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quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Em Brasilândia, Polícia Civil instaura inquérito para apurar apologia e incitação ao crime e induzimento à discriminação praticados em redes sociais

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Foto: Divulgação

A Polícia Civil instaurou, em Brasilândia-MS, um procedimento investigatório para apurar possível prática dos crimes de: apologia ao crime ou criminoso, incitação ao crime e incitação ou induzimento à discriminação. As investigações tiveram início após a identificação de publicações realizadas em rede social pelo investigado W.P., contendo mensagens de incentivo à violência contra animais e declarações ofensivas e discriminatórias contra negros e homossexuais.

Durante a apuração, foram ouvidos o comunicante e o suspeito, sendo que este confessou a autoria das postagens realizadas em seu perfil pessoal na plataforma Facebook. Diante dos elementos colhidos, o indivíduo foi indiciado pelos crimes previstos nos artigos 286 e 287 do Código Penal, bem como pelo artigo 20 da Lei nº 7.716/89.

A Polícia Civil reforça que manifestações que incentivem violência, disseminem ódio ou promovam discriminação serão rigorosamente apuradas, especialmente quando praticadas em redes sociais e meios de ampla divulgação. As investigações foram concluídas e os autos encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Copa do Brasil: veja os confrontos sorteados das oitavas de final

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Foram definidos nesta terça-feira (26) os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil, em sorteio realizado na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.

Os jogos de ida serão disputados entre os dias 1º e 2 de agosto, enquanto as partidas de volta estão programadas para 5 e 6 de agosto. As datas exatas de cada duelo ainda serão confirmadas pela confederação.

O chaveamento até a grande decisão será definido no sorteio das quartas de final. Veja os confrontos das oitavas de final:

  • Vasco x Fluminense
  • Internacional x Corinthians
  • Mirassol x Grêmio
  • Athletico-PR x Vitória
  • Atlético-MG x Juventude
  • Santos x Remo
  • Chapecoense x Cruzeiro
  • Palmeiras x Fortaleza
  • Times à esquerda fazem o primeiro jogo em casa.

(*) Rafael de Souza

Polícia Civil prende suspeito de furto em Ribas do Rio Pardo

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Foto: PC-MS

A Delegacia de Ribas do Rio Pardo, por intermédio do Setor de Investigações Gerais (SIG), cumpriu, na manhã da última segunda-feira (26), mandado de prisão preventiva em desfavor de C.C.O. (50), investigado pela prática de furto qualificado neste município.

O suspeito foi identificado após trabalho investigativo realizado pela equipe policial, que analisou imagens de câmeras de segurança e demais elementos. O investigado já é conhecido no meio policial pela prática de crimes patrimoniais.

Após diligências realizadas pela equipe de investigação, o suspeito foi localizado e preso, permanecendo à disposição da Justiça.

Em MS, 169 mil contribuintes ainda não declararam Imposto de Renda

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Aplicativo "Meu Imposto de Renda", da Receita Federal, aberto no celular. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Receita Federal recebeu 73,8% das declarações esperadas no Estado até hoje (25)

Mato Grosso do Sul ainda tem 169.606 contribuintes que não entregaram a declaração do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) 2026. O prazo termina nesta sexta-feira (29) e, até esta segunda-feira (25), a Receita Federal recebeu 478.223 documentos no Estado.

O volume representa 73,8% das 647.829 declarações esperadas pela Receita em Mato Grosso do Sul neste ano. No Brasil, 32,5 milhões de contribuintes já enviaram os dados ao Fisco.

Quem perder o prazo terá de pagar multa mínima de R$ 165,74. O valor pode chegar a 20% do imposto devido.

Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 641.185 declarações entregues, abaixo das 671.985 previstas pela Receita Federal.

A entrega da declaração é obrigatória para pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025. Também precisam declarar contribuintes que tiveram receita rural superior a R$ 177.920, fizeram operações na Bolsa de Valores, receberam rendimentos isentos acima de R$ 200 mil ou possuíam bens acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro do ano passado.

Neste ano, a Receita Federal ampliou os dados da declaração pré-preenchida e incluiu a opção de nome social no sistema. Outra mudança foi a redução dos lotes de restituição, que passaram de cinco para quatro.

O primeiro lote será pago em 29 de maio. Os demais depósitos ocorrerão em 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto.

A prioridade da restituição seguirá para idosos acima de 80 anos, contribuintes com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e profissionais do magistério. Quem utilizou a declaração pré-preenchida e escolheu receber via Pix também terá preferência.

Fonte: Campo Grande News

Última semana para declaração obrigatória de rebanho mobiliza produtores rurais em MS

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Foto: Divulgação

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul têm até o próximo domingo, 1º de junho, para realizar a Declaração Semestral de Rebanho e Atualização Cadastral junto à Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). Até esta terça-feira (26), apenas 63,27% dos produtores haviam cumprido a obrigação sanitária no Estado.

Os menores índices de adesão estão concentrados em importantes regiões produtoras. Em Dourados, somente 49,23% dos produtores regularizaram a situação até o momento. Já em Maracaju, o percentual é de 48,76%, ambos abaixo da média estadual.

A campanha é obrigatória para todos os produtores que possuem saldo de animais, independentemente do porte da propriedade. O não cumprimento dentro do prazo pode gerar penalidades, como aplicação de multas, bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e outras restrições sanitárias que impactam diretamente a comercialização e o transporte de animais.

A declaração pode ser feita gratuitamente de forma online, pelo sistema e-SANIAGRO, ou presencialmente em qualquer Unidade Local da Iagro. Os endereços das unidades estão disponíveis no site oficial da agência.

Durante o processo, o produtor deve informar dados atualizados da propriedade e do rebanho, incluindo alterações cadastrais, como endereço, contatos e coordenadas geográficas, além do registro de nascimentos, mortes, evolução das eras dos animais e saldo de todas as espécies acompanhadas pela Iagro.

Também devem ser declaradas informações sobre propriedades localizadas em outros países, vias de acesso, características da exploração pecuária e espécies exploradas na propriedade. No caso de produtores de aves e suínos comerciais, a declaração é facultativa, desde que não haja outras espécies animais vinculadas à mesma ficha cadastral. Caso exista qualquer outra espécie registrada, a obrigatoriedade permanece.

Além da atualização do rebanho, os produtores também podem aproveitar esta etapa para registrar a vacinação obrigatória contra brucelose em fêmeas bovinas com idade entre 3 e 8 meses. O prazo para esse registro segue até o dia 30 de junho.

Para auxiliar os produtores durante o período da campanha, a Iagro disponibiliza atendimento direto via WhatsApp pelo número (67) 99875-3796, canal destinado ao esclarecimento de dúvidas e orientações sobre o procedimento.

(*) Marcelo Armôa, Semadesc

Nova regra amplia crédito rural para compra de máquinas e tecnologia

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Maquinário faz a colheia da soja em plantação sul-mato-grossense. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

CMN autoriza produtores pessoa física a acessar financiamentos do FAT e BNDES

Produtores rurais de Mato Grosso do Sul passaram a ter acesso ampliado a linhas de crédito para investimento em tecnologia, inovação e compra de máquinas, após decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) publicada na última terça-feira (20).

A medida autoriza produtores pessoa física e empresários individuais a contratar financiamentos com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), repassados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A mudança altera regras anteriores, que restringiam parte das operações a empresas formalizadas como pessoa jurídica. Com a nova resolução, trabalhadores do agronegócio, da produção florestal, da pesca e da aquicultura também poderão acessar as linhas voltadas à modernização das atividades produtivas.

Os financiamentos poderão ser usados para aquisição de máquinas, equipamentos, softwares de gestão, sistemas de monitoramento, automação e digitalização da produção. O governo federal avalia que a medida pode aumentar a produtividade no campo e estimular a comercialização de equipamentos agrícolas.

Em Mato Grosso do Sul, a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) afirmou que a nova regra pode facilitar investimentos em eficiência operacional e gestão rural.

“O produtor passa a ter mais acesso a ferramentas que ajudam no ganho de produtividade e na modernização das propriedades”, afirmou o analista econômico da entidade, Raphael Flores Gimenes.

Ele pondera, no entanto, que o produtor deve avaliar o impacto financeiro antes de contratar o crédito.

“É fundamental fazer uma análise criteriosa da capacidade de pagamento e do retorno econômico do investimento, principalmente em um cenário de juros elevados e aumento do custo financeiro”, disse.

Os recursos utilizados nas operações vêm do FAT, abastecido principalmente pelas contribuições do PIS (Programa de Integração Social) e Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). O dinheiro é transferido ao BNDES, responsável por operar programas de financiamento para investimento produtivo.

Segundo o governo federal, as operações utilizam a TR (Taxa Referencial) como base de remuneração, o que pode tornar os juros menores em comparação com modalidades tradicionais de mercado.

Antes da mudança, produtores enquadrados como pessoa jurídica utilizavam essas linhas principalmente para reorganização financeira, alongamento de dívidas e substituição de passivos com juros mais altos, especialmente em períodos de quebra de safra e aumento dos custos de produção.

As operações poderão ser contratadas diretamente com o BNDES, subsidiárias da instituição ou bancos habilitados para repasse dos recursos.

Fonte: Campo Grande News

Polícia Militar prende homem por violência doméstica e apreende armas em fazenda no Pantanal em Rio Verde

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Foto: Divulgação

A Polícia Militar  prendeu, na noite desta segunda-feira (25), um homem de 33 anos por violência doméstica contra a companheira e duas crianças, em uma propriedade rural localizada na Fazenda região do Pantanal de Rio Verde de MT/MS.

A equipe policial foi acionada por uma conselheira tutelar após denúncias de agressões contra a mulher, uma adolescente de 14 anos e uma criança de 6 anos. Os policiais seguiram até a fazenda acompanhados de integrantes do Conselho Tutelar e da Polícia Civil.

No local, os militares encontraram o suspeito na residência juntamente com a companheira e a criança. Durante buscas no imóvel, foram apreendidos um revólver calibre .22 com sete munições intactas e uma espingarda de pressão adaptada para calibre .22.

Segundo a vítima, as agressões começaram após o autor encontrar mensagens no celular da filha adolescente. Ele teria tentado agredir a menor. Ao tentar impedir as agressões, a mulher também foi empurrada pelo suspeito. Durante a ação, a criança de 6 anos acabou sendo atingida ao tentar ajudar a mãe e a irmã.

O autor foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil juntamente com as armas apreendidas para as providências cabíveis.

Suspeito foge a pé após capotar carro com mais de 1,5 tonelada de maconha em MS

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Veículo parou com as quatro rodas para cima (Foto: Divulgação/PMMS)

Policiais militares atiraram em pneus de veículo durante perseguição e motorista perdeu controle da direção

Uma perseguição policial terminou com um carro capotado e a apreensão de mais de 1,5 tonelada de maconha na madrugada desta terça-feira (26), em Mundo Novo, município a 463 quilômetros de Campo Grande. O traficante conseguiu fugir a pé e está sendo procurado.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da 14ª CIA (Companhia Independente) da PM (Polícia Militar) realizava patrulhamento ostensivo nas proximidades do cemitério municipal por volta das 2h30, quando os militares desconfiaram de um veículo Hyundai Santa Fe que transitava pelo local e demonstrava estar com excesso de carga.

Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu e acelerou o veículo, iniciando uma fuga em direção à região conhecida como Prainha do Cascalho. Durante a perseguição, o motorista realizou diversas manobras perigosas e chegou a jogar o SUV em direção à viatura da PM.

Para conter a agressão e parar o veículo, os policiais atiraram contra os pneus traseiros do Hyundai. O condutor perdeu o controle da direção e o carro capotou às margens da via. Apesar da gravidade do acidente, o traficante conseguiu descer do carro e fugiu a pé para uma área de mata. Os militares realizaram buscas na região, mas ele não foi localizado até o momento.

Ao vistoriarem o interior do veículo, os policiais militares encontraram 75 fardos de maconha, pesando cerca de 21 kg cada, o que totalizou 1.575 quilos da droga. Com o impacto do capotamento, o carro ficou destruído e não pôde ser guinchado imediatamente.

Toda a droga foi encaminhada e apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas. O caso segue sob investigação para identificar o proprietário do veículo e o condutor foragido.

Fonte: Campo Grande News

“Fogo Zero. Futuro Verde!”: campanha reforça combate aos incêndios florestais após MS reduzir em 89% área queimada

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Foto: Divulgação

Campanha realizada pela Reflore/MS, Sistema Famasul e Senar/MS reforça ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida no combate ao fogo em Mato Grosso do Sul

O combate aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul passa por ações integradas de prevenção, monitoramento e resposta rápida. Com esse foco, a Reflore/MS, em realização conjunta com o Sistema Famasul e o Senar/MS, lançou, nesta terça-feira (12), a 14ª edição da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, no auditório da Casa Rural, em Campo Grande. Com o tema “Fogo Zero. Futuro Verde!”, a iniciativa reforça a atuação conjunta do setor florestal no enfrentamento aos incêndios, com apoio do Governo do Estado, Corpo de Bombeiros Militar e Ibama/MS.

Um dos destaques do evento foi a apresentação do panorama atualizado dos focos de incêndio em Mato Grosso do Sul. Dados do Boletim de Monitoramento dos Incêndios Florestais, do Cemtec/Semadesc, apontam redução significativa nas áreas afetadas por incêndios florestais no Estado, especialmente em comparação a 2024, ano que registrou os maiores índices de emergência ambiental.

Em 2025, foram contabilizados 1.844 focos de calor, redução de 85,9% em relação aos 11.993 registrados no ano anterior. Já a área queimada passou de 2.057.400 hectares, em 2024, para 213.136 hectares em 2025, uma queda de 89,33%.

Durante a abertura do evento, o presidente da Reflore/MS, Júnior Ramires, destacou a importância da integração entre empresas, instituições e equipes operacionais, reforçando que o trabalho contínuo de prevenção e resposta rápida é fundamental para reduzir os impactos dos incêndios florestais no Estado.

Além da apresentação dos dados, o evento detalhou as estratégias operacionais adotadas no monitoramento e combate aos incêndios florestais. Entre as estruturas utilizadas estão de 180 a 200 torres de monitoramento instaladas em pontos estratégicos, permitindo a identificação rápida de focos de incêndio e atuação coordenada entre equipes e centros de controle.

Outro ponto apresentado foi o sistema de ajuda mútua utilizado no enfrentamento às ocorrências, baseado na integração entre empresas, instituições e equipes operacionais. O modelo conta com um pool de aeronaves compartilhadas, utilizadas no monitoramento aéreo, combate direto ao fogo e transporte de equipes.

A estrutura também inclui o uso compartilhado de equipamentos de linha amarela, como tratores e máquinas pesadas, fundamentais para abertura de acessos, limpeza de áreas e criação de barreiras de contenção, contribuindo para mais agilidade e segurança nas operações em campo.

Durante a abertura do evento, o diretor-tesoureiro do Sistema Famasul, Frederico Stella, destacou a importância da integração entre as instituições e do trabalho contínuo voltado à prevenção.

Capacitação

Desde 2018, o Senar/MS realiza, em parceria com a Reflore/MS e o Corpo de Bombeiros Militar, o curso de Sistema de Comando de Incidentes (SCI). A capacitação prepara profissionais para atuação na prevenção e combate aos incêndios florestais, com base em protocolos de gestão, planejamento operacional e simulações práticas.

Ao longo desse período, foram promovidas oito turmas, totalizando 177 participantes capacitados entre colaboradores de empresas associadas e instrutores do Senar/MS.

Conscientização e educação ambiental

O lançamento da campanha também marcou o início da 4ª edição da Jornada Florestal da Reflore, iniciativa que aproxima estudantes universitários da realidade do setor florestal. Neste ano, a ação reúne 40 estudantes e seis professores dos cursos de Engenharia Florestal, sendo 20 alunos e três professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), do campus de Chapadão do Sul, e 20 alunos e três professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), de Aquidauana.

A programação inclui visitas técnicas às empresas associadas à Reflore/MS, acompanhadas pela equipe da associação e pelos professores das instituições de ensino, proporcionando experiências práticas e fortalecendo a conexão entre teoria e mercado de trabalho.

Durante o evento, também foi apresentado o mascote oficial da Reflore/MS, o Reflorito, criado para atuar como ferramenta de educação ambiental, especialmente junto ao público infantil.

A campanha ainda prevê a instalação de 10 outdoors em rodovias estratégicas do Estado, além de ações de panfletagem no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

As estratégias de comunicação incluem produção de vídeos para redes sociais, spots de rádio e conteúdos educativos, ampliando o alcance das mensagens de prevenção junto à população.

Sobre a Reflore/MS

A Reflore/MS é a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas, que reúne empresas líderes da cadeia florestal com sede ou filial no Estado. Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, a associação congrega, representa e defende os interesses coletivos de suas associadas, com foco na utilização responsável e inovadora das florestas plantadas.

Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Foto: Divulgação

Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Startup brasileira usa biotecnologia para transformar resíduo do babaçu em proteína e abrirnova frente de renda para comunidades amazônicas

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Foto: Divulgação/Fundo JBS pela Amazônia

Tecnologia inédita de fermentação eleva em 4,5 vezes o teor proteico da farinha de babaçu e cria ingrediente para o mercado de plant-based; projeto foi financiado com R$ 2,7 milhões do Fundo JBS pela AmazôniaBab

A BIOINFOOD, deep tech paulista de biotecnologia industrial, conseguiu transformar a farinha do mesocarpo de babaçu — um subproduto que até agora não tinha destino industrial — em um ingrediente proteíco viável para a indústria de alimentos. A tecnologia, desenvolvida em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), multiplica por mais de quatro vezes o teor proteico da farinha: de 1,5% para cerca de 7%. O resultado é um ingrediente com textura fibrosa, sabor equilibrado e potencial direto de uso em hambúrgueres e outros produtos plant-based.

Os resultados foram apresentados em abril de 2026 na New Meat Brazil, o principal evento de proteínas alternativas do país, em São Paulo. O projeto contou com financiamento de R$ 2,7 milhões do Fundo JBS pela Amazônia, por meio do Programa Biomas InovAmazônia do GFI Brasil.

“O InovAmazônia foi o maior projeto apoiado pelo fundo no eixo de Pesquisa e Desenvolvimento desde sua criação, em 2020. A Amazônia tem oportunidades que ainda não foram aproveitadas, e as pesquisas que apoiamos mostram que é possível construir um futuro diferente para as comunidades amazônicas e para toda a cadeia de alimentos brasileira. O projeto da BIOINFOOD com o babaçu é um exemplo concreto disso – ciência aplicada, ingrediente nacional e impacto real para quem vive da floresta. É esse tipo de resultado que justifica o investimento”, destaca Lucas de Oliveira Scarascia, Gerente Executivo de Projetos do Fundo JBS pela Amazônia.

Da quebradeira de coco ao ingrediente industrial

O babaçu é explorado há décadas de forma extrativista, sobretudo no Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. Cerca de 62 mil pessoas em 50 mil domicílios vivem da atividade, com destaque para as quebradeiras de coco — mulheres que, por gerações, coletam, quebram e beneficiam o fruto manualmente. Apesar do potencial técnico da área disponível ser de 1,5 milhão de toneladas por ano, a produção atual mal passa de 4% desse total.

O principal produto da cadeia é o óleo, extraído da amêndoa. A farinha do mesocarpo — o que sobra — é praticamente descartada. É exatamente esse resíduo que a BIOINFOOD transformou em matéria-prima de alto valor. O projeto contou ainda com o apoio da Rede Terra do Meio do Alto Xingú, no Pará, que forneceu amostras e recebeu a equipe em visitas às comunidades. A rede reúne 35 organizações de povos indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares, somando 9 milhões de hectares protegidos.

“O InovAmazônia demonstrou que a biodiversidade brasileira não precisa ficar só no discurso – ela pode estar no prato. O projeto da BIOINFOOD com o babaçu é um exemplo concreto de como conseguimos uma sustentabilidade ainda maior quando olhamos para o aproveitamento completo de espécies nativas, agregando valor a partes que hoje são subaproveitadas. O Brasil tem como ser referência global em proteínas alternativas e iniciativas como essa mostram o caminho”, afirma Cristiana Ambiel, Diretora de Ciência e Tecnologia, GFI Brasil.

Como funciona a tecnologia

O processo combina seleção de cepas de levedura, hidrólise enzimática e fermentação em biorreatores automatizados. As leveduras convertem os açúcares da farinha em biomassa proteica — sem necessidade de novos cultivos ou desmatamento. A tecnologia já foi validada em escala laboratorial, com um protótipo de hambúrguer plant-based produzido e avaliado. O momento simbólico do projeto foi a degustação do hambúrguer à base de proteína de babaçu na cerimônia de encerramento do InovAmazônia, com a presença de Cornelia Rodrigues, a Nelinha do Babaçu, empreendedora maranhense que representa as comunidades de quebradeiras de coco.

A BIOINFOOD busca agora parceiros comerciais para a fase de escala piloto, com interesse especial em indústrias de ingredientes funcionais e empresas plant-based que queiram diversificar portfólio com matéria-prima nacional e rastreaável.

“Ao gerar um ingrediente proteíco alternativo, nosso projeto contribui diretamente para redução da dependência de proteínas de maior impacto ambiental e possibilita a diversificação das fontes de proteína vegetal, alinhada às estratégias de sustentabilidade e segurança alimentar. A tecnologia também estimula o modelo de uso sustentável de espécies nativas, sem necessidade de desmatamento ou cultivo intensivo com ampliação da aplicação do fruto do babaçu. Em termos de impactos sócio-econômicos, o destino mais nobre do coproduto da cultura do babaçu promove o aumento da renda das comunidades extrativistas e estimula a permanência das populações tradicionais em seus territórios”, diz Osmar Netto, PhD, co-fundador da BIOINFOOD e líder do projeto.

Mercado e internacionalização

O mercado global de proteínas alternativas deve atingir US$ 88,8 bilhões até 2034, crescendo a 14,3% ao ano. No Brasil, o setor movimentou R$ 1,13 bilhão em 2024, alta de 14% sobre o ano anterior. A demanda europeia e americana por ingredientes de origem sustentável, rastreaável e com impacto socioambiental positivo cria uma janela real para a internacionalização da tecnologia.

A mesma plataforma de fermentação pode ser aplicada a outros coprodutos agroindustriais — farelo de trigo, milho e arroz, além de cascas de oleaginosas nativas como castanha-do-Brasil, macaúba e cupuaçu — ampliando significativamente o potencial da empresa.

“Quando uma deep tech como a BIOINFOOD traz um desafio real de mercado para dentro do laboratório, a ciência deixa de ser acadêmica e passa a ser instrumento de transformação econômica. O babaçu é um exemplo concreto de como a parceria entre instituição pública de pesquisa e empresa inovadora pode encurtar o caminho entre o coproduto e o ingrediente industrial, com rigor científico e viabilidade real de escala”, declara Roseli Ferrari, Pesquisadora Científica Nível VI e Diretora Técnica de Divisão, CCQA/ITAL.

Sobre a BIOINFOOD

Fundada em 2018 por Gabriel Galembeck, Gleidson Teixeira e Osmar Netto, a BIOINFOOD atua em biotecnologia industrial sob modelo de R&D as a Service. Tem mais de 20 projetos com clientes em 8 países, incluindo EUA, França e Emirados Árabes. Em 2025, venceu o Fi Innovation Awards e o Startup Innovation Challenge (FiSA), e foi eleita uma das 100 startups mais promissoras do Brasil pela PEGN/Época Negócios.

Sobre o Fundo JBS pela Amazônia

O Fundo JBS pela Amazônia foi criado em 2020 com dois objetivos: contribuir para a recuperação de áreas degradadas e para a conservação da Amazônia, investindo em modelos de negócios inclusivos e rentáveis focados em bioeconomia, cadeias produtivas e ciência. Por meio de uma rede de parceiros e cofinanciadores, os projetos apoiados beneficiam agricultores familiares, extrativistas, empreendedores, ribeirinhos, quilombolas e populações indígenas, unindo conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida. Saiba mais em fundojbsamazonia.org.

SEGURANÇA E CIDADANIA — Da Lei do 44 à Inteligência Artificial: A evolução da segurança cidadã

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Foto: Divulgação

A expressão “Justiça de Mato Grosso: 44” ficou historicamente conhecida por ser entoada nos bingos das quermesses das igrejas, sobretudo no interior. A referência dizia respeito ao calibre de um revólver amplamente utilizado à época, quando Mato Grosso ainda integrava o então Estado uno. Inserida em um contexto cultural fortemente ligado à autodefesa, a posse e o porte de armas eram socialmente aceitos, especialmente em propriedades rurais distantes e de grande extensão territorial. A justificativa recorrente era a necessidade de proteção contra ataques de animais silvestres e eventuais ameaças à integridade física dos moradores.

Era igualmente comum, durante as festividades de passagem de ano, a prática indiscriminada de disparos de arma de fogo para o alto, comportamento que colocava em risco a integridade física da população e, de modo especial, dos policiais militares que realizavam o policiamento ostensivo nas ruas. Diante da ausência de amparo legal adequado para intervir, restava muitas vezes aos agentes de segurança o recolhimento aos quartéis, como medida de autoproteção.

No campo do trânsito, a realidade não era diferente. A legislação vigente à época não previa o uso obrigatório do cinto de segurança por motoristas e passageiros, apesar de se tratar de um dos equipamentos de proteção individual que mais salva vidas em todo o mundo.

Esses exemplos ilustram como profundas mudanças comportamentais decorreram da evolução legislativa, a qual passou a refletir uma nova forma de agir: mais preventiva, responsável, respeitosa e socialmente aceitável. Tais transformações, embora inicialmente impactantes, revelaram-se fundamentais para a melhoria do convívio social e da proteção à vida.

Ao transpor essa reflexão para o campo específico da segurança pública, destacam-se dois exemplos que hoje pautam o debate nacional e regional. O primeiro é a série documental Territórios – Sob o Domínio do Crime, lançada pela Globoplay, que aborda a expansão das facções criminosas e suas graves implicações na vida social brasileira. O segundo diz respeito à realidade local: o Índice de Progresso Social aponta o município de Japorã, localizado na fronteira com o Paraguai, entre as 20 cidades com pior qualidade de vida do Brasil, considerando indicadores como saúde, educação, saneamento, moradia, inclusão social, acesso a oportunidades e segurança pública.

Ambos os exemplos evidenciam a preocupação crescente, notória e praticamente unânime com a segurança pública. Nesse cenário, torna-se imprescindível compreender o cidadão e exercitar permanentemente o diálogo — principal ferramenta da administração pública — como caminho essencial para a construção de soluções eficazes e legítimas.

É necessário adotar um olhar inovador, capaz de atender às reais necessidades da população. Investir em maior conectividade, por meio de ferramentas como câmeras de monitoramento, drones, inteligência artificial e sistemas de reconhecimento facial, amplia a capacidade de interação do Estado com o cidadão, promove maior transparência, melhora o desempenho institucional e fortalece uma segurança pública verdadeiramente cidadã.

A modernização, por si só, confere maior legitimidade à atuação estatal e permite identificar com celeridade tendências, riscos e prioridades estratégicas. Não se trata apenas da análise fria das estatísticas criminais, mas da percepção concreta da insegurança, muitas vezes refletida no medo cotidiano que impacta de forma devastadora a qualidade de vida da população.

Por fim, é imprescindível ter grandeza de propósitos para enfrentar o debate sobre segurança pública de forma madura, sem corporativismos, preconceitos ou interesses eleitoreiros. Esse debate deve envolver as três esferas de poder e abranger temas estruturantes, como a autonomia administrativa e financeira e o empoderamento como polícia administrativa das corporações estaduais, a inclusão de policiais temporários e a implementação do ciclo completo de polícia. Tudo isso deve ser discutido com prioridade pelos técnicos do setor, pela comunidade acadêmica e pela sociedade organizada, visando a uma prestação de serviços de segurança pública mais eficiente, humana e alinhada às demandas sociais contemporâneas.

Vídeo: Divulgação

PRORROGADO – Prazo final para aderir REFIS 2025 passa a ser 30 de junho

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria de Fazenda (SEFAZ), oferece mais uma oportunidade para que contribuintes com débitos junto ao município possam regularizar suas pendências de forma facilitada. Foi prorrogado para o dia 30 de junho o prazo para adesão do Programa “Dívida Zero” REFIS 2025.

Quem aderir ao programa, tem a chance de sanar suas dívidas com até 70% de desconto das multas e juros para pagamento à vista e 30% de desconto para parcelamento.

DÉBITOS CONTEMPLADOS

O Programa Dívida Zero (REFIS) vale para débitos com IPTU, ISSQN, ITBI em processos de integralização, alvarás de funcionamento e construção, multas por terrenos sujos, falta de calçadas, multas ambientais, débitos do Procon e de posturas.

Não entram no programa: multas de trânsito, indenizações ao município e débitos de natureza contratual, contrapartida financeira, outorga onerosa, arrendamento ou alienação de imóveis.

SERVIÇO

Para quem tem interesse em aderir o programa antes do prazo final, basta procurar o Departamento de Tributação, de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h, localizado no Paço Municipal na Avenida Antônio Trajano, nº 30 – Centro. O contato do setor é o (67) 992140322 (SOMENTE MENSAGEM VIA WHATSAPP) ou e-mail: [email protected]

10ª Conferência Municipal de Saúde de Três Lagoas acontece no dia 2 de junho e inscrições estão abertas

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Conselho Municipal de Saúde, realizará no próximo dia 2 de junho a 10ª Conferência Municipal de Saúde, um importante espaço de diálogo, participação popular e construção de propostas voltadas ao fortalecimento da saúde pública no município.

Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, a conferência reunirá usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da saúde, gestores e representantes da sociedade civil para discutir políticas públicas e definir prioridades para o setor.

O encontro será realizado na Câmara Municipal de Três Lagoas, as 19h, reunindo representantes de diversos segmentos da comunidade para debater temas essenciais relacionados ao atendimento em saúde, financiamento do SUS, promoção da equidade, cuidado integral e fortalecimento da participação social.

A participação da comunidade é fundamental para fortalecer o SUS e colaborar na construção de políticas públicas que atendam às necessidades da população tres-lagoense.

INSCRIÇÕES

Os interessados em participar da 10ª Conferência Municipal de Saúde podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do link abaixo:

CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

SERVIÇO

  • Data: 2 de junho de 2026
  • Local: Câmara Municipal de Três Lagoas
  • Horário: 19h

VAGAS DE EMPREGO – Veja as oportunidades disponíveis na Casa do Trabalhador nesta terça-feira (26)

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Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta terça-feira, 26 de maio de 2026. No total, são 135 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.

Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.

Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.

Veja as vagas disponíveis:

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil

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Foto: Pollyanna Eloy

O plenário da Câmara Municipal de Três Lagoas foi palco, na noite desta segunda-feira (25), da abertura oficial do Curso de Capacitação em Gestão de Riscos e Desastres, iniciativa que reforça o compromisso do município com a proteção da população e a preparação diante de situações de emergência.

O evento reuniu autoridades civis e militares, representantes de entidades e lideranças comunitárias, demonstrando a união de forças em torno de um tema cada vez mais essencial para o desenvolvimento seguro da cidade.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

A capacitação terá a duração de três dias e será ministrada pelo capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto Ladislau dos Santos, e é voltada à preparação de agentes públicos, voluntários e membros da comunidade para atuação em situações de risco e desastres.

Participaram da solenidade o presidente da Câmara Municipal e vereador Antônio Luiz Teixeira Empke Júnior, o “Tonhão”, Eurídice Silveira; representando a União Três-Lagoense das Associações de Moradores de Bairro (UTAM); o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ronaldo Moreira; o comandante do CPA-2, coronel Mauro César Sales Ormay; além da chefe de gabinete Luiza Mas, representando o prefeito municipal, Dr. Cassiano Maia, entre outras autoridades civis e militares.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Durante o evento, as autoridades destacaram a importância do fortalecimento da Defesa Civil e da capacitação constante para que o município esteja preparado para agir com rapidez e eficiência diante de possíveis situações críticas.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Representando o Executivo Municipal, Luiza Mas ressaltou que investir em prevenção é investir diretamente na segurança da população. “Preparar pessoas para agir em momentos de risco é salvar vidas. Três Lagoas segue avançando com responsabilidade, planejamento e união entre as instituições”, destacou.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Já o presidente da Câmara, vereador Tonhão, enfatizou o papel estratégico da Defesa Civil no município e a importância da participação coletiva.

“A Defesa Civil é fundamental para garantir respostas rápidas e eficientes em momentos difíceis. Esse curso representa mais conhecimento, mais preparo e mais proteção para nossa população”, afirmou.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Primeira mulher a comandar a Defesa Civil de Três Lagoas é homenageada

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem prestada à ex-coordenadora da Defesa Civil de Três Lagoas, Lúcia Castro, reconhecida pelo trabalho de excelência realizado à frente da instituição e por ter sido a primeira mulher a comandar a Defesa Civil no município.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

A homenagem emocionou os presentes e simbolizou o reconhecimento à dedicação, liderança e compromisso demonstrados durante sua atuação, deixando um importante legado para a história da Defesa Civil em Três Lagoas.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Ao longo de sua trajetória, Lúcia se destacou pelo trabalho humanizado, técnico e comprometido com a segurança da população, sendo peça importante no fortalecimento das ações preventivas e de resposta no município.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

A abertura do curso reforça o avanço de Três Lagoas na construção de uma cidade mais preparada, resiliente e consciente da importância da prevenção diante de situações de emergência e desastres.

Três Lagoas fortalece prevenção e resposta a desastres com curso de capacitação promovido pela Defesa Civil
Foto: Pollyanna Eloy

Por: Pollyanna Eloy

Dia da Indústria: como Três Lagoas transformou a Costa Leste de MS no motor industrial do Estado

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Impulsionada pela celulose, principal produto da pauta exportadora industrial, MS já movimentou mais de US$ 10 bilhões em exportações, consolidando o setor como motor da economia estadual, segundo dados da  Semadesc

Durante décadas, a economia da região Leste de Mato Grosso do Sul esteve ligada principalmente à pecuária, à agricultura e ao transporte ferroviário. O “carro-chefe” era a produção de soja e de commodities agrícolas. Mas, nas últimas décadas, especialmente a partir da segunda metade dos anos 1990, a industrialização mudou completamente o perfil econômico da região e colocou Três Lagoas no centro desse processo.

Hoje, no Dia da Indústria, a história da Costa Leste sul-mato-grossense revela uma transformação marcada pelo avanço do setor frigorífico, pela agroindústria da soja e, mais recentemente, pelo boom da celulose, que elevou o valor agregado das exportações e consolidou a região como potência industrial.

O INÍCIO: FRIGORÍFICOS E GERAÇÃO DE EMPREGOS

Antes da chegada das gigantes da celulose, a industrialização em larga escala ainda dava seus primeiros passos. Uma das empresas pioneiras foi o Frigotel, Frigorífico Três Lagoas Ltda, fundado pelo empresário Júlio Ferreira Xavier. (Foto abaixo)

Dia da Indústria: como Três Lagoas transformou a Costa Leste de MS no motor industrial do Estado

Em 1975 foi iniciada a construção do frigorífico, que começou abatendo cerca de 80 animais por dia. Com o crescimento das operações, chegou a mil cabeças abatidas diariamente e empregou aproximadamente mil trabalhadores de forma direta.

Mais do que uma indústria, o Frigotel tornou-se símbolo de desenvolvimento social. Os funcionários tinham acesso a médico, dentista, refeitório, assistência social e transporte próprio, algo considerado avançado para a época.

A empresa também colocou o nome de Três Lagoas no mercado internacional, exportando carne para países como Inglaterra, Itália, Suíça, Alemanha, Israel, Hong Kong e Singapura.

Naquele momento, o frigorífico representava uma das maiores fontes de arrecadação e empregos do município, abrindo caminho para o processo de industrialização que viria nas décadas seguintes.

DA SOJA AO VALOR AGREGADO

Depois do avanço do setor frigorífico, outro marco industrial foi a instalação da Matosul, esmagadora de soja que posteriormente se tornou unidade da Cargill.

A soja consolidou-se por muitos anos como principal força econômica da região. Porém, boa parte da produção era exportada in natura, com menor valor agregado

A industrialização mudou essa lógica.

Na gestão do então prefeito Issam Fares, que administrou Três Lagoas por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004, ocorreu um grande salto industrial. Sua gestão foi um marco para o município, pois lançou as bases do processo de industrialização da cidade ao trazer a infraestrutura necessária, como a chegada do gasoduto natural.

Foi durante essa era que o município começou a traçar o perfil de polo regional. A administração foi responsável por atrair a primeira grande linha de produção para a cidade a Fábrica da Mabel.Essa foi a primeira grande indústria em linha a se instalar no município, consolidando o início da vocação industrial local.

O trabalho de atração e consolidação de infraestrutura iniciado por Issam Fares pavimentou o caminho para que, logo após a sua gestão, Três Lagoas atraísse grandes indústrias  de celulose que hoje são os pilares da economia local.

Em vez de apenas exportar matéria-prima, a região passou a agregar valor à produção por meio da transformação industrial. Esse movimento ganhou força especialmente com o setor de celulose, que elevou o patamar econômico da Costa Leste.

O BOOM INDUSTRIAL DA CELULOSE

Dia da Indústria: como Três Lagoas transformou a Costa Leste de MS no motor industrial do Estado
Distrito Industrial de Três Lagoas (foto: Assessoria)

O processo de industrialização acelerada de Três Lagoas começou a partir de 1997, impulsionado por políticas estaduais de atração de investimentos.

Mas foi nos anos 2000 que ocorreu o grande “boom” industrial, com a chegada das fábricas de celulose.

A combinação entre disponibilidade de terras, logística ferroviária, energia, água e florestas plantadas transformou Três Lagoas em referência nacional no setor.

A indústria da celulose provocou impactos profundos:

* geração de milhares de empregos diretos e indiretos;

* expansão do comércio;

* crescimento do setor imobiliário;

* aumento da arrecadação;

* investimentos em infraestrutura;

* fortalecimento dos setores de serviços e transporte.

Restaurantes, supermercados, hotéis, empresas de manutenção e transporte cresceram junto com a indústria. A cidade passou a atrair trabalhadores de várias regiões do país.

Além disso, os investimentos privados também ajudaram a impulsionar áreas como saúde, educação e projetos sociais.

COSTA LESTE: POTÊNCIA INDUSTRIAL DE MATO GROSSO DO SUL

Hoje, a região Leste de Mato Grosso do Sul responde por praticamente metade da força industrial do Estado.

Segundo dados da Fiems, a região reúne 18 municípios:

Água Clara, Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Bataiporã, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Taquarussu e Três Lagoas.

Os números demonstram a dimensão econômica da industrialização:

* PIB industrial de R$ 11 bilhões;

* 43% de todo o PIB industrial de Mato Grosso do Sul;

* 35% de participação da indústria no PIB regional;

* 52,3 mil trabalhadores empregados diretamente;

* 1.656 empresas industriais ativas;

* massa salarial de R$ 2,46 bilhões.

Entre os principais segmentos industriais da região estão:

* construção civil;

* frigoríficos e produtos de carne;

* fabricação de celulose;

* biocombustíveis;

* energia e saneamento;

* indústria têxtil;

* plástico;

* calçados;

* eletrodomésticos;

* couro;

* açúcar e pescado.

DE POLO AGROPECUÁRIO A REFERÊNCIA INDUSTRIAL

A trajetória da Costa Leste de Mato Grosso do Sul mostra como a industrialização mudou a dinâmica econômica regional.

Se antes a força econômica estava concentrada na produção agropecuária e na exportação de commodities, hoje o diferencial está no valor agregado gerado pela indústria.

E nesse cenário, Três Lagoas tornou-se símbolo dessa transformação: uma cidade que saiu da vocação agropecuária para se consolidar como uma das maiores referências industriais do país, especialmente no setor de celulose.

(*) Ricardo Ojeda e Nathália Santos, como informações FIEMS e Semadesc

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas

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Miguel Cadini atravessou três décadas de transformação e se tornou testemunha da revolução florestal que mudou para sempre a história de Três Lagoas e de Mato Grosso do Sul

Quando Miguel Tadeu Gonçalves Cadini tinha apenas 15 anos, caminhava admirado pelos hortos florestais de Mogi Guaçu (SP), observando de longe aquela que era a maior empresa da cidade: a Champion Papel e Celulose. Filho de uma família simples, enxergava naquele cenário algo muito maior do que árvores e fábricas. Via ali um sonho de futuro.

Naquela época, tudo parecia distante. Mas havia uma convicção silenciosa dentro dele: um dia faria parte daquela história.

O SONHO QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES

Mais de três décadas depois, Miguel não apenas realizou o sonho de trabalhar na empresa que admirava na adolescência, como também se tornou uma das testemunhas vivas da revolução florestal que transformou Três Lagoas e Mato Grosso do Sul em referência mundial na produção de celulose.

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas
Evento do Dia da Árvores com os alunos da escola da fazenda (Foto: Arquivo pessoal)

Sua trajetória profissional se mistura com a própria evolução do setor na região. Das estradas de terra sem infraestrutura até o atual complexo industrial reconhecido internacionalmente, Miguel acompanhou — e ajudou a construir — cada capítulo dessa transformação.

Formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), uma das instituições mais respeitadas do país na área, ele persistiu durante 12 anos entre o nascimento do sonho e a conquista da vaga na Champion. Ainda estudante, aproveitava as férias da graduação para estagiar na empresa que tanto admirava. Após concluir o curso, foi contratado para atuar em Mogi Guaçu, tornando-se o primeiro engenheiro florestal da Champion nascido na cidade.

“Foi a realização de um sonho. Algo marcante e impossível de esquecer”, relembra emocionado.

QUANDO TRÊS LAGOAS AINDA ERA APENAS UMA PROMESSA

Mas o destino ainda reservava um desafio ainda maior.

Quatro anos depois, Miguel recebeu a missão de vir para Três Lagoas para ajudar na implantação da base florestal que sustentaria um futuro projeto industrial. Naquele momento, ninguém imaginava a dimensão do que estava por nascer.

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas
As premiras plantações de eucalipto: “na época, plantar 5 mil hectares de eucalipto por ano era considerado um feito histórico” (Foto: Reprodução/arquivo pessoal)

“O projeto inicial era uma fábrica de papel de 500 mil toneladas voltada para o Mercosul. Era impossível imaginar o tamanho que isso se tornaria”, recorda.

Na época, plantar 5 mil hectares de eucalipto por ano era considerado um feito histórico. Hoje, somente a Suzano planta entre 70 mil e 80 mil hectares anuais. Os números ajudam a dimensionar a grandiosidade da transformação vivida pelo setor nas últimas décadas.

DAS ESTRADAS DE TERRA AO MAIOR POLO DE CELULOSE DO PAÍS

Quando chegou a Mato Grosso do Sul, Miguel encontrou uma realidade completamente diferente da atual. Não havia internet, as estradas eram precárias e as viagens até as fazendas se transformavam em verdadeiras expedições, principalmente no período de chuvas.

“Hoje fazemos trajetos aos hortos florestais em 40 minutos. Naquela época, se chovesse, levávamos até três horas. Era uma aventura”, relembra.

Mesmo diante das dificuldades, o entusiasmo falava mais alto. O setor crescia rapidamente, novas oportunidades surgiam e milhares de famílias começavam a construir uma nova vida impulsionadas pela cadeia da celulose.

Ao longo da carreira, Miguel acompanhou todas as transformações corporativas do segmento: Chamflora, Champion, International Paper, Votorantim Celulose e Papel (VCP), Fibria e, finalmente, Suzano. Em cada fase, participou diretamente de projetos estratégicos, expansão das áreas florestais, negociações, arrendamentos e desenvolvimento da cadeia produtiva.

O LEGADO DE UMA VIDA DEDICADA À FLORESTA

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas
Equipe do início do projeto com os primeiros plantios em imagem registrada na entrada do Horto Barra da Moeda (Foto: Arquivo pessoal)

Mas, para ele, o maior legado não está apenas nos números ou nos investimentos bilionários.

“O setor florestal mudou vidas. Não apenas de quem trabalhava dentro da empresa, mas também das comunidades, dos vizinhos e das famílias inteiras que encontraram oportunidades de crescimento”, afirma.

Segundo Miguel, a chegada da celulose trouxe qualificação profissional, renda, infraestrutura e desenvolvimento social para toda a região. Pessoas vindas de diferentes estados encontraram em Três Lagoas a chance de recomeçar — exatamente como aconteceu com ele.

RAÍZES FINCADAS EM MATO GROSSO DO SUL

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas
Segurança sempre foi prioridade desde o começo do projeto (Foto: Arquivo pessoal)

E foi também em Mato Grosso do Sul que ele construiu sua família.

Solteiro quando chegou à cidade, conheceu em Três Lagoas a esposa Yuu, com quem está casado há 23 anos. Juntos, formaram uma família e tiveram dois filhos três-lagoenses.

Muito além da floresta: O Legado humano do homem que ajudou a plantar o futuro de Três Lagoas
O engenheiro florestal, Miguel Tadeu Gonçalves Cadini, recebeu o jornalista Ricardo Ojeda na sede da Suzano onde contou a sua história de 30 anos no setor (Foto: Perfil News)

“Essa cidade me acolheu. Aqui construí minha carreira, minha família e minha história”, diz emocionado.

“NUNCA DESISTAM”

Hoje, aos 56 anos e com mais de 30 anos dedicados ao setor florestal, Miguel olha para trás com orgulho da caminhada construída. Participou da criação da Reflore — entidade que se tornou referência no desenvolvimento florestal em Mato Grosso do Sul — e ajudou a consolidar uma atividade que transformou definitivamente a economia regional.

Confira a entrevista completa:

Ao final da entrevista, ele deixa uma mensagem simples, mas carregada de significado para as novas gerações que sonham em construir carreira no setor de celulose: “Nunca desistam. O setor está crescendo, gera oportunidades e valoriza pessoas comprometidas. Quem estuda, se prepara e acredita no próprio sonho encontra espaço para crescer.”

A história do gerente de Negócios Florestais da Suzano é mais do que uma trajetória profissional. É o retrato de uma geração que acreditou no potencial de Mato Grosso do Sul quando tudo ainda era apenas um projeto no papel. Uma história construída com coragem, persistência e trabalho duro — e que continua inspirando novos sonhos no coração do Vale da Celulose.

PRF apreende 110 quilos de drogas, após dois flagrantes em Água Clara e Três Lagoas

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Foto: Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 110 quilos de drogas, neste último domingo (24), após dois flagrantes em Água Clara (MS) e Três Lagoas (MS).

Em Água Clara, na BR-262, os policiais abordaram um VW/Voyage. Durante a fiscalização, notaram que o motorista apresentava nervosismo. Foi realizada uma busca no veículo e encontrados quatro quilos de haxixe, 2,7 quilos de skunk dentro do tanque de combustíveis.

PRF apreende 110 quilos de drogas, após dois flagrantes em Água Clara e Três Lagoas
Foto: Divulgação

Segundo a PRF, o motorista disse que levaria as drogas de Campo Grande até Itumbiara (GO).

2º FLAGRANTE

No segundo flagrante, na BR-158 em Três Lagoas, os policiais deram ordem de parada a uma Fiat/Strada, porém o condutor não parou e iniciou fuga. Foi realizado o acompanhamento tático, até que ao entrar no perímetro urbano do município, o motorista em fuga perdeu o controle da direção e colidiu com o portão de uma empresa, ninguém ficou ferido.

PRF apreende 110 quilos de drogas, após dois flagrantes em Água Clara e Três Lagoas
Foto: Divulgação

O homem foi preso e na picape os policiais encontraram 100 quilos de maconha, 1,2 quilo de skunk e 300 gramas de haxixe. O preso disse ter pego as drogas em Dourados e que as entregaria em Barretos.

As ocorrências foram encaminhadas às Polícias Judiciárias locais.

PRF apreende 110 quilos de drogas, após dois flagrantes em Água Clara e Três Lagoas
Foto: Divulgação

Rota Bioceânica impulsiona agenda de ciência, inovação e desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul

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Foto: Divulgação

A consolidação da Rota Bioceânica como eixo estratégico de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para Mato Grosso do Sul pautou o Workshop CT&I na Rota Bioceânica, realizado nesta segunda-feira (25), em Campo Grande. Promovido pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Senac Hub Academy, o encontro reuniu representantes das prefeituras dos municípios sul-mato-grossenses inseridos no Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio, além da Fundect, instituições de ensino superior e centros de pesquisa do Estado.

A abertura do evento foi conduzida pelo secretário Artur Falcette, da Semadesc, pelo secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna, pelo prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, representando os municípios da rota e por Ana Carina Pini de Mello, Diretora de Inovação, Planejamento e Tecnologia do Senac.

O secretário Artur destacou que o corredor vai muito além de uma obra de infraestrutura logística e representa uma transformação econômica, cultural e tecnológica para Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Estado já percebe uma mudança concreta no perfil das empresas interessadas em investir na região, especialmente em municípios estratégicos como Porto Murtinho, Bela Vista e Sidrolândia, impulsionados pelas novas possibilidades logísticas abertas pela integração sul-americana.

“Estamos conversando hoje com empresas e indústrias que enxergam Mato Grosso do Sul como porta de entrada para insumos e componentes vindos do Sudeste Asiático. Isso muda o eixo do desenvolvimento e cria oportunidades em regiões que passam a ganhar protagonismo econômico dentro dessa nova dinâmica logística”, afirmou.

Artur Falcette também ressaltou a importância da academia na construção de políticas públicas voltadas à nova realidade econômica do Estado. “A rota não é apenas uma ponte ou um conjunto de rodovias. Ela traz oportunidades ligadas ao turismo, à gastronomia, à cultura, à integração entre os povos e ao desenvolvimento de novas atividades econômicas. E o Governo do Estado quer construir esse processo pautado na ciência, na inovação e no conhecimento produzido pelas universidades”, disse.

Governança e integração regional

A assessora especial da Semadesc para assuntos da Rota Bioceânica, Danniele Paiva, apresentou o histórico, os avanços e o atual estágio das discussões do Foro de Governadores e das câmaras temáticas do Corredor Bioceânico. Ela destacou o modelo de governança multinível que integra Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além do papel do Comitê Estadual da Rota Bioceânica, criado pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 16.366/2024.

Durante a apresentação, Danniele detalhou o andamento das obras estruturantes do corredor, como a ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, que já supera 90% de execução, além das obras de acesso rodoviário no Brasil e no Paraguai. Também apresentou o funcionamento das comissões técnicas do Foro, que discutem temas como turismo, segurança, saúde, educação, comércio exterior, infraestrutura e cidadania.

Ela destacou ainda que Mato Grosso do Sul vem assumindo protagonismo em diferentes frentes da governança do corredor, incluindo a coordenação de grupos técnicos, a organização de dados estratégicos e a articulação institucional com municípios e entidades parceiras.

Universidades e produção de conhecimento

Representando o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), o vice-reitor da UFMS, professor Dr. Albert Schiaveto de Souza, apresentou a visão estratégica das universidades para a Rota Bioceânica. O CRIE-MS reúne seis instituições de ensino superior públicas e privadas e atua como instância científica consultiva para apoiar o desenvolvimento da rota em parceria com o Governo do Estado.

A proposta apresentada prevê a consolidação de Mato Grosso do Sul como polo logístico, científico, tecnológico e de inovação da América do Sul, utilizando a Rota Bioceânica como vetor de integração econômica, científica e cultural. Entre as iniciativas previstas estão a criação de um observatório científico da rota, plataformas integradas de dados socioeconômicos e logísticos, estudos prospectivos, programas de formação profissional, cooperação internacional e projetos voltados ao desenvolvimento regional sustentável.

O plano também prevê ações em áreas como logística internacional, comércio exterior, inovação, economia criativa, turismo integrado, extensão universitária e apoio à criação de startups voltadas à nova economia regional.

Ciência, tecnologia e inovação na rota

Encerrando a programação técnica, o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, apresentou o subprograma Rota Bioceânica dentro do Programa Estadual de CT&I – MS Inova Mais. A proposta busca utilizar ciência, tecnologia e inovação como vetores de integração, competitividade e desenvolvimento sustentável ao longo do corredor bioceânico.

Senna destacou que o programa prevê ações integradas entre governo, academia, iniciativa privada e ecossistemas de inovação dos países envolvidos na rota, com foco em pesquisa aplicada, formação de capital humano, transferência de tecnologia, cooperação internacional e desenvolvimento de soluções para desafios estratégicos.

Entre as entregas já estruturadas, Ricardo Senna apresentou o Observatório da Rota, ferramenta integrada à plataforma MS Inova Mais e que fará parte do Hub de Inovação da Rota Bioceânica. O observatório reunirá informações, dados estratégicos, estudos e conexões voltadas ao desenvolvimento de soluções inovadoras e ao fortalecimento da competitividade regional.

“O objetivo é transformar Mato Grosso do Sul em um polo de ciência, inovação, cooperação internacional e desenvolvimento sustentável conectado à dinâmica da Rota Bioceânica”, destacou o secretário-executivo.

(*) Marcelo Armôa, Semadesc

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