04/04/2003 08h14 – Atualizado em 04/04/2003 08h14
O mercado do boi gordo em Mato Grosso do Sul inicia as atividades nesta sexta-feira com a arroba cotada a R$ 55,5 em Dourados e R$ 54,5 em Campo Grande. As cotações são para pagamento em 30 dias.
04/04/2003 08h14 – Atualizado em 04/04/2003 08h14
O mercado do boi gordo em Mato Grosso do Sul inicia as atividades nesta sexta-feira com a arroba cotada a R$ 55,5 em Dourados e R$ 54,5 em Campo Grande. As cotações são para pagamento em 30 dias.
04/04/2003 08h01 – Atualizado em 04/04/2003 08h01
O Procon já ofereceu denúncia ao Ministério Público Estadual sobre a possibilidade de existir a prática de cartel na comercialização do gás de cozinha em Dourados. Segundo a diretora do órgão de defesa do consumidor, Odila Schwingel Lange, até agora a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor não se pronunciou sobre a denúncia. As denuncias foram feitas no ano passado, segundo a diretora. Em janeiro foi encaminhado o primeiro ofício. Depois, em junho, o Procon chegou a encaminhar anexo a uma nova denuncia pesquisa da cidade de Ponta Porã, revelando que naquela cidade o gás era vendido por quase a metade do preço. Odila revela que há muita reclamação da comunidade sobre o preço do gás de cozinha. “Nós já encaminhamos duas vezes a denúncia; agora cabe ao MP apurar. Isto não é nossa atribuição”, diz. “A única coisa que podemos fazer é publicar mensalmente a pesquisa de preços para que as pessoas possam procurar os lugares onde os preços são mais em conta”, complementa. O Diário MS tentou falar ontem sobre a denuncia com o promotor de defesa do consumidor, Marcos Sisti, mas foi informado que ele está de férias. A promotora que estaria respondendo pela pasta estava em audiência e não pode atender a reportagem. Ontem, o Procon distribuiu uma nova pesquisa de preços de venda ao consumidor do gás de cozinha em Dourados. Essa pesquisa foi realizada ontem mesmo entre os distribuidores do produto na cidade. A maioria das 53 empresas pesquisadas – 37 delas – pratica preços que variam entre R$ 37 a 38,60 pelo botijão de 13 quilos. Apenas 5 distribuidora vendem o gás com preço abaixo de R$ 35. O gás mais barato é encontrado na Bicicletaria do Gaúcho, localizada no Jardim Canaã III, a R$ 31,50. O mais caro é vendido a R$ 39 por duas empresas. A diferença enorme entre o mais barato e o mais caro gera suspeitas de que as empresas podem estar auferindo lucros exorbitantes. Dourados apareceu em pesquisa nacional da Secretaria de Direito Econômico, anteontem, como um das seis cidades do Brasil onde o gás de cozinha é vendido mais caro. Estas cidades praticam preços acima de R$ 30 o botijão. Em algumas cidades brasileiras a secretária já está instaurando processos para averiguar a possibilidade de prática de cartel, como é o caso de Indaiatuba-SP e Paranavaí-PR.
04/04/2003 07h58 – Atualizado em 04/04/2003 07h58
Helio de Freitas Ao discursar ontem na escola estadual Ernesto Rodrigues, em Aparecida do Taboado, região do Bolsão, o governador Zeca do PT considerou “radicalismo” os protestos de professores por reajuste salarial. Ele condenou as manifestações realizadas em frente à escola e em Cassilândia, cidade que visitou antes de seguir para Aparecida. Pequenos grupos de professores carregavam faixas cobrando reposição salarial. “O papel do governo é dialogar e o do professor é reivindicar, mas sem radiscalismo”, afirmou. O governador disse que a prioridade nos quatro anos de seu governo será a melhoria salarial da educação (incluindo professores e funcionários administrativos) e dos policiais. “Mas para isso é preciso o fim do radicalismo”, declarou. Segundo o governador, os secretários de Governo, Paulo Duarte, de Gestão de Pessoal, Ronaldo Franco, e de Educação, Hélio de Lima, estão negociando a política salarial com a Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação). A categoria marcou para o dia 13 deste mês assembléia para voltar a proposta de greve. Segundo Zeca do PT, o governo do Estado precisa receber a verba de R$ 128 milhões da União (dívida do governo federal com o Estado por serviços realizados em estradas federais) para discutir uma política salarial definitiva com os professores. A meta, segundo o governador, é incluir esse plano de reajuste no Orçamento do Estado. ELOGIOS Na região, dominada por apadrinhados de seus adversários políticos, Zeca foi bem recebido pelas lideranças locais. O prefeito de Cassilândia, Jair Boni Cogo (PSDB), idéias opostas da guerra no Iraque para enaltecer a política social implementada pelo governador na área habitacional. “Enquanto George W. Bush (presidente dos Estados Unidos) joga bombas, o governador entrega casas”, afirmou. Em Aparecida do Taboado, o prefeito Vilson Bernardes de Melo (PFL), elogiou Zeca afirmando que ele é o único governador que de fato visita o interior do Estado. Nove dos onze vereadores do município, incluindo peemedebistas, pefelistas e socialistas, acompanharam o prefeito na recepção a Zeca. De acordo com a o site da APN (Agência Popular de Notícias), órgão oficial do governo estadual, em Cassilândia, o governador disse que o Estado não tem condições de aumentar os salários dos servidores este ano. Segundo o governador, a concessão de reajuste obrigaria o governo a tirar recursos dos programas sociais. “Pergunte para uma mãe do Bolsa-escola ou do Segurança Alimentar se ela e sua família querem ficar sem comer?”, questionou, ao avaliar que aumentar salários agora significa prejudicar investimentos sociais. Zeca se mostrou confiante no repasse dos recursos da União. Ele acredita que o presidente Luiz Inácio da Silva deve assinar na semana que vem a Medida Provisória liberando o dinheiro.
04/04/2003 07h51 – Atualizado em 04/04/2003 07h51
(CNN) — Comandantes militares norte-americanos anunciaram, na manhã desta sexta-feira, ter assumido o controle do Aeroporto Internacional Saddam, após uma madrugada de combates intensos no complexo situado a 19 quilômetros do centro da capital iraquiana.
O objetivo imediato das tropas da coalizão é acabar com os bolsões de resistência em um raio de cerca de dois quilômetros ao redor do aeroporto, onde forças iraquianas ainda disparam contra uma coluna de veículos blindados norte-americanos.
“Controlamos o aeroporto”, declarou o coronel John Peabody, comandante da Brigada de Engenharia da Terceira Divisão de Infantaria, à agência Reuters.
“É uma área grande, com muitos prédios que precisam ser vistoriados, mas são nossos”, acrescentou.
Capturado no décimo sexto dia da guerra liderada pelos Estados Unidos, o aeroporto era um dos principais alvos da coalizão, uma vez que pode ser usado como base avançada para qualquer batalha por Bagdá. As pistas de pouso e decolagem estão intactas.
Os combates pelo aeroporto mataram dezenas de iraquianos, entre civis e militares, segundo a Reuters. Todo um vilarejo próximo foi bombardeado.
Fontes em Bagdá disseram ao correspondente da CNN Nic Robertson que civis iraquianos que moram perto do aeroporto receberam ordens de milícias leais ao presidente Saddam Hussein para se deslocar em direção ao centro da capital.
Segundo Robertson, batalhões de “fedains” – uma das milícias mais poderosas de Saddam – estão mobilizados nas proximidades do aeroporto.
A captura do complexo seguiu-se a uma madrugada de ondas incessantes de bombardeios, que iluminaram uma Bagdá escurecida pela suspensão do fornecimento de energia elétrica.
O primeiro ataque aéreo foi registrado por volta das duas da manhã (hora local) e, em seguida, os bombardeios se repetiram com poucos minutos de intervalo.
Três horas depois, toda a capital estava coberta por uma densa fumaça negra; diversos prédios foram tomados por bolas gigantescas de fogo, sinalizando uma das campanhas mais pesadas de bombardeio desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos.
Paralelamente, norte-americanos e iraquianos combatiam pelo controle do aeroporto, levando centenas de civis a tentar escapar em direção ao centro de Bagdá, em veículos abarrotados de cobertores, colchões e outros pertences pessoais.
“Foi uma noite infernal”, disse uma mulher à Reuters.
A batalha pelo aeroporto estendeu-se por toda a madrugada e prosseguiu na manhã desta sexta-feira.
Os iraquianos usaram ônibus repletos de soldados e até caminhões de lixo para tentar deter o avanço norte-americano, segundo o correspondente da CNN Walter Rodgers, que acompanhava o Terceiro Esquadrão da Sétima Cavalaria, perto do aeroporto.
Os soldados iraquianos dispararam continuamente contra as tropas norte-americanas, que se referiram aos veículos como “ônibus suicidas”.
Pelo menos um dos ônibus explodiu, como se estivesse cheio de dinamite. Outros veículos iraquianos foram destruídos por tanques dos Estados Unidos, disse Rodgers.
“Os iraquianos estão fazendo de tudo para tentar impedir o avanço a Bagdá”, acrescentou. “Um caminhão de lixo estava armado com um canhão”.
Diante da resistência iraquiana, os norte-americanos pediram reforço à Força Aérea, que bombardeou posições das forças de Saddam em terra.
04/04/2003 07h48 – Atualizado em 04/04/2003 07h48
Uma mulher foi presa ontem com 408 gramas de cocaína nas partes íntimas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Neide Ferreira, de 36 anos, foi pega no ônibus da Empresa de Transportes Andorinha, com itinerário Corumbá/MS – Campo Grande/MS.
A apreensão ocorreu em fiscalização na BR-262, em Terenos. A mulher foi detida e encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil local.
Ontem uma adolescente paraguaia de 18 anos foi flagrada com 1,740 quilo de cocaína escondida nas partes íntimas. A apreensão ocorreu na BR-463, perto de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. A jovem seguia de passageira no ônibus da empresa Expresso Queiroz, que fazia o itinerário Ponta Porã – Campo Grande/MS.
PRF apreende 69 quilos de maconha nas estradas:
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu ontem 69,045 quilos de maconha que eram traficadas em ônibus de viagem. Duas pessoas foram presas.
Conforme a PRF, as apreensões ocorreram na BR-163, perto de Campo Grande, e na BR-463, perto de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
No ônibus da empresa Expresso Queiroz foi pego Edinaldo Rodrigues Valdez, de 24 anos, com 28,890 quilos da droga. No mesmo posto da BR-163, os policiais flagraram Vanderlei Roberto Nava, de 24 anos, com 29,155 quilos do entorpecente. O rapaz foi detido e encaminhado para a Polícia Civil de Campo Grande.
Em Ponta Porã, na BR-463, a PRF encontrou 11 quilos de maconha, que estavam no interior do ônibus Nacional Expresso, que fazia a linha Assunção/PY – Brasília/MS. O proprietário não foi localizado e a droga foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil local.
04/04/2003 07h42 – Atualizado em 04/04/2003 07h42
Um acidente na tarde de ontem, por volta da 17h10, no km 1, da MS-156, entre Dourados e Itaporã, deixou um adolescente gravemente ferido. De acordo com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual), Cléber Benites, de 15 anos, conduzia um ciclomotor Suzuki, sem placa, quando um carro, não identificado, chocou-se contra ele.
Benites foi levado para o Pronto Socorro do Hospital Evangélico de Dourados.
04/04/2003 07h41 – Atualizado em 04/04/2003 07h41
A Federação das Apaes do Estado prompove nesta sexta-feira, no Teatro Glauce Rocha, o IV Festival Estadual Nossa Arte. Participam do evento as Apaes classificadas em suas respectivas regiões e a intenção é selecionar as melhores apresentações nas áreas de artes músicas, cênicas, literárias, plásticas, dança e folclore.
A expectativa é reunir 350 participantes, incluindo os alunos, seus pais e os professores.
04/04/2003 07h39 – Atualizado em 04/04/2003 07h39
Os produtores de mandioca de Mato Grosso do Sul, através da Câmara Setorial da Mandioca, está programando a realização de um seminário para discutir o tema. Um dos problemas a serem tratados será o baixo repasse de recursos para o plantio no Estado.
O seminário está possivelmente agendado para 16 de abril em Ivinhema. Segundo o representante do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná e também representante da Fecularia Nova Andradina, Alcides Yamakawa, a realização deste tipo de evento é de suma importância para o setor mandioqueiro, visto que Mato Grosso do Sul situa-se na parte tropical, onde esta cultura tem mais condições em desenvolver-se.
04/04/2003 07h38 – Atualizado em 04/04/2003 07h38
O motorista Wilson Nunes de Freitas foi preso pela Polícia Rodoviária Federal com contrabando de 13,4 mil pacotes de cigarros, 313,8 quilos de agrotóxicos, além de diversos equipamentos eletrônicos. Todos sem nota fiscal.
Conforme a PRF, Freitas conduzia o ônibus Scânia K112, placas JJC-1079/MS, e foi pego durante barreira policial, na BR-158, em Paranaíba e encaminhado à Polícia Federal de Três Lagoas/MS.
Foram apreendidos 85 quilos de agrotóxico Clorim Metil-25, 225 quilos de agrotóxico Chloryl 25WP, 3,8 quilos de Cluzier Novartil 700WF (agrotóxico). Os policiais apreenderam também 5.450 pacotes de cigarros de diversas marcas em poder de Valdir Dias Júnior, e 7.950 pacotes de cigarros de diversas marcas em poder de Everton Roberto da Silva.
Estavam também no veículo 12 gabinetes de computadores, 3 monitores, 4 impressoras, 2 aparelhos de fax, 8 teclados para computadores, 28 cartelas de isqueiros, 2 aparelhos de som, 4 caixas de material para pesca, 10 placas mãe, 14 placas de fax modem, 11 Koll, 7 mouse, 2 tocas CD, 1 aparelho switch, 6 adaptadores de rede, 1 HD completo, 19 caixas de brinquedos e outros produtos de menor valor, 3 módulos pirâmides, 4 pneus 185/70. Além da irregularidade fiscal, os agrotóxicos estavam sendo transportados sem os cuidados técnicos necessários, colocando em risco a saúde dos passageiros do ônibus.
03/04/2003 18h31 – Atualizado em 03/04/2003 18h31
O deputado Geraldo Resende (PPT) disse hoje (3) que espera que o governo estadual tenha bom senso e respeite o direito dos agentes comunitários de saúde de todo o Estado, que não estão recebendo o adicional de R$ 91,66 ao mês que o próprio governador José Orcírio garantiu em decreto 10.675 assinado no final de fevereiro do ano passado, juntamente com o deputado, na época em que era secretário estadual de saúde.
O parlamentar se mostrou indignado ao saber que, há um ano, o governo não faz o repasse desses recursos, mesmo depois de várias cobranças que ele fez, no final de fevereiro e início do mês passado, da tribuna da Câmara Federal e através da imprensa. Resende se disse solidário ao movimento que a categoria está preparando para esta sexta-feira (04) em Dourados.
Naquela oportunidade, o parlamentar denunciou que o governo também não vinha repassando, desde março de 2002, os incentivos que variam de R$ 24 mil a 33,6 mil/ano para cada equipe de Saúde da Família (PSF), atrasando, da mesma forma, os repasses de recursos para o Programa Saúde Lar Rural e a contrapartida do Estado no Programa Farmácia Básica.
Geraldo Resende também não concorda com a suspensão dos repasses do PSF, durante três meses, conforme anunciou o secretário estadual de Saúde, João Paulo Esteves, alegando a necessidade desse tempo para uma “reavaliação” do programa.
“É um retrocesso. Sem o incentivo, alguns agentes poderão, inclusive, receber até menos do que percebiam em fevereiro do ano passado, já que algumas prefeituras retiraram o incentivo próprio que tinham até então”, afirma Geraldo Resende.
Resende voltou a sugerir que as entidades do setor, como o Conselho Estadual de Saúde, a Comissão Intergestores Bipartite, as associações municipais e a Federação dos Agentes Comunitários de Saúde de MS, se mobilizem para cobrar a atualização dos repasses e a manutenção do incentivo.
Segundo o parlamentar, os programas de prevenção programas foram responsáveis pela melhoria em vários índices de saúde, sendo o principal deles o de mortalidade infantil, no qual Mato Grosso do Sul, que se situava como 14.º colocado, hoje está na 5.ª posição. “Os agentes comunitários têm sido o grande baluarte dessas conquistas e precisam ser valorizados”, conclui Resende.
03/04/2003 17h28 – Atualizado em 03/04/2003 17h28
O secretário de Segurança Pública, Dagoberto Nogueira, após a realização de audiência pública na Câmara Municipal de Três Lagoas, ouviu as reivindicações de um grupo de representantes dos sem teto, na noite desta quarta-feira (4).
Eles fazem parte de um grupo de mais de 300 famílias que invadiram as 300 casas, ainda em construção com recursos da Cesp, na Vila Piloto.
Dagoberto ouviu da representante do grupo, Liliana Fernandes, a promessa de que as famílias sairão das casas invadidas, mediante acordo de que as residências, após concluídas sejam entregues às mesmas pessoas que lá estão.
Segundo Liliana, a grande maioria das famílias não possui lugar algum para morar e não tem condições de arcar com as despesas de aluguel de uma casa. “Maioria está desempregada e não tem dinheiro nem para comprar comida para as crianças”, disse ela.
Por sua vez, o Secretário assegurou que iria encontrar-se com o governador Zeca do PT e o colocaria a par da real situação das famílias: “Vou levar o problema ao governador, mas peço para vocês saírem das casas para não impedir que as obras sejam concluídas”, disse Dagoberto.
Se for aceito o acordo, segundo assegurou o Secretário, ele mesmo se prontificou a providenciar lonas e local especial para abrigar as famílias, enquanto a construção das casas estiver sendo feita.
DETERMINAÇÃO JUDICIAL
Tanto o deputado Akira Otsubo (PTB) como a deputada Simone Tebet (PMDB), presentes na reunião, se prontificaram a acompanhar Dagoberto na visita que fariam, ontem mesmo, ao secretário de Coordenação Geral de Governo, Paulo Duarte.
Por outro lado, segundo advertiu o secretário de Segurança, “existe uma determinação judicial que precisa ser cumprida, mas não queremos ser obrigados a precisar usar a polícia para o cumprimento do mandado de reintegração de posse”.
Demonstrando ser favorável, neste caso, ao diálogo e aos eventuais acordos, em vez do uso da força policial, Dagoberto se prontificou a colaborar para a descoberta da melhor solução para este sério problema social, que é a falta de moradia em Três Lagoas.
03/04/2003 17h06 – Atualizado em 03/04/2003 17h06
O dólar manteve o curso de baixa nesta quinta-feira e registrou o fechamento mais baixo desde setembro. A pressão de compra feita por investidores interessados na realização dos lucros conquistados na baixa dos últimos dias não bastou para vencer o otimismo. “O mercado esteve bastante volátil hoje, mas não fugiu da queda. Houve correções durante a sessão, devidos às sequências de queda, mas a tendência ainda é para baixo”, disse Hélio Osaki, analista de mercado da Corretora Finambrás.
O dólar comercial terminou cotado a R$ 3,25 para compra e R$ 3,255 para venda, uma queda de 0,24% em relação ao fechamento de ontem. Em cinco sessões, a moeda acumula queda de 3,87% e, neste ano, de 8,18%.
O receio de que a divisa caia ainda mais leva algumas tesourarias bancárias a vender dólares no mercado, para realizar lucros, contribuindo para o movimento de hoje.
Por alguns momentos, a moeda norte-americana chegou a operar em alta, impulsionado pela pressão de compra, após quatro pregões seguidos de baixa, até a véspera. Na máxima, o dólar foi cotado a R$ 3,272, com alta de 0,31%.
Mas prevaleceu o otimisto generalizado, que nesta quinta-feira recebeu o reforço da atuação oportuna do Banco Central, que rolou todos os US$ 921 milhões do vencimento de dívida atrelada ao câmbio do próximo dia 17, em duas operações durante o dia. Na mínima do dia, o dólar foi vendido a R$ 3,238, em queda de 0,74%.
Os investidores se mostraram animados com o sucesso do governo na aprovação da emenda que modifica o artigo 192 da Constituição e permite a regulamentação do sistema financeiro de forma fatiada, abrindo espaço para o projeto de autonomia do Banco Central.
O apoio obtido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara, com 442 votos favoráveis, permitia ao mercado apostar que as reformas previdenciária e tributária possam também ser aprovadas com tranquilidade no Congresso.
“A aprovação já era esperada e o mercado já vinha antecipando isto. O que eu acho que deve animar o pessoal agora é a idéia de que o governo irá aprovar tudo e mais um pouco daqui em diante”, avaliou José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Novação Corretora.
Outro fator que também contribuiu para a queda da moeda estrangeira durante a manhã era a notícia, divulgada ao fim dos negócios da quarta-feira, de mais uma captação externa no valor de US$ 200 milhões, fechada pelo Banco Votorantim.
ROLAGEM DE CAMBIAIS
O Banco Central aproveitou a euforia do mercado e garantiu nesta quinta-feira, com duas semanas de antecedência, a rolagem total da dívida cambial de US$ 921 milhões que vence no próximo dia 17.
03/04/2003 17h01 – Atualizado em 03/04/2003 17h01
Num tempo em que a maioria das jovens estrelas parece jogadores ou técnicos de futebol na hora de falar, Camila Pitanga é peça rara. Numa conversa, a gente até esquece que ela é a Luciana da novela das oito, ou a Beatriz do clássico italiano “Arlequim, servidor de dois patrões” (Teatro Leblon), ou, ainda, que ela vai estar no próximo filme de Claudio Torres, “O redentor”. Mais do que a notoriedade, o que chama a atenção é a inusitada mistura de fama/juventude com cultura/discrição.
E não é aquele papo-cabeça decorado, aquela coisa de dizer que vai ler Shakespeare porque mamãe mandou, ou que as comédias de Dante são di-vi-nas. Entre gravações e ensaios, Camila aprofunda-se nos seus estudos de teoria teatral na Uni-Rio; engaja-se em frentes ecológicas e políticas; ouve Caetano, Mautner e Björk; corre atrás de CDs remasterizados; lê Bandeira e Pessoa; vai ao circuito Estação; e assiste a Kubrick compulsivamente no DVD. Com a palavra, Camila Pitanga, a estrela que pensa:
— Hoje se privilegia a efemeridade e o instantâneo. Assim, são produzidas também pessoas instantâneas. O sucesso a qualquer custo gera mais euforia que realização. A gente percebe a infelicidade nos olhos dessas pessoas que não se vêem velhas, não se enxergam no tempo. Pensam que é bacana estar in, ser cortejada. E depois, o que sobra? Está faltando qualidade ao desejo.
A casa nova na Gávea — para onde Camila vai se mudar em breve com o marido, o cenógrafo Cláudio Amaral Peixoto, e a enteada, Maria Luisa — tem um quarto com uma espécie de tablado próximo à janela. Será mesmo um palco?
— Não, isso é só uma bancada, ao lado da cama, que vai ficar aqui — esclarece Camila, explicando como será a decoração do quarto do casal.
Mas o espaço assim vazio, apenas com algumas cadeiras clássicas soltas pelo piso, parece-se muito com um teatro de bolso caseiro. Essa impressão é reforçada pela própria movimentação de Camila em seus novos domínios. Tudo, o gestual, as mudanças no tom de voz, a marcação meio coreográfica dos passos, remete ao ambiente teatral.
— Televisão e cinema são ótimos, mas imprescindível, mesmo, só o teatro. A base do artista é o palco. E palco não é só interpretação: é conhecer os meandros da sua história, daí a determinação em completar a minha formação acadêmica ano que vem, quando termino a faculdade.
Gestos de oração e libelo pacifista – Sentada sobre o tablado com as pernas cruzadas em lótus, ela estica os braços e vai flexionando, até as mãos se juntarem como numa oração, enquanto, ao fundo, através do janelão de esquadrias brancas, vê-se o quintal com um jardim frondoso, meio selvagem, uma goiabeira, um figueiral, um abacateiro, várias bananeiras, alguns muros, muitos telhados e o Cristo bem longe. Hora de paz.
— Não agüento mais ver criança morta sem a gente poder fazer nada. Ainda assim, alguma mobilização é necessária. Pode parecer um discurso antiquado, mas não consumir produtos americanos, neste momento, é o mínimo que se pode fazer. No meu caso é fácil: nunca gostei de refrigerante ou fast-food, então não preciso nem me esforçar…
Na posse, arrepios com Fidel, Brizola e Lula – Está escurecendo, e Camila chama o mestre de obras, seu Bené (não confundir com a madrasta, Benedita da Silva), para tentar instalar uma lâmpada improvisada no quarto. Seu Bené é fiel à família desde os tempos em que ela e o pai, o ator Antonio Pitanga, moravam em Jacarepaguá:
— Foi lá que aprendi o sentido de se viver em comunidade, o que me ajudou muito no período em que a gente se mudou para a casa da Benedita no Morro Chapéu Mangueira. E foi no morro, convivendo com a Bené, que aprendi a dividir o meu pai com alguém: até então eu era a mulher da casa, mas Bené, com o seu jeitão, e com aquela família enorme dela, mostrou como é que a gente socializa o espaço da casa em harmonia…
Quando não está falando de trabalho, família, de algum filme que viu, disco que ouviu ou livro que leu, Camila acaba invariavelmente desaguando no discurso social, bem afinado com o momento político, com a militância do pai e a convivência com Benedita. A posse de Lula, em Brasília, por sinal, foi momento marcante:
— Eu assisti a tudo lá no Congresso. E me encontrar assim, rodeada por figuras históricas como Fidel e Brizola enquanto ouvia o discurso de posse de Lula, foi de arrepiar. Vivemos num país com muitas contradições. Como atriz, eu me exijo um papel social. Isso é inevitável para mim. Desde o Cinema Novo o trabalho de meu pai já era um ato político, um negro baiano no Rio lutando por um espaço num contexto adverso, a relação com o universo de Glauber… não consigo pensar cultura senão politicamente. Tenho participado de reuniões promovidas pelo Marcos Winter e pelo padre Ricardo, que organizam discussões para pensar: agora que somos governo, o que faremos? Como somar? Estou também muito ligada a uma ONG relacionada com proteção ao meio ambiente.
Próximo papel no cinema será de posseira – Coincidentemente, o próximo papel de Camila Pitanga no cinema está bem de acordo com esse espírito de engajamento. Ao lado de Pedro Cardoso, Miguel Falabella, Fernanda Montenegro e Stênio Garcia no longa “O redentor”, de Cláudio Torres, ela viverá a jovem Soninha, moça pobre, filha de posseiro, envolvida num intrincado romance com um jornalista:
— É, como diz o Cláudio Torres, um “épico imobiliário” passado no Rio de Janeiro. Há também outro filme, que ainda está sendo rodado, “Bendito fruto”, uma comédia de costumes dirigida por Sérgio Goldenberg, em que vivo a favelada Choquita.
Depois do social, o shopping – Seu Bené instala a lâmpada. Alguém toca o interfone. É o marido, Cláudio, com quem ela está há quase três anos, que chega acompanhado da pequena Maria Luisa e da mãe dele, Claude Amaral Peixoto. Chega também a administradora de obras, e o que era uma entrevista transforma-se num debate sobre materiais de construção, idéias de decoração, orçamentos, prazos de acabamento.
Meia hora depois, parece tudo resolvido. A entrevista termina, e é chegado o momento de ir ao shopping com o maridão. Ver persianas para o quarto. Jantar fora. Afinal, nem só de cultura, discurso social, teatro, televisão e cinema vive uma estrela.
03/04/2003 16h58 – Atualizado em 03/04/2003 16h58
Dois dos frigoríficos oito que fazem parte do Programa de Apoio à Criação para Abate do Novilho Precoce, estão com credenciamento suspensos temporariamente. A medida foi anunciada hoje pela Secretaria de Produção e Turismo de Mato Grosso do Sul.
Estão suspensos o frigorífico Bertin, da cidade de Naviraí, e o Friboi, de Campo Grande. De acordo com o Secretario de Produção e Turismo, José Antônio Felício, a suspensão aconteceu devido a inadimplência do Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa), criado em 19 de abril de 1999.
Segundo o secretário, os pecuaristas passarão a procurar os frigoríficos que estiverem cadastrados, que podem fazer o repasse do Programa. Felício afirma que quando a dívida for paga cadastro será restabelecido.
03/04/2003 16h54 – Atualizado em 03/04/2003 16h54
O secretário estadual de Segurança, Dagoberto Nogueira, por ocasião da audiência pública sobre segurança, realizada na Câmara Municipal de Três Lagoas, na noite desta quarta-feira, anunciou que será discutida, com a sociedade, a criação de conselhos comunitários.
“Preciso que o Ministério Público, a Prefeitura, a Câmara e a sociedade sejam parceiros para a discussão e solução dos problemas de segurança”, disse o Secretário. Segundo ele, a saída para a solução da maioria dos problemas de segurança, em especial, o avanço do número de pequenos crimes, seria a criação de conselhos comunitários de segurança. “esta será a nossa próxima etapa de trabalho e motivo de mais uma visita à cidade de Três Lagoas”, anunciou Dagoberto.
Além da entrega de duas novas viaturas para Polícia Militar, foi assegurada também uma outra viatura para o 2º Distrito Policial, novas armas e coletes à prova de bala para todos os policiais.
Na audiência pública, o Secretário estava acompanhado das principais pessoas, ligadas à segurança pública: coronel PM José Ivan de Almeida, comandante geral da Polícia Militar; coronel José Alves Calixto, comandante chefe do Corpo de Bombeiros; delegado Milton Watanabi, diretor geral da Polícia Civil; Marlene Rondon, diretora adjunta do Detran/MS; Zenóbia Pedrosa, diretora do Sistema Penitenciário Estadual; e Sílvio Iran Costa Mello, delegado chefe do Departamento de Polícia do Interior (DPI).
Ao lado da presença unânime dos vereadores, que tiveram oportunidade de formular perguntas ao secretário de Segurança, compareceu também o prefeito Issam Fares.
A audiência pública foi viabilizada por intermediação do deputado estadual Akira Otsubo (PTB), que se fez presente, atendendo ao requerimento do vereador Antônio Realino Medeiros (PL). Ao lado do deputado Akira, compareceram também os deputados Jersom Domingos (PTB) e Simone Tebet (PMDB).
Entre as questões abordadas, foi dado destaque ao baixo número do contingente policial, tanto militar como civil, e aos poucos recursos materiais, como armamento e viaturas.
RESPOSTAS
A cada uma das perguntas formuladas, tanto pelos vereadores, como pelos representantes dos diversos segmentos da sociedade, presentes na audiência pública, Dagoberto respondeu “com firmeza e sinceridade”, segundo avaliou um munícipe.
Uma das constantes reivindicações, formuladas na audiência, foi a ronda policial ostensiva nos bairros e, principalmente em frente e nas proximidades das escolas. O Secretário prometeu atendimento imediato a essa questão.
E, graças à aquisição de duas novas viaturas, a PM começou ontem mesmo a patrulha ostensiva e preventiva nos bairros e nas proximidades das escolas.
03/04/2003 16h51 – Atualizado em 03/04/2003 16h51
BRUXELAS – Enfrentando a resistência dos aliados europeus, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que os Estados Unidos, e não as Nações Unidas, devem liderar a reconstrução no Iraque no pós-guerra.
Terminada a nova guerra no Golfo, Washington quer controlar o Iraque, país rico em petróleo, alegando que há risco para a segurança de seus soldados e que gastou bilhões de dólares para montar um novo governo representativo em Bagdá. No entanto, agora a Casa Branca está convidando os aliados a dividir os custos de ajuda humanitária de emergência.
Em Bruxelas para uma série de reuniões com parceiros na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Européia (UE), Powell disse que a ONU deveria ser uma parceira, mas caberia aos EUA e à Grã-Bretanha desempenhar a função de líderes no processo de transição de uma administração civil-militar estrangeira para um governo democrático iraquiano.
Os líderes da UE e da Otan saíram de uma série de reuniões com Powell – as primeiras desde que tropas anglo-americanas invadiram o Iraque, há 15 dias – dizendo que viram a possibilidade de um consenso transatlântico sobre uma atuação em potencial da ONU.
Por sua parte, o chefe da diplomacia americana disse que os membros da Otan estão dispostos a considerar algum tipo envolvimento no pós-guerra do Iraque, se houver necessidade. A Aliança militar poderia enviar tropas de paz ao país após o fim da guerra.
Uma fonte alemã disse que o aparente consenso pode não ser tão concreto assim, já que os participantes não foram consultados individualmente sobre a idéia.
Principal aliada dos EUA, a Grã-Bretanha insiste na necessidade de se passar o poder para o povo iraquiano, o mais rápido possível. Mas o secretário de Relações Exteriores britânico, Jack Straw, deixou claro que Londres quer que a ONU desempenhe um papel similar ao que teve no Afeganistão, onde organizou a conferência para a escolha do novo de Cabul.
03/04/2003 16h44 – Atualizado em 03/04/2003 16h44
BAGDÁ – Armando o cenário para o que poderá ser a amplamente anunciada batalha por Bagdá, forças dos EUA lançaram nesta quinta-feira um ataque para assumir o controle do Aeroporto Internacional Saddam, localizado a cerca de 16 quilômetros do centro da capital. Correspondentes que acompanham a 3ª Divisão de Infantaria do Exército americano disseram ter ouvido o som de artilharia antiaérea e rajadas de metralhadoras perto do aeroporto, momentos depois de a noite cair sobre Bagdá.
Espera-se que a Guarda Republicana, que tem seis divisões das melhores tropas do Iraque, resista fortemente à qualquer tentativa americana ou britânica de invadir a capital. No entanto, os poderosos bombardeios de 15 dias de guerra parecem ter eliminado grande parte do poder de combate destas tropas – o suficiente para que, na madrugada desta quinta-feira, os soldados americanos estivessem a 10 quilômetros da capital.
Depois de a noite ter caído sobre Bagdá, faltou energia elétrica em grandes partes da cidade. O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, general Richard Meyers, disse que as forças da coalizão anglo-americana não tinham alvejado o sistema de energia elétrica e se recusou a especular o que poderia ter cortado a eletricidade da capital.
À medida que a corda se apertava em torno de Bagdá, o presidente George W. Bush disse, otimista, que “o cerco estava se fechando e os dias do regime brutal terminando”. Em visita à base de marines em Camp Lejeune, Carolina do Norte, Bush saudou a contribuição dos fuzileiros navais na guerra para derrubar Saddam, que segundo ele está proxima do sucesso.
03/04/2003 16h42 – Atualizado em 03/04/2003 16h42
O secretário de Receita e Controle, José Ricardo Cabral, afirma que não há como reduzir a alíquota de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Serviços e Mercadorias) incidente sobre o óleo diesel de 17% para 12%, como pleteia o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lojas de Conveniência e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul). O setor argumenta que principalmente os postos de revenda de estradas estariam perdendo uma importante fatia do mercado para outros estados, como São Paulo, onde a alíquota é reduzida.
Cabral argumenta que além o impacto de uma redução da receita de ICMS ser muito grande, a recuperação desse baque levaria entre dois a três anos, segundo estudos técnicos já realizados. “O Estado não está no momento de abrir mão de receita”, justificou. Hoje o setor de combustível responde por 20% da arrecadação de ICMS em Mato Grosso do Sul.
03/04/2003 16h20 – Atualizado em 03/04/2003 16h20
A corrida de mototáxi deve ficar 20% mais cara a partir de segunda-feira, segundo a presidente do sindicato dos mototaxistas de Campo Grande, Marlene Pereira de Souza. “Estamos há um ano e 5 meses sem nenhum ajuste, e nesse meio tempo já houve mais de sete aumentos no combustível além de aumento no óleo e pneu”. A decisão depende da permissão do prefeito André Puccinelli. “Já encaminhamos o pedido e acredito que até amanhã ele se pronuncie a respeito para segunda já reajustarmos o valor”. Segundo ela, a menor corrida que hoje custa R$ 2,50 passará a R$ 3,00. São cerca de 438 mototaxistas em Campo Grande e cinco mil em todo o Estado.
03/04/2003 16h15 – Atualizado em 03/04/2003 16h15
O deputado federal Geraldo Resende (PPS) usou a tribuna da Câmara essa semana para manifestar seu apoio à luta do magistério em Mato Grosso do Sul, que deste o final do fevereiro encontra-se em estado de greve. Ele disse que o movimento da categoria é justo e o grau de adesão demonstra a união da classe.
Lembrando que a categoria exige aumento salarial de 35% para os professores e de 49% para os servidores administrativos, Geraldo Resende questiona: “O que tem apontado o governo do Estado como solução para o impasse? Nada, absolutamente nada. Com empáfia, pretende jogar a discussão para o ano que vem. Alega que está em seu limite orçamentário e financeiro, sendo impossível qualquer reposição. É assim que abre qualquer negociação, se é que assim podemos chamar essa postura autoritária”.
O parlamentar sul-matogrossense disse, da tribuna da Câmara, que em Mato Grosso do Sul um professor do ensino fundamental da rede estadual, recebe o salário de R$ 306,00 por 20 horas semanais, chegando a R$ 475,00 para os profissionais com licenciatura.
A questão, porém, não é apenas salarial, diz o deputado. “A ferida aberta na política de educação em Mato Grosso do Sul, expõe à sociedade um descaso criminoso para com nossos jovens, em que se somam problemas nas redes hidráulica e elétrica das escolas estaduais, a persistente falta de carteiras, a inexplicável falta de material pedagógico, enfim, todo um universo de problemas facilmente solucionáveis e que simplesmente não eram observados em anos anteriores”.
O deputado citou que é notório o aumento da arrecadação de Mato Grosso do Sul nos últimos quatro anos, como propala o Governo do Estado. “O repasse constitucional de 25% para a educação segue a proporção do aumento da arrecadação. Segundo os gestores financeiros, 68% do repasse para a educação são destinados aos salários, os quais há três anos não sofrem reajustes”, cita o parlamentar, para questionar, em seguida, o destino desses recursos, “considerando que faltam carteiras e material pedagógico, a estrutura física está precária e os salários estão defasados.”
Resende ainda cobrou informações acerca do atraso do ano letivo, irregularidades no repasse dos recursos do transporte escolar e a deficiência na estrutura física das escolas estaduais, solicitadas ao Secretario de Estado de Educação que não compareceu em reunião pré-agendada com o magistério.