Especialista explica quais alimentos e hábitos devem ser adotados para evitar doenças cardiovasculares
Amanhã, 8, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Por isso, o Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) publicou uma lista com alimentos que podem contribuir para o controle desta doença, que afeta 40% da população brasileira e é responsável por cerca de 300 mil mortes anuais no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Segundo a Dra. Ivia Fulguera, médica cardiologista do CEJAM, a manutenção da saúde cardiovascular requer três cuidados essenciais: monitoramento periódico da pressão arterial, alimentação com pouca gordura trans e saturada e atividade física.
Sendo assim, a especialista aponta alguns alimentos que podem contribuir com a saúde cardiovascular:
• A soja pode diminuir o nível de colesterol de LDL (colesterol ruim) já que é uma fonte importante de fitosterol e ácido linoleico;
• Cebola, repolho e alface brancos podem ser substituídos pelos mesmos alimentos, porém na cor roxa, que contém antocianina, um corante natural e antioxidante que ajuda a evitar o colesterol alto;
• Suco de uva natural, que também é uma ótima escolha pois tem resveratrol, pode aumentar o colesterol de HDL (colesterol bom);
• O chocolate contém antioxidantes e, se consumido com moderação, não aumenta o colesterol ruim;
• Não é necessário evitar comer ovos, consumir um por dia não aumentará o risco de doenças cardiovasculares.
E o mais importante, mesmo com o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, é fundamental manter acompanhamento médico.
Inauguração depende da agenda do Governador do Estado; presidente afirma que os maiores, e principais, clientes da empresa estão em Três Lagoas
A MSGás, responsável pela distribuição de Gás Natural canalizado de Mato Grosso do Sul, concluiu as obras de seu escritório em Três Lagoas.
Localizado na Avenida Filinto Muller, próximo ao Shopping Três Lagoas, o local tem área construída de 700 m², divididos em dois pavimentos, e vai abrigar, além de áreas administrativas, como sala de reuniões/treinamento e de atendimento a clientes, uma área equipada para atividades do Centro Operacional local, como a oficina para montagem e manutenção de equipamentos da rede de distribuição e um laboratório de calibração de instrumentos.
Para o Presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos, a trajetória da empresa na cidade justifica o investimento na construção da sede própria. “A MSGÁS cresceu muitos nos últimos cinco anos, conquistando um número significativo de clientes em Três Lagoas. Os nossos maiores, e principais, clientes estão localizados em Três Lagoas, e vislumbramos para os próximos anos a captação de novos clientes”, comenta.
Com licitação vencida pela Plangeff Engenharia, empresa da cidade e que utilizou mão de obra local, a construção custou aproximadamente R$ 2 milhões e teve duração de 15 meses, sendo entregue três meses antes do prazo contratual.
Tecnologia e Sustentabilidade
A obra conta com diversas tecnologias que visam melhorar o ambiente de trabalho dos colaboradores e incentivar o uso sustentável de energia e abastecimento. A ideia é que o local seja um show room das tecnologias mais recentes e inovadores com Gás Natural.
Entre as principais inovações estão infraestrutura de distribuição interna de gás natural para equipamentos e aparelhos (fogão, chuveiros, aquecedor de passagem para chuveiros, churrasqueira), destacando os mais inovadores:
Sistema de ar condicionado a Gás Natural, com evaporadoras e aparelhos de ar condicionado em todos os ambientes (para a climatização do ambiente – o nosso equipamento de ar condicionado é capaz de aquecer água ao mesmo tempo em que refrigera o ambiente)
Geração de energia com gerador 100% a Gás Natural
A obra possui um sistema de captação de água de reúso (água de chuva) para consumo não humano (uso em sanitários, jardim e processos) e o projeto arquitetônico da edificação também foi adaptado à mobilidade de pessoas com deficiências.
Além disso, a obra conta com SPDA (Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas: para-raios), CPD (data center com estrutura de TI que será a contingência de Campo Grande) e sistema de monitoramento com câmeras.
Inauguração Diante da pandemia de coronavírus, a MSGÁS aguarda orientações do Governo do Estado e agenda do governador Reinaldo Azambuja para realizar a inauguração da obra.
Premiação foi oferecida pela Fastmarkets RISI, maior provedora de informações da indústria global de produtos florestais; executivo é a primeira pessoa a receber o prêmio seis vezes consecutivas
O presidente da Suzano, Walter Schalka, foi eleito o CEO do ano da América Latina no setor de papel e celulose em 2020. Essa é a sexta vez consecutiva que Schalka recebe o reconhecimento dado pela Fastmarkets RISI, maior provedora de informações da indústria global de produtos florestais.
A eleição é realizada junto a um grupo de avaliadores composto por juízes independentes, analistas e especialistas do setor. A liderança e a transparência de Schalka foram citados por especialistas como algumas das razões para a indicação em um período tão desafiador.
“A Suzano vem se transformando há muitos anos e acredito que os analistas percebem que toda a empresa está focada em melhorar a estrutura de custos, desenvolver novas aplicações para a celulose de fibra curta e expandir o mercado de bens de consumo. Por outro lado, lançamos recentemente objetivos ambiciosos de ESG. Essas são apenas algumas das mudanças mais recentes realizadas em meio a esse processo de transformação permanente”, afirma Walter Schalka.
A sigla ESG é mundialmente utilizada na abordagem de temas ambientais, sociais e de governança corporativa. A Suzano apresentou neste ano suas metas de longo prazo, entre as quais a remoção adicional de 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2030, a oferta de 10 milhões de toneladas de produtos de origem renovável a serem usados na substituição de plásticos e outros derivados do petróleo e a retirada da pobreza de 200 mil pessoas instaladas nas regiões onde a Suzano atua.
A cerimônia de premiação acontecerá no dia 11 de agosto durante a Conferência da América Latina, realizada anualmente pela Fastmarkets RISI em São Paulo. Neste ano, o evento será realizado em formato virtual.
Sobre Walter Schalka
Foto: Sergio Zacchi
Walter Schalka é Presidente da Suzano desde janeiro de 2013. Engenheiro formado pelo ITA e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o executivo possui cursos de especialização e aperfeiçoamento nos Institutos IMD (Suíça) e Harvard (EUA). Antes de ingressar na Suzano, onde liderou movimentos importantes como o ingresso da empresa no Novo Mercado e a fusão com a Fibria, Schalka passou por Citibank, Grupo Maepar, Dixie Lalekla, Grupo Dixie Toga e Votorantim Cimentos.
Com base nestes dados, deputado estadual Coronel David (sem partido) reforça a importância da denúncia
A Lei Maria da Penha, principal instrumento de proteção às mulheres, completa 14 anos de vigência, nesta sexta-feira (6), e ainda precisa ser amplamente divulgada. Prova disto é que das 30 vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul no ano passado, 43, 34% nunca haviam registrado boletim de ocorrência contra seus agressores.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate a Violência Doméstica e Familiar, o deputado estadual Coronel David (sem partido) alerta para a importância das denúncias. “Violência contra a mulher não é só a agressão física. Ameaças, humilhações e chantagens também são. É preciso denunciar”.
A preocupação com o direito das mulheres sempre fez parte do trabalho do Coronel David. Em 2014, quando atuava como comandante da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, ele lançou uma cartilha com orientações para os militares tratarem as vítimas de forma humanizada, facilitando assim o processo das denúncias.
Com base em pesquisas, a titular da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Mato Grosso do Sul, Luciana Azambuja Roca comenta que as vítimas demoram, em média, 5 anos para denunciar os agressores, mas há relatos de até 15 anos entre a primeira violência e o registro de ocorrência.
Os motivos, segundo ela, são os mais variados. Desde a dependência financeira, passando pela preocupação com os filhos e até o perdão. Isto porque existe um “ciclo de violência”, em que os agressores se desculpam, justificam os atos e aparentemente melhoram antes do novo episódio violento, causando confusão e até culpa nas vítimas.
Estatísticas – O Mapa do Feminicídio de Mato Grosso do Sul aponta que, no ano passado 30 mulheres foram assassinadas no Estado sob o contexto da violência doméstica. Deste total, apenas 7 tinham procurado a polícia para denunciar os autores de suas mortes e só duas tinham medidas protetivas vigentes.
Luciana Azambuja reforça não ser preciso esperar uma agressão para buscar ajuda.“A mulher deve denunciar a partir do momento que se percebe vítima de uma situação de relacionamento abusivo. Mesmo que não tenha violência.
A subsecretaria cita alguns indicadores de abuso e controle. Dentre eles, o afastamento da mulher de familiares e dos amigos, que, infelizmente, é interpretado pelas vítimas como “sinal de amor”.
Coronel David completa citando os níveis de risco em se tratando de violência doméstica. Ameaças feitas pelo agressor caso a mulher termine o relacionamento, uso de drogas e boletins de ocorrência anteriores representam alerta máximo.
“Homem que bate em mulher é covarde. É preciso denunciá-lo e levá-lo à cadeia”.
Proteção – A juíza Jaqueline Machado, titular da 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar reforça que as mulheres em situação de violência podem solicitar medidas protetivas contra os agressores, com base na Lei Maria da Penha.
Segundo ela, as solicitações não precisam ser feitas apenas quando há agressão física. Em casos de violência psicológica e até injúria também é possível requerer a medida protetiva.
Durante a pandemia do coronavírus, estes pedidos podem ser feitos pela internet.
Questionada sobre a situação de Campo Grande em relação a outras cidades no quesito proteção à mulher, a juíza avalia de forma positiva, mas enfatiza ser necessário ampliar os investimentos em políticas públicas para as mulheres.
Em relação ao trabalho feito com os agressores quando estes deixam os presídios, ela informa que o Tribunal de Justiça de MS coordena o grupo “Dialogando Igualdades” em que eles debatem sobre o ciclo de violência. O objetivo é evitar que eles cometam novos crimes.
“Violência contra a mulher se combate também com educação. Na escola, no ensino de base”, opinou.”Não dá mais para falar em mulher não se bate nem com uma rosa. Não se bate em mulher porque ela é um ser igual. Não se bate em ninguém”, finalizou.
Canais- queixas sobre agressões contra mulheres podem ser feitas pelo número 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência), 190 (Polícia Militar), ou pelo número 67 4042-1323 (Casa da Mulher Brasileira).
Vinte e seis pessoas testaram positivo para hepatites virais
A Prefeitura de Brasilândia divulgou nesta sexta-feira, 7, o balanço da Campanha “Julho Amarelo”, que tem como objetivo alertar sobre a prevenção e tratamento contra hepatites virais. Segundo os organizadores, 26 pessoas testaram para hepatites virais.
Ao longo do mês de julho, todas as unidades de Saúde realizaram coleta para teste rápido contra as hepatites virais. Além disso, os trabalhadores em Saúde realizaram orientações nas unidades, enquanto as pessoas aguardavam para receberem atendimento médico.
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
Nem sempre a doença apresenta sintomas, mas quando aparecem, estes se manifestam na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No caso específico das hepatites virais, que são o objeto da campanha Julho Amarelo, estas são inflamações causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E.
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda a toda população que se caso apresentar algum sintoma mencionado, que procure a unidade de Saúde mais próximo de sua residência e solicite a realização do teste rápido.
Entregas serão feitas pelo Ministério da Saúde; equipamento de testagem deve garantir autossuficiência do estado, que hoje envia parte dos testes para o Rio de Janeiroe São Paulo
Mato Grosso do Sul contará com uma nova máquina de testagem automatizada para diagnóstico da covid-19. O anúncio foi feito durante uma reunião realizada na sede do Governo do Estado, nesta segunda-feira (3), com a presença do assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Cascavel, do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, além de outras lideranças políticas do Estado.
O governador apresentou para o representante do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual cenário da saúde e falou da ampliação de leitos nas macrorregiões do Estado. “Nós estamos estruturados por regiões e, com as medidas que estão sendo tomadas para o combate à pandemia, criando uma teia regional muito interessante. Vamos deixar um legado para o SUS, a consolidação em todas as áreas, entre elas, um olhar especial para a saúde indígena”.
Durante o encontro, Cascavel anunciou, além do equipamento, outras ações para Estado. “Vamos consolidar essa integração de trabalho de combate ao coronavírus. Além dos respiradores enviados a Mato Grosso do Sul, nós aumentaremos a capacidade de testagem por meio de uma máquina extratora que permitirá que os testes RT PCR sejam feitos aqui e, assim, não sejam mandados para o Rio de Janeiro e São Paulo. Com isso, Mato Grosso do Sul terá uma capacidade, nos próximos 30 dias, de aumentar em 100 mil o número de testagens”.
Cascavel anunciou a habilitação de 70 novos leitos de UTI para Campo Grande nos próximos 15 dias, assim como a entrega de mais 40 novos respiradores ainda esta semana. Em Corumbá, segundo Cascavel, estarão chegando 20 respiradores.
O secretário do Ministério da Saúde reforçou que o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Governo de MS tem sido eficiente para contenção da doença. “Mato Grosso do Sul tem feito a tarefa, o seu planejamento, executado aqui dentro, e realizado o que nós temos dito para o pais, na solução no tratamento precoce”.
Para o secretário de Gestão Estratégica, Eduardo Côrrea Riedel, esse apoio do Governo Federal é fundamental diante do avanço de casos no Estado. “Nós temos conseguido equipamentos, insumos e, agora, a máquina de processamento de testes. Este encontro oportunizou reforçar a atuação do Mato Grosso do Sul, na estruturação das demandas de saúde, ainda mais diante deste momento no qual nosso estado avança fortemente em relação à pandemia, sendo assim uma das nossas principais ações é trabalhar para termos estrutura de saúde preparada”.
Para o senador Nelson Trad Filho a união dos poderes é fundamental. “A situação é de preocupação em função desse inimigo oculto. Aqui, em Mato Grosso do Sul estamos trabalhando com planejamento, com ações concretas e, principalmente, com parceria. Não se vence uma guerra dessa, sem união”.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, salientou ainda que demandas encaminhadas ao Ministério da Saúde estão fluindo normalmente. “Recebemos 20 ventiladores pulmonares no sábado, para que consigamos avançar na instalação de novos leitos de UTI. Vamos receber uma máquina de testagem nova, toda automatizada, garantindo a autossuficiência e, consequentemente, maior facilidade e agilidade na entrega de exames”.
Foto: Chico Ribeiro
Saúde Indígena
O secretário do Ministério da Saúde, Artur Cascavel, durante a reunião falou que, nesta semana, uma força tarefa será realizada no Estado, nesta semana, especificamente voltada para a saúde dos indígenas, em especial, diante do aumento no número de casos.
“É uma preocupação do Governo do Estado, em todas as nossas etnias indígenas. Precisamos da união dos esforços do Governo do Estado e do Governo Federal, dos municípios impactados, para um combate efetivo da doença nas comunidades indígenas”, salientou Riedel.
Participou ainda do encontro, a coordenadora geral do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde em MS, Silvia Raquel Bambokian.
Após Governo criar Comissão para discutir retorno seguro às aulas moradores de Três Lagoas deixaram depoimentos nos canais digitais do Perfil News enfatizando que sem imunização não permitirão que crianças retornem à escola
Com um grande “Não!”. Assim os três-lagoenses reagiram à notícia de que o Governo do Estado criou uma Comissão para discutir o retorno seguro das crianças às aulas.
Alguns dos mais de 400 depoimentos deixados pelos leitores do Perfil News nos canais digitais do site
Após a publicação da matéria no site e nos canais digitais do Perfil News, mais de 400 pessoas se manifestaram de forma contrária à volta às aulas presenciais. Os depoimentos podem ser vistos aqui, aqui e aqui.
“Estão até agora no EAD, então vamos finalizar no EAD. Acredito que no momento é a melhor opção. A volta às aulas coloca nossos filhos e corpo docente em risco”, opinou a leitora Edineia Oliveira.
O expressivo número de novos casos de Covid-19 na cidade (foram 81 apenas na última semana), o desconhecimento sobre as potencialidades do vírus, a insegurança e a falta de vacina são os maiores obstáculos para os responsáveis mandarem as crianças para as escolas. A imensa maioria acredita que as aulas só deveriam voltar após começar a imunização das crianças e dos funcionários da educação. “Primeiro a vacina, depois o retorno às aulas”, diz a leitora Joana Oliveira. “Sem vacina, sem aulas presenciais”, corrobora a leitora Maria Aparecida.
O leitor Thiago Ramalho pondera quanto à idade dos alunos e ao pertencimento aos grupos de risco. “Para o ensino médio até seria funcional. Mas para crianças não tem como. Sem contar que públicos de risco não poderão frequentar, tanto no corpo discente quanto docente”, disse.
Para a leitora Simone Souza, se nem os adultos respeitam as determinações da Organização Mundial da Saúde, as crianças também não saberão lidar com os protocolos. “Somente quando forem imunizados pela vacina. Nem os adultos respeitam as normas estabelecidas pela OMS, as crianças vão saber de alguma coisa?”, questiona.
“Jamais! O ano letivo se recupera, a vida não!!”, conclui a leitora Francielle Maíra.
Sobre a Comissão
A decisão da criação de uma Comissão para discutir o retorno das aulas presenciais foi publicada ontem no Diário Oficial do estado. O grupo é formado por representantes do poder público e da sociedade civil organizada. A ideia é planejar uma forma de milhares de professores e alunos poderem retornar às aulas presenciais em Mato Grosso do Sul sem serem infectados pelo coronavírus dentro das escolas e universidades.
Dentre outros, integram a comissão representantes da Secretaria de Estado de Educação (SED), do Conselho Estadual de Educação (CEE), do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior (CRIE-MS) e da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), além do Ministério Público Estadual (MPE-MS) e Assembleia Legislativa (Alems).
O documento justifica a criação da comissão pela necessidade de manter as medidas de prevenção do contágio da Covid-19; diz ainda que a medida considera recomendações do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), criado para monitorar os riscos de contágio do coronavírus em MS; e respeita o direito universal à educação.
Animal estava sem ferimentos e foi solto distante do perímetro urbano
Policiais Militares Ambientais de Três Lagoas capturaram hoje, 6, uma serpente jiboia no Parque das Mangueiras. Os moradores de um condomínio do bairro telefonaram avisando que o animal estava no pátio do condomínio.
A equipe foi ao local, capturou o animal e, como ele não apresentava ferimentos, foi solto em seuhabitat natural, distante do perímetro urbano.
A jiboia é pacífica e não é venenosa. Raramente passa de três metros de comprimento. Alimenta-se principalmente de aves, mamíferos pequenos e lagartos grandes. Engole a presa pela cabeça. Vive nas florestas densas da América do Sul e passa a maior parte do tempo nas árvores.
Imóveis de luxo e 23 aviões dos traficantes foram apreendidos pela Justiça Federal de Ponta Porã
(*) Antonio Coca
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 6, a Operação Cavok, com o objetivo de desarticular economicamente uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas atuante na fronteira Brasil – Paraguai na região de Ponta Porã.
Cerca de cento e dez policiais federais participam da operação, que conta com o apoio do SAEG – Serviço Aéreo do Estado de Goiás, da Polícia Militar de Goiás e da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, para o cumprimento de vinte e um mandados de busca e apreensão. Foram cumpridos também dois mandados de prisão preventiva, um em Goiânia e um em Ponta Porã, onde ainda foi efetuada uma prisão em flagrante por posse de arma.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã e englobam ainda o sequestro de 23 aeronaves de pequeno porte, as quais eram utilizadas pelo grupo para o transporte das drogas a partir dos países vizinhos, além de três imóveis rurais e um de apartamento de luxo, todos localizados no Estado de Goiás e se encontram avaliados em aproximadamente 40 milhões de reais.
Durante as investigações foi interceptada pela Polícia Nacional Paraguaia, em 24/11/2019, a 45 quilômetros da cidade de Pedro Juan Caballero/PY, na região rural conhecida como Fortuna Guazú uma aeronave transportando cerca de 130kg de cocaína. Na oportunidade, o investigado que pilotava a aeronave utilizada no transporte da droga conseguiu se evadir da ação policial.
A investigação também contou com a colaboração do Centro Integrado de Operações de Fronteira de Foz do Iguaçu/PR, da Receita Federal do Brasil, por meio do Núcleo de Pesquisa e Investigação de Campo Grande/MS, e da ANAC, além da Polícia Nacional Paraguaia e do Ministério Público do Paraguai.
A sigla CAVOK (Ceiling and Visibility OK) é utilizada no meio aeronáutico para definir situação em que há boas condições de teto e visibilidade, ou seja boas condições de voo. Os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), tráfico internacional de drogas (arts. 33, caput, c/c 40, I, da Lei 11.343/2006), associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006) e falsidade ideológica (art. 299, do Código Penal), cujas penas somadas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.
O formato espiral economiza água, trabalha com a diversidade de plantas, aproveita melhor o espaço, usa fertilizantes apenas orgânicos e poupa o solo.
Com o objetivo de motivar laborterapia como forma de reinserção social, vários projetos de humanização e pacificação prisional vêm sendo desenvolvidos na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas (PSMTL). A mais nova iniciativa é uma horta orgânica do tipo “mandala”, com 600 m². O formato espiral economiza água, trabalha com a diversidade de plantas, aproveita melhor o espaço, usa fertilizantes apenas orgânicos e poupa o solo.
O novo formato de plantio se soma a outra forma de produção do presídio: a horticultura hidropônica, que já é realizada no local desde 2014. “Com esses projetos buscamos unir a ocupação prisional produtiva a alternativas de manejo sustentáveis, frente aos novos consumidores, os capacitando nessas técnicas que podem servir de garantia de renda quando conquistarem a liberdade”, destaca o diretor da penitenciária, Raul Augusto Aparecido Sá Ramalho, citando ainda a piscicultura que foi implantada na unidade no ano passado .
Segundo o dirigente, a produção das hortas vem sendo destinada para consumo interno da penitenciária, aproximadamente 230 quilos por mês. Além do consumo interno, parte da produção vem sendo destinada ao Hospital Auxiliadora de Três Lagoas, Lar dos Idosos e outras entidades assistenciais, de forma a propiciar “resposta positiva” à sociedade.
No centro da horta fica a composteira orgânica.
Um dos fatores importantes, aponta Raul, é que todos os resíduos orgânicos da penitenciária, até os restos da poda do gramado, são destinados à composteira orgânica, para produção dos húmus para a horta mandala. “É uma maneira de oportunizar meios de humanização ao ambiente prisional, programação pedagógica com estudos de fomento de consciência ecológica, ambiental, economia ao erário público, ressocialização e participação da comunidade prisional”, destaca.
Dentro desse eixo sustentabilidade, o diretor comenta que foi desenvolvido um concurso cultural com os custodiados, organizado pelo setor de educação, com ênfase na conscientização ecológica, envolvendo dejetos dos peixes, piscicultura, coleta seletiva, compostagem e minhocário.
“Toda a produção se baseia em três principais pilares: social, econômico e ambiental, pois para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa, e é essa filosofia que implantamos na formação profissional dos internos”, enfatiza Raul, reforçando que os projetos de ressocialização desenvolvidos no presídio são resultado da dedicação conjunta de toda a equipe de servidores.
Assim como na PSMTL, a horticultura está presente em pelo menos outras 19 unidades penais da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), levando ocupação produtiva a cerca de 130 custodiados. O trabalho representa uma importante ferramenta de incentivo à disciplina dos internos, garantindo remição da pena de homens e mulheres em situação de prisão, e ainda ajuda incrementar a alimentação tanto dentro dos presídios com a servida em entidades sociais, escolas, creches, asilos, hospitais entre outros.
“O cultivo de verduras é garantia não só de trabalho digno e produtivo aos detentos, como também complemento saudável na alimentação servida a quem mais precisa”, afirma o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves.
Hidroponia
Horta hidropônica existe há seis anos.
A horta hidropônica é outra forma de plantio sustentável desenvolvida na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, já realizado há cerca de seis anos. No sistema hidropônico, as hortaliças são imersas numa solução de água contendo os micro e macro nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta, livre dos problemas climáticos externos (chuvas, ventos e insolação), de forma a acelerar o crescimento das plantas, com aumento de produtividade e uniformidade na produção, se comparado ao cultivo tradicional. No local, em 400 m² são cultivadas hortaliças como rúcula; almeirão, couve e alfaces crespa, roxa e americana .
No mesmo conceito de sustentabilidade, a estrutura foi montada a partir de materiais reaproveitados para baratear os custos, como canos de PVC recicláveis para baratear o projeto, madeiras de demolição e placas de forro de PVC usados. “Também adequamos um motor de bomba para piscina e registros para a irrigação”, revelou o diretor do presídio, explicando que a orientação técnica é oferecida pelas empresas fornecedoras dos insumos.
Piscicultura
Diretor Raul demonstra peixe do projeto de piscicultura.
Outro projeto piloto da PSMTL é a piscicultura, que teve início em março do ano passado, com o uso consorciado de técnicas de piscicultura e reaproveitamento dos resíduos orgânicos para horta. A principal característica inovadora consiste no uso/reuso consciente da água, que passa por sistemas de aspiração, filtragem, decantação, recirculação e oxigenação, adaptados com objetos do cotidiano (tambores tipo bombonas), que tornam a produção autossuficiente e biosustentável.
Pelo sistema implantado, os dejetos dos peixes (ricos em amônia e nitratos) são absorvidos pelas plantas aquáticas e horta orgânica, propiciando as trocas de elementos químicos. Assim, essa mesma água retorna para a piscicultura “renovada em oxigênio” e sem impurezas.
Para o infectologista Julio Croda, da UFMS, a chamada imunidade de rebanho não deve ser adotada como política pública, pois nenhum sistema de saúde é capaz de ofertar a quantidade necessária de leitos de UTI para enfrentar a primeira onda da doença sem medidas prevetivas, causando muito mais mortes
AGÊNCIA FAPESP – Quando se olha para a evolução da Covid-19 no Estado do Amazonas é possível ter uma ideia do que ocorreria em boa parte do mundo caso os governos optassem por deixar a pandemia seguir seu curso natural, com poucas medidas efetivas para mitigar o contágio.
Em meados de abril, apenas um mês após a confirmação do primeiro caso em Manaus, o já frágil sistema de saúde local entrou em colapso. No fim de maio, quando a prefeitura da capital amazonense precisou abrir covas coletivas para sepultar as vítimas, o número de novos casos e óbitos diários atingiu o auge e, a partir desse momento, começou a cair. A tendência de queda vem se mantendo constante no Estado, mesmo com comércio e escolas em funcionamento desde junho, e a despeito de estudos indicarem que nem 30% da população desenvolveu imunidade contra o novo coronavírus.
Especialistas que participaram de um webinar promovido na terça-feira (04) pela Agência FAPESP e pelo Canal Butantan avaliam que os dados do Amazonas corroboram uma hipótese que começa a ganhar força na comunidade científica: a de que o limiar da imunidade coletiva (também conhecida como imunidade de rebanho) ao SARS-CoV-2 pode ser alcançado quando algo em torno de 20% da população é infectada – bem antes, portanto, do que estimaram os trabalhos de modelagem feitos no início da pandemia: entre 50% e 70%.
O grupo coordenado pela biomatemática portuguesa Gabriela Gomes (atualmente na University of Strathclyde, na Escócia), que inclui pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos primeiros a apontar nessa direção, com base em projeções feitas por um modelo matemático que leva em conta o fato de que os indivíduos de uma população têm diferentes graus de suscetibilidade e de exposição ao vírus.
“Chegamos à conclusão de que essa heterogeneidade pode alterar muito os resultados e em um sentido positivo. A epidemia deve ser menor do que o previsto pelos modelos homogêneos [que não consideram os diferentes níveis de suscetibilidade e exposição entre os indivíduos] e o limiar da imunidade coletiva também deverá ser menor do que aquele que os modelos clássicos indicam”, afirmou Gomes durante o seminário on-line.
A pesquisadora ressaltou, no entanto, que alcançar o limiar de imunidade coletiva não significa o fim imediato da epidemia. Como as cadeias de transmissão já estão instaladas na população, é esperado que o número de casos acumulados continue a crescer, ainda que de forma mais lenta, podendo chegar ao dobro do que foi registrado no pico da curva epidêmica.
“Com uma mitigação cuidadosa podemos fazer com que a diferença entre o número de infecções existentes quando o limiar de imunidade coletiva foi atingido e o tamanho final da epidemia seja menor. Para isso é preciso controlar os surtos que vão surgindo de forma localizada e adotar medidas como o rastreamento de contato”, disse.
Os dados do maior estudo de soroprevalência feito no país (para medir a proporção de pessoas com anticorpos contra o SARS-CoV-2), o Epicovid – apresentados no webinar pelo epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Bernardo Horta –, vão ao encontro das projeções feitas com o “modelo heterogêneo” desenvolvido por Gomes. Na primeira onda de testes da pesquisa da UFPel, conduzida entre 14 e 21 de maio, somente algumas cidades da região Norte e Fortaleza, no Nordeste, apresentaram mais de 5% da população infectada. Na terceira e última onda, entre 21 e 24 de junho, quase todo o Norte e o Nordeste – além da cidade do Rio de Janeiro – já registravam mais de 5% de soroprevalência. E é justamente nesses locais que atualmente a taxa de contágio (Rt) do novo coronavírus está abaixo de 1, ou seja, cada infectado está transmitindo o vírus para menos de uma pessoa em média e, portanto, o número de casos novos segue tendência de queda.
Mesmo em cidades como Breves, no Pará, onde 24,8% das pessoas testadas na primeira onda do estudo apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2, a taxa de soroprevalência em nenhum momento ultrapassou 30%. Em alguns locais da região Norte, contou Horta, a proporção de pessoas com anticorpos contra o vírus diminuiu entre a primeira e a terceira etapa de testes – ainda não se sabe ao certo por quê.
Para o infectologista Júlio Croda, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), somente a imunidade coletiva poderia explicar por que os Estados do Norte, Nordeste e a capital fluminense – mesmo sem um distanciamento social efetivo – apresentam hoje uma taxa de contágio inferior a 1. Ele ressalta, no entanto, que a imunidade de rebanho não deve ser adotada como política pública, pois nenhum sistema de saúde é capaz de ofertar a quantidade de leitos de terapia intensiva necessária para enfrentar a primeira onda da doença sem medidas de mitigação.
“Manaus teve o maior excesso de óbitos entre todas as cidades do Brasil, chegou a 500%. Foram registradas [em 2020] cinco vezes mais mortes que nos anos anteriores – 90% delas por causas respiratórias. O caso do Amazonas nos permite entender como seria a história natural da doença. Mas não estamos propondo isso como estratégia. É a constatação de uma tragédia. Temos de aprender com os dados reais”, defendeu Croda.
Cenários futuros
Partindo do pressuposto de que as projeções do “modelo heterogêneo” de Gomes se aproximam do que deve de fato ocorrer, Croda estima que a capital paulista está perto de atingir o limiar de imunidade de rebanho, diferentemente do interior do Estado, onde a curva de novos casos ainda é ascendente.
“Estudos indicam que a soroprevalência na cidade de São Paulo está em torno de 11%, chegando a 16% em alguns bairros mais pobres. Manaus, no pior momento da epidemia, chegou a 14,8% de soroprevalência. São Paulo fez um bom trabalho, principalmente na Região Metropolitana. O excesso de óbitos chegou a 28% e não a 500%, como Manaus”, disse o infectologista.
Como lembrou o epidemiologista da USP Marcos Amaku, ainda que seja possível alcançar a imunidade coletiva com 20% da população infectada, no Estado de São Paulo esse número corresponderia a 8 milhões de pessoas. Hoje há menos de 600 mil casos confirmados e mesmo considerando que o número real seja sete ou oito vezes maior ainda estaríamos na metade do caminho.
“A maioria dos municípios paulistas não chegou a 10% de soroprevalência. No ritmo atual devemos levar um bom tempo para chegar a 20%”, também destacou Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan – que participou do seminário como debatedor.
Para Croda, no entanto, os dados epidemiológicos sugerem que com medidas para mitigar a disseminação da doença – como o uso de máscaras e o distanciamento social – talvez não seja necessário que todos os locais atinjam o mesmo patamar de soroprevalência para que o efeito da imunidade de rebanho possa ser observado.
“Estou otimista e acredito que já devemos ter passado pelo momento pior da pandemia, com a exceção dos Estados do Sul e parte do Centro-Oeste. Afirmo isso com base no modelo heterogêneo e com base na tragédia dos quase 100 mil óbitos já registrados no país. Não devemos normalizar quase mil mortes diárias por 60 dias. Mas, como o pior já está passando em São Paulo, que é um Estado com 44 milhões de habitantes, isso representa muito para o Brasil. Passado esse platô de óbitos – que ainda não sabemos quanto vai durar porque tem a contribuição dessas outras regiões [Sul e Centro-Oeste] – acho que vem a queda”, avaliou Croda.
A íntegra do webinar está disponível no Canal Butantanno YouTube.
Ministro não adiantou nome das empresas que serão privatizadas
AGÊNCIA BRASIL – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (6) que, dentro de 30 a 60 dias, anunciará três ou quatro privatizações de grandes empresas. Ele participou de evento transmitido pela internet organizado pela Fundación Internacional para la Libertad (Fundação Internacional pela Liberdade), presidida pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.
“Vamos anunciar três ou quatro privatizações de grandes companhias”, disse o ministro, que não anunciará os nomes das empresas neste momento. Ele disse acreditar no apoio do Congresso Nacional.
Guedes afirmou que o presidente Jair Bolsonaro dá suporte para que o governo siga com as privatizações e com as reformas.
O ministro disse ainda que, após os gastos extraordinários necessários para o enfrentamento da crise gerada pela pandemia de covid-19, o governo retomará em 2021 a trajetória fiscal, com redução de despesas. Ele citou que, se não fosse a crise gerada pela pandemia, o déficit primário (receitas menos despesas, sem considerar gastos com juros) ficaria em 1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Com as despesas extraordinárias necessárias para o enfrentamento da crise, esse percentual deve ficar em 11%. “No próximo ano, vamos reduzir dramaticamente os gastos”, afirmou.
Para o ministro, as medidas adotadas pelo governo para o enfrentamento da crise surtiram efeito, uma vez que as previsões de analistas econômicos para a queda da economia neste ano, que inicialmente superavam 10%, agora estão um pouco abaixo de 4%. “Perdemos um ano em termos de espaço fiscal, mas nós ganhamos milhões de vidas, a economia continuou com os sinais vitais preservados. Então, estou dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo de novo. Surpreendeu no ano passado, quando nós fizemos uma reforma difícil [da Previdência], e vamos surpreender de novo deste ano, porque estamos votando propostas”, disse.
Objetivo é traçar um plano de ação para fiscalizar e evitar incêndios e fortalecer a aplicação de medidas punitivas aos incendiários
Representantes de vários órgãos ligados ao Meio Ambiente e à Segurança reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 6, na sede do 5º Grupamento de Bombeiros Militar para elaborar um plano de ação frente aos incêndios florestais que ocorrem no município de Três Lagoas.
A reunião, que já havia sido adiantada pelo Coronel Arruda em entrevista ao Perfil News, foi motivada pelo aumento de 30% nos atendimentos dos Bombeiros em ocorrências envolvendo os incêndios florestais.
Estiveram presentes representantes da Polícia Militar Ambiental, IMASUL, Promotoria do Meio Ambiente, Delegacia Regional de Polícia Civil, Câmara Municipal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio, Sindicato Rural de Três Lagoas e PAM – Plano de Auxílio Mútuo de Três Lagoas.
Fotos: Divulgação Corpo de Bombeiros
Durante a reunião foram discutidas as ações tomadas por cada órgão representado. Os participantes conheceram as parcerias existentes entre os entes que fazem desde a fiscalização até a extinção de incêndios. Também foi firmado o compromisso de intensificar a fiscalização aos terrenos baldios, que são os possíveis focos de incêndios urbanos, e agilizar a comunicação entre os órgãos para a aplicação de medidas como multas e notificações.
Também foi criada uma força-tarefa de contenção aos incêndios florestais, como o objetivo de reduzir o número de ocorrências em Três Lagoas. Essa equipe vai fiscalizar, multar e divulgar ações de conscientização, para que os moradores conheçam a legislação e saibam que, por exemplo, queimar amontado de folhas também é um crime ambiental.
Grupo foi criado para definir estratégias e diretrizes para um retorno eficaz e seguro às atividades presenciais
O Governo do Estado publicou hoje, 6, no Diário Oficial, a criação da Comissão Estadual Provisória de Volta às Aulas, para definir estratégias e diretrizes para um retorno eficaz e seguro às atividades presenciais das escolas no estado.
O grupo é formado por representantes do poder público e da sociedade civil organizada. A ideia é planejar uma forma de milhares de professores e alunos poderem retornar às aulas presenciais em Mato Grosso do Sul sem serem infectados pelo coronavírus dentro das escolas e universidades.
Dentre outros, integram a comissão representantes da Secretaria de Estado de Educação (SED), do Conselho Estadual de Educação (CEE), do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior (CRIE-MS) e da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), além do Ministério Público Estadual (MPE-MS) e Assembleia Legislativa (Alems).
O documento justifica a criação da comissão pela necessidade de manter as medidas de prevenção do contágio da Covid-19; diz ainda que a medida considera recomendações do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), criado para monitorar os riscos de contágio do coronavírus em MS; e respeita o direito universal à educação.
Imunização foi feita em vários comércios locais e também nos setores públicos
O comércio local e estabelecimentos públicos de Brasilândia receberam ao longo de junho e julho a visita da equipe da Secretaria Municipal de Saúde que aplicaram na população as vacinas da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e também contra a gripe. O objetivo é imunizar o maior número de pessoas, sendo que uma das estratégias é por meio da vacinação itinerante.
Segundo dados divulgados pela Saúde, somente neste ano, 3.230 pessoas na faixa de 20 a 49 anos já foram imunizadas com a vacina Tríplice Viral.
Além disso, a Saúde promoveu nos meses anteriores, a abertura das unidades no período noturno para que o maior número de pessoal entre 20 a 49 anos fossem vacinadas contra o Sarampo.
No ano passado, o Brasil sofreu um surto de Sarampo em vários Estados e o Município recebeu do Ministério da Saúde dose extras da vacina destinadas para a população.
Segundo o Departamento de Imunização, o Município não há registro da doença, entretanto, a ação visa interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo nas pessoas desta faixa etária e que ainda não receberam as doses necessárias para se imunizarem contra a doença. Para quem ainda não foi imunizado, ainda dá tempo. A campanha de vacinação continua em todas as unidades básicas de Saúde de Brasilândia. É válido lembrar que será necessário levar a carteira de vacinação.
Pessoas chegam a passar 12h na fila durante a noite para conseguir uma senha – e muitas vezes voltam para casa de mãos abanando
Enquanto muitas pessoas já estão em suas casas, preparando-se para jantar e dormir, outras dezenas de três-lagoenses estão se preparando para passar a noite em claro, com frio, sem banheiro nem o mínimo conforto, na fila da madrugada da Caixa Econômica.
O vendedor Saulo Félix precisou enfrentar o suplício de ser um dentre muitos cidadãos que se submetem a passar a madrugada na rua para conseguir atendimento no banco federal. E contou sua experiência ao Perfil News.
A fila da Caixa dobra quarteirões durante a madrugada: “se distanciar muito vamos parar na Lagoa”, diz vendedor. Foto: Saulo Félix
“Na segunda-feira eu estive na Caixa Econômica na hora do almoço para pedir informações e me disseram que eu tinha que retirar senha, vir de madrugada, e que somente às 5h da manhã eles distribuiriam a senha. Eu conversei com outras pessoas que já tinham ido e me disseram que eu tinha que chegar bem mais cedo, senão eu ficaria sem senha. Então, saí de casa à meia-noite. Quando cheguei ao banco já tinha mais de 70 pessoas na fila”, contou, lembrando de uma senhora de idade que estava na fila desde às seis da tarde.
O cenário era desolador: gente de todas as idades, pessoas sentadas no chão, ou deitadas, aguardando passar pela longa noite com frio, sem banheiro, desrespeitando o toque de recolher e o distanciamento social. “Que distanciamento social? Como é que vai fazer distanciamento? Pelo tamanho da fila se distanciar muito a gente vai parar na Lagoa”, afirmou.
Amanheceu o dia – e deu até polícia
Depois de uma noite inteira nessa situação, Saulo contou que, às 5h da manhã, quando o funcionário da Caixa chegou para distribuir as senhas, já havia mais de 400 pessoas na fila. Avisaram que iam distribuir 300 senhas. Então, muitas daquelas pessoas, que passaram a noite naquela situação, sairiam de lá de mãos abanando.
Cansadas após uma longa e exaustiva noite em claro, as pessoas se revoltaram quando viram o funcionário da Caixa pedindo para as pessoas formarem outra fila. Ou seja, quem estava lá atrás acabaria passando na frente de quem chegou antes. Assim que o tumulto começou o funcionário solicitou a presença da polícia.
Senha em um dia, atendimento no outro
Além disso, mesmo quem conseguisse a senha, teria que voltar amanhã, sexta-feira, porque o agendamento é feito para o dia seguinte. “A pessoa pousa na fila e vai ser atendido só no outro dia”.
Saulo conseguiu seu agendamento. Às 5h45 ele foi atendido. A senhora que chegou às seis da tarde e que passou a noite na fila junto com Saulo e com outras dezenas de pessoas foi atendida às 5h30 – quase 12h na rua.
Após receber sua senha, Saulo seguiu para o trabalho, onde passará o dia após uma noite em claro, assim como dezenas de outros três-lagoenses que dependem dos serviços da Caixa Econômica.
As filas da madrugada na Caixa são recorrentes. O banco, único a pagar o Auxílio Emergencial do Governo, alega que muitos dos serviços pretendidos pelas pessoas estão disponíveis online. No entanto, Saulo diz que o que ele precisava fazer não estava dando certo pelo aplicativo Caixa Tem.
Incêndio só foi controlado na madrugada desta quinta
Uma carreta carregada de soja ficou totalmente destruída após pegar fogo na noite desta quarta-feira, 5, na MS-134. O fogo só foi controlado na madrugada desta quinta.
Segundo informações do site Nova Notícias, a carreta seguia no sentido Casa Verde – Nova Andradina quando aconteceu o fogo nas proximidades da lanchonete Peroba. O incêndio, segundo o apurado teria começado próximo da cabine.
Para conter as chamas estiveram no local as guarnições do Corpo de Bombeiros da Casa Verde e de Nova Andradina. O motorista do caminhão nada sofreu. A causa do fogo deverá ser apurada.
A PMR (Polícia Militar Rodoviária) também esteve no local durante toda a madrugada até o encerramento dos trabalhos de combate às chamas.
Incêndios atingem várias áreas, entre elas Corumbá e Ladário
AGÊNCIA BRASIL – Os incêndios florestais que atingem algumas regiões do estado de Mato Grosso do Sul levam a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão do Ministério do Desenvolvimento Regional, a reconhecer situação de emergência nos municípios de Corumbá e Ladário.
A medida consta da Portaria nº 2.127, de 5 de agosto de 2020, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6).
Equipes do Ministério do Meio Ambiente e das Forças Armadas já atuam na região desde o fim de julho a pedido do governador Reinaldo Azambuja, que declarou estado de emergência ambiental por 180 dias.
O governador determinou também a suspensão de autorizações para queimadas controladas no estado. Segundo o governo estadual, os maiores focos de calor são ao longo do Rio Pantanal, próximo às cidades de Corumbá e Ladário.
As equipes federais trabalham em conjunto com o Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).
Assessoria de imprensa do banco afirmou que a previsão é que a agência volte a abrir apenas na semana que vem
Uma suspeita de contaminação por Covid fechou a única agência do Itaú em Três Lagoas. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a agência 0482 foi fechada temporariamente e até que reabra todos funcionários da unidade estão afastados de suas funções.
“A agência foi fechada para higienização, seguindo todos os protocolos de limpeza e o uso de antissépticos adequados, com previsão de reabertura para a próxima semana”, informou o banco, sem especificar o dia da reabertura.
Ainda de acordo com o comunicado, os caixas eletrônicos continuam funcionamento normalmente para saques, apesar do Perfil News ter recebido relatos de que não há dinheiro nos caixas em vários momentos do dia. Depósitos não estão sendo feitos.
Segundo o banco, a orientação é que os clientes usem os canais digitais para efetuar operações como pagamento de títulos e boletos, contratação de crédito, solicitação de segunda via de cartão e outros serviços disponíveis em https://www.itau.com.br/coronavirus/.
Aparelhos identificam a falta de oxigênio no sangue mesmo quando a pessoa não sente falta de ar e é um dos principais instrumentos para detecção precoce da Covid
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está entregando 1.578 aparelhos oxímetros aos municípios para auxiliar na triagem de atendimento inicial da Covid-19. Deste montante, Três Lagoas recebeu 57 unidades. Além desses, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), adquiriu outros 60 que também serão utilizados nas Unidades de Saúde.
Os equipamentos foram doados ao Governo do Estado pelo projeto “Todos pela Saúde”, do Itaú Unibanco, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
Este aparelho é utilizado na triagem dos casos suspeitos da doença e detecta falta de oxigênio no sangue mesmo quando não há falta de ar, permitindo que o paciente seja hospitalizado e tratado numa fase em que os sintomas não requerem internações em UTI.
A Prefeitura de Três Lagoas já havia comprado 60 oxímetros e agora, com esta doação, contará com 117 aparelhos. A Secretária de Saúde, Angelina Zuque, considera que estes aparelhos serão de extrema importância no combate à pandemia do Coronavírus.
“Com esses novos oxímetros, nossas unidades ganham um reforço necessário para o diagnóstico e tratamento inicial de pessoas com COVID-19, uma vez que é possível identificar a falta de oxigênio no sangue do paciente, iniciando assim os cuidados essenciais”, explicou.