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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Em debate no TRT-MS, presidente da Fiems alerta para impactos do fim da jornada 6×1 para a economia

Evento reuniu representantes de diversos segmentos para discutir os impactos sociais, econômicos e jurídicos das propostas de mudanças na jornada de trabalho

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou, nesta sexta-feira (19), da abertura do evento “Jornada 6×1 em Debate: Desafios e Perspectivas para o Mundo do Trabalho”, promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-MS).

O encontro reuniu representantes do Judiciário, Ministério Público do Trabalho, setor empresarial, academia e sociedade civil para discutir os possíveis impactos das propostas de redução da jornada semanal de trabalho e do fim da escala 6×1.

Durante sua participação, Longen destacou a relevância do debate diante dos reflexos que eventuais mudanças podem gerar em diferentes atividades econômicas e defendeu a análise aprofundada dos efeitos para cada segmento produtivo.

“Serão inúmeros os setores impactados, cada segmento terá um tipo de impacto. Mas entendo que nesse cenário, aqui no TRT nós teremos a condição de discutir essas propostas, avaliar os impactos de cada setor. A indústria, por exemplo, é formada por diversas cadeias de produção. Todos os segmentos devem sofrer com o aumento dos custos de produção, e isso será repassado ao consumidor”, afirmou o presidente da Fiems, referindo-se a uma eventual aprovação da emenda constitucional, atualmente em discussão no Senado.

Longen também ressaltou a importância do diálogo entre trabalhadores e empregadores na construção das relações de trabalho e manifestou preocupação com possíveis alterações que possam reduzir a flexibilidade das negociações entre as partes.

“As relações hoje entre laboral e patronal estão ótimas, muito se evoluiu na última alteração da Constituição, onde o acordado sobre o legislado passou a prevalecer. A evolução aconteceu, e hoje estão tentando voltar atrás e engessar a discussão. Laboral e patronal discutem bem as suas relações. Não podemos ter, no Brasil desse tamanho, uma legislação engessada para regular a jornada de trabalho”, pontuou.

Ao abrir o evento, o diretor da Escola Judicial do TRT-MS e desembargador do trabalho, Francisco das Chagas Lima Filho, enfatizou o compromisso da instituição com a promoção do debate qualificado sobre temas relevantes para as relações de trabalho.

“É importante qualquer contribuição que a gente possa dar nessa proposta. A Escola Judicial tem como missão preparar os juízes no início e durante a carreira. Procurei convidar todos os segmentos relevantes que estão envolvidos no debate, direta ou indiretamente. Acredito que a proposta se torna mais legítima quando há debate entre todas as categorias e segmentos da sociedade”, destacou.

A iniciativa foi realizada em um momento de ampla discussão nacional sobre propostas em tramitação no Congresso Nacional relacionadas à redução da jornada semanal de trabalho, à ampliação do descanso semanal remunerado e ao fim da escala 6×1.

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