06/06/2003 17h36 – Atualizado em 06/06/2003 17h36
Os Estados Unidos qualificaram nesta sexta-feira o grupo militante palestino Hamas de “inimigo da paz” depois que a organização abandonou as negociações para acabar com o conflito entre palestinos e israelenses no Oriente Médio.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, garantiu, no entanto, que os esforços do presidente George W. Bush para uma solução para a crise na região vão continuar e pediu que todos os grupos se esforcem para desmantelar a infra-estrutura do terror.
“O Hamas é um inimigo da paz e nós vamos continuar a trabalhar com todas as outras partes envolvidas na tentativa de alcançar a paz”, disse McClellan.
Apesar das críticas internacionais, a decisão do Hamas atraiu apoio na Faixa de Gaza, onde mais de 6 mil palestinos foram às ruas em uma manifestação de apoio ao grupo.
“Resistência”
Nas faixas levadas pelos manifestantes na Faixa de Gaza, lia-se frases como “a resistência vai continuar até que acabe a ocupação” e “não às cúpulas que tiram nossos direitos históricos”.
A maior mainifestação – com a presença de cerca de 5 mil pessoas – aconteceu perto do campo de refugiados de Nusseirat, no centro da Faixa de Gaza.
Outros mil palestinos se reuniram mais ao sul, perto da cidade de Rafah, para defender a continuidade das ações contra os israelenses.
O Hamas estava discutindo com o primeiro-ministro palestino, Mahmud Abbas – também conhecido por Abu Mazen –, a possibilidade de uma trégua para que as negociações de paz pudessem avançar.
Mas líderes do grupo acusaram Abbas de ter feito concessões demais a Israel e anunciaram o fim das conversas.
“Abu Mazen não nos representa e nós nos recusamos a nos reunir com ele porque não há motivo para isso”, disse um desses líderes, Abdul Aziz al-Rantissi.


