perderam espaço na CBF. O técnico de 70 ficou desempregado após a Copa, enquanto Faria perdeu influência nas decisões do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira, o dirigente teve participação apagada e deixou o evento sem dar entrevistas – também pouco procurado. Já Zagallo, que ficou distante de Parreira e Dunga e não conversou com os técnicos durante a homenagem, voltou a mostrar seu desejo em continuar trabalhando. “Se for convidado para a Copa de 2010, estarei presente. Mas não estou querendo pensar muito nisso”, disse Zagallo, que completou 75 anos hoje. Acerto próximo Apesar de a Confederação Sul-Africana de Futebol já anunciar Carlos Alberto Parreira como seu técnico para a Copa de 2010, o brasileiro ainda prefere a cautela. Nesta quarta-feira, Parreira voltou a afirmar que está próximo de um acerto, mas que ainda não foi definida sua contratação. Segundo o treinador, até o próximo final de semana ele define seu futuro. “Ainda estou conversando com os dirigentes. Devo dar uma resposta para eles até o final de semana. Caso não concretize, vou tirar férias. Mas estou próximo de fechar um contrato com a federação africana”, disse Parreira.

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