11/11/2002 16h18 – Atualizado em 11/11/2002 16h18
Os indicadores são parâmetro para análises de desempenho da atividade pecuária no Brasil e apresentam dados sobre exportações, conjuntura atual, mercados internacionais, preços de boi gordo e cotações de mercados e negócios de futuros.
Na comparação entre outubro deste ano e o mesmo mês de 2001, as exportações cresceram 4,5% em valor, para US$ 114 milhões, e de 16,5% em volume, para 106,5 mil toneladas em equivalente carcaça. Os maiores compradores de carne fresca resfriada foram Chile e Holanda.
No caso da carne in natura congelada, destacam-se como principais compradores Arábia Saudita, Egito, Rússia, Filipinas, Itália, Holanda e Reino Unido.
“Os resultados dos dez primeiros meses do ano apontam para um volume de exportações de 1 milhão de toneladas em equivalente carcaça e uma receita cambial de US$ 1,1 bilhão”, segundo Antenor Nogueira, coordenador-geral do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA.
A volta ao mercado de países que tiveram problemas sanitários em 2001 e as fortes desvalorizações cambiais brasileira e argentina, além de um maior poder dos importadores nas negociações, puxaram para baixo os preços internacionais.
A carne exportada por Brasil e Argentina, com exceção da “cota Hilton” platina, tem registrado uma queda nos preços. A tonelada da carne brasileira in natura recuou 9,5% entre janeiro e outubro, passando de US$ 2.055 para US$ 1.860.
O controle da aftosa e a desvalorização cambial devem aumentar as vendas de carne bovina em mais de 20%, segundo relatório da Organização para Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) divulgado pelo Indicadores Pecuários.
A recuperação da demanda pelo produto deve concentrar-se na Ásia, principalmente nos mercados da Coréia, Malásia, Filipinas e Taiwan. O relatório considera que a reconquista do consumidor de carne bovina levará a uma expansão de 6% no comércio do produto em 2002, alcançando um total de 5,8 milhões de toneladas.
No mercado interno, o indicador do boi Esalq/BM&F subiu 11,7% no acumulado de outubro, chegando a R$ 56,79 à vista. Em outubro de 2001, a arroba era negociada a R$ 47,66. Principal indicativo sobre a tendência dos agentes de mercado nos próximos meses, os contratos futuros da BM&F fecharam o mês cotados a R$ 57,55 para dezembro e a R$ 56,49 para janeiro. Os contratos deste fim de ano estão carregados pela expectativa de elevação de preços, mas deve haver um recuo das cotações em maio de 2003.
O mercado reflete a tendência dos pecuaristas em reduzir o confinamento e o semiconfinamento neste ano. Contribuíram para o desestímulo dos produtores a sinalização de preços futuros iguais aos de 2001, próximos de R$ 47,00 para os contratos em setembro e outubro, e a forte alta dos preços das rações causada pela elevação de 50% no preço do milho e de 70% no farelo de soja.
Fonte: Ass. de Imprensa CNA