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Tropas aliadas avançam no deserto, controlam dutos de petróleo e lutam por porto no sul

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21/03/2003 08h55 – Atualizado em 21/03/2003 08h55

BAGDÁ – Soldados britânicos usaram ataques combinados por ar e terra na madrugada de sexta-feira para assumir o controle da Península de Faw, que se estende do Golfo Pérsico até Basra, o que põe as forças da coalizão no controle dos principais dutos de petróleo iraquianos. Embora a bandeira americana já tremule sobre a cidade de Umm Qasr, o ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, disse que a batalha continua pela cidade, único porto comercial de águas profundas do país. Ele afirmou que espera que os aliados controlem o local no sul rapidamente.

As forças da coalizão, que estavam no Kuwait, avançam numa ampla frente terrestre por território iraquiano após abrir uma intensa barreira de artilharia e encontrar resistência moderada das forças iraquianas. Os soldados aliados avançam rumo à cidade estratégica de Basra – de maioria de população xiita, cercada por poços de petróleo. Segundo comandantes, seu objetivo final é Bagdá.

A longamente aguardada ação por terra começou um dia antes do planejado, devido à decisão do presidente George W. Bush de lançar o “ataque de decapitação” contra Saddam Hussein e a liderança iraquiana na madrugada de quinta-feira. O contra-almirante dos EUA John Kelly disse nesta sexta-feira acreditar que a guerra será vencida rapidamente.

  • Vamos vencer a guerra e vencê-la rápido – disse Kelly, comandante do porta-aviões Abraham Lincoln, estacionado no Golfo Pérsico. Ele disse a jornalistas que as defesas aéres iraquianas contra mísseis cruzeiro Tomahawk e aviões militares aumentaram significativamente nos últimos dia em resposta aos ataques aéreos contra locais estratégicos em Bagdá.

Os americanos teriam encontrado certa resistência ao cruzar a fronteira do Kuwait, mas comandantes aliados disseram que, de forma geral, não há forte oposição das forças de Saddam à coalizão anglo-americana. Cerca de 250 de soldados iraquianos cruzaram a fronteira com o Kuwait para se render, acenando com bandeiras, para fuzileiros navais dos EUA e britânicos. As rendições ocorreram em sua maioria em Umm Qasr.

A rede de TV CNN afirmou que um fuzileiro naval americano foi morto a tiros, no que seria a primeira baixa em combate das forças aliadas. A emissora não afirmou onde o episódio ocorreu. Na madrugada desta sexta, 12 soldados britânicos e quatro americanos morreram na queda de um helicóptero da Fuziliaria Naval dos Estados Unidos. O helicóptero CH-46E caiu a cerca de 16 quilômetros ao sul da fronteira do Kuwait com o Iraque.

No lugar dos ataques aéreos maciços que marcaram os primeiros momentos da guerra, o segundo dia de campanha foi marcado pelo avanço dos comboios de tanques. Embora a rápida invasão por terra tenha começado sob a luz pálida da lua no deserto, em Bagdá, a capital iraquiana, as luzes dos caças, da artilharia antiaérea e dos poderosíssimos mísseis e bombas da coalizão anglo-britânica enchiam o céu de luzes e o solo de chamas, ao destruir vários prédios.

Explosões gigantescas iluminaram o céu na direção da cidade de Basra. No Norte do país, várias explosões sacudiram Mosul, a cidade mais importante da região. Quase simultaneamente, a cavalaria dos EUA entrava em território iraquiano. No início do segundo dia da guerra, o 3º Esquadrão do 7º Regimento da Cavalaria dos EUA, encarregado de abrir caminho para a 3ª Divisão de Infantaria dos EUA, cruzou a fronteira com o Iraque.

Funcionários do governo americano e o serviço secreto dos EUA estão debatendo se Saddam sobreviveu ao primeiro ataque da guerra e até que ponto sua liderança foi atingida. O jornal americano “Washington Post” afirmou em sua edição desta sexta-feira que, para o serviço de inteligência americano, Saddam e ao menos um de seus dois filhos, Uday e Qusay, estavam no bunker no momento do ataque. O “Post” afirmou que os analistas não têm certeza se Saddam foi morto ou ferido.

Guerra afetará exportação de carne do Estado

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21/03/2003 08h49 – Atualizado em 21/03/2003 08h49

O início da guerra dos Estados Unidos contra o Iraque vai reduzir e pode até paralisar as exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul aos países árabes. O Estado, que mantém estreito relacionamento comercial com os 22 países que integram a Câmara de Comércio Árabe, exportou em 2001 US$ 9,428 milhões em carne bovina para a região, enquanto em 2002 o montante ficou em US$ 8,011 milhões.

A previsão é do professor de Sociologia da UFMS, David Emmanuel Tauro. Para ele, durante o conflito, os portos da região estarão ocupados por embarcações militares. Por essa razão, a marinha mercante terá dificuldade em desembarcar mercadorias para os países do Oriente Médio.

“Pense bem. Um navio de qualquer bandeira será visto com desconfiança pelos norte-americanos. Eles vão temer que estejam sendo levadas armas para os iraquianos”.

Mesmo considerando que é muito cedo para avaliar os efeitos que a guerra terá sobre as exportações de carne, o empresário Antônio Russo Neto, proprietário de um dos maiores grupos frigoríficos do Brasil, o Independência, ressalta que há preocupação do setor com a possibilidade de problemas no transporte da carne.

“Estamos em compasso de espera para ver o que vai acontecer”, destacou, lembrando que os cortes congelados de bovino seguem para os países árabes de navio. “Nós dependemos do mar para exportar nossos produtos e o Governo americano está fazendo uma fiscalização rigorosa de todos os navios que seguem para a região, verificando inclusive se não existem armas nas embarcações”, frisou. Ele destaca que há 15 dias um navio grego que saiu do Brasil carregado com carne bovina do Independência e frango da Sadia com destino ao Egito, foi interceptado por soldados americanos. Com a inspeção, os navios ficaram parados por 5 dias.

Por isso, Russo destaca que, a partir de agora, os atrasos não estão descartados já que a guerra envolve um forte esquema de logística. “Caso ocorram problemas de entrega a culpa não será dos exportadores mas sim da logística da navegação, diante do conflito”, frisou. Ele lembra que até o momento nenhum porto foi atingido e por isso os desembarques ocorrem normalmente, mas não há como prever se o escoamento continuará fluindo normalmente.

O empresário disse ainda que os contratos de exportação firmados com os países árabes continuam sendo cumpridos normalmente. “O Independência, por exemplo, fechou há 60 ou 90 dias uma grande venda de carne para o Irã. E por enquanto tudo está normalizado”, frisou. Russo destaca também que os contratos são feitos durante todo o ano, e o bom desenvolvimento das exportações vai depender de quais países irão se envolver no conflito e o tempo de duração da guerra.

Grandes compradores

Para o diretor do Centro das Indústrias de Mato Grosso do Sul (CIEMS), Aldo Barrigosse, a guerra poderá afetar não só as relações com os países árabes, como também as vendas de carne e soja para grandes compradores como é o caso da União Européia (carne e soja) e a Rússia (que, é um dos maiores compradores de carne suína de MS). É que estes países são contrários à guerra, e há risco de sofrerem retaliação. “Tudo vai depender da duração do conflito”, ressalta Aldo.

Mas o reflexo mais intenso, segundo ele, vai ocorrer no mercado consumidor. “A tendência é de que, com a guerra, os preços dos combustíveis possam subir, puxando o custo do frete. Isso poderia elevar os preços de produtos como o óleo de soja, carne e os legumes”, frisou.

Unidades blindadas avançam rumo a Bagdad

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21/03/2003 08h38 – Atualizado em 21/03/2003 08h38

Segunda onda de bombardeios

BAGDAD (CNN) — Um esquadrão de tanques da VII Divisão de Cavalaria dos Estados Unidos avançava pelo deserto do Iraque, na manhã desta sexta-feira, a uma velocidade média de 40 km horários, rumo a Bagdad, a capital iraquiana. Simultâneamente, forças norte-americanas e britânicas seguiam rumo a Basra, cidade que foi cenário de sangentos combates durante a Guerra do Golfo em 1991.

Exceto na região fronteiriça com o Kuwait, as unidades blindadas não encontraram reação em seu acelerado avanço rumo a Bagdad.

As operações tomaram uma direção inesperada, não tendo ocorrido os devastadores bombardeios que precederiam o avanço das tropas.

Aparentemente, o comando norte-americano estava avaliando os resultados dos bombardeios seletivos que marcaram o início da campanha, e que se concentram em alvos onde estariam dirigentes iraquianos, inclusive Saddam Hussein.

Já há registro de dezenas de deserções de soldados iraquianos no sul. Em Washington, cresceram os rumores de que o Pentágono estaria negociando a rendição de generais, o que explicariam em parte a suspensão dos bombardeios aéreos.

Um grupo de helicópteros Kiowa, voando a menos de 150 metros do solo, precedia o avanço do comboio, integrado por tanques Bradley e M-1A Abrams, com o objetivo de antecipar qualquer presença de tropas ou peças de infantaria.

Os tanques contam ainda com elaborado sistema de comunicações por satélite que orientam seu deslocamento e informam permanententemente o comando em tempo real do que se passa com as operações.

Segunda onda de bombardeios

No segundo dia da “Operação Liberdade do Iraque”, o centro de Bagdad foi estremecido, por volta das 21:00, hora local (15:00, em Brasília), por uma série intensa de potentes explosões.

Edifício atingido no bombardeio arde em chamas no centro de Bagdad

O correspondente da CNN Nic Robertson, que está em Bagdad, relatou ter visto fumaça negra emergindo de três locais distintos na capital. Vários prédios, incluindo pelo menos um do governo de Saddam Hussein, estão em chamas.

Sirenas de alerta para ataques aéreos começaram a soar na cidade cerca de 15 minutos antes dos bombardeios, que se estenderam por meia hora, assim como os flashes de luz da antiartilharia iraquiana.

Ao mesmo tempo, fontes de Washington revelavam à CNN que a guerra no Golfo passa por uma “escalada militar expressiva”, o que se traduz na realização de ataques coordenados por terra e ar.

Nesta quinta-feira, os fuzileiros navais cruzaram a fronteira do Kuwait, inaugurando as operações terrestres no Iraque.

O confronto entre os fuzileiros navais e as tropas iraquianas foi acompanhado de um bombardeio pesado ao longo da fronteira com o Kuwait.

Os correspondentes da CNN Art Harris e Lisa Rose Weaver estavam a bordo de porta-aviões norte-americanos quando foram informados sobre os ataques de artilharia no sul do Iraque.

Também o repórter John Kifner, que acompanha os fuzileiros navais, contou que os militares norte-americanos travaram aquele que foi o primeiro grande combate desta guerra.

Paralelamente, sete aeronaves do porta-aviões USS Abraham Lincoln despejaram bombas sobre alvos apontados como “ameaçadores” pelos Estados Unidos.

Unidades blindadas avançam rumo a Bagdad

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21/03/2003 08h37 – Atualizado em 21/03/2003 08h37

Segunda onda de bombardeios

BAGDAD (CNN) — Um esquadrão de tanques da VII Divisão de Cavalaria dos Estados Unidos avançava pelo deserto do Iraque, na manhã desta sexta-feira, a uma velocidade média de 40 km horários, rumo a Bagdad, a capital iraquiana. Simultâneamente, forças norte-americanas e britânicas seguiam rumo a Basra, cidade que foi cenário de sangentos combates durante a Guerra do Golfo em 1991.

Exceto na região fronteiriça com o Kuwait, as unidades blindadas não encontraram reação em seu acelerado avanço rumo a Bagdad.

As operações tomaram uma direção inesperada, não tendo ocorrido os devastadores bombardeios que precederiam o avanço das tropas.

Aparentemente, o comando norte-americano estava avaliando os resultados dos bombardeios seletivos que marcaram o início da campanha, e que se concentram em alvos onde estariam dirigentes iraquianos, inclusive Saddam Hussein.

Já há registro de dezenas de deserções de soldados iraquianos no sul. Em Washington, cresceram os rumores de que o Pentágono estaria negociando a rendição de generais, o que explicariam em parte a suspensão dos bombardeios aéreos.

Um grupo de helicópteros Kiowa, voando a menos de 150 metros do solo, precedia o avanço do comboio, integrado por tanques Bradley e M-1A Abrams, com o objetivo de antecipar qualquer presença de tropas ou peças de infantaria.

Os tanques contam ainda com elaborado sistema de comunicações por satélite que orientam seu deslocamento e informam permanententemente o comando em tempo real do que se passa com as operações.

Segunda onda de bombardeios

No segundo dia da “Operação Liberdade do Iraque”, o centro de Bagdad foi estremecido, por volta das 21:00, hora local (15:00, em Brasília), por uma série intensa de potentes explosões.

Edifício atingido no bombardeio arde em chamas no centro de Bagdad

O correspondente da CNN Nic Robertson, que está em Bagdad, relatou ter visto fumaça negra emergindo de três locais distintos na capital. Vários prédios, incluindo pelo menos um do governo de Saddam Hussein, estão em chamas.

Sirenas de alerta para ataques aéreos começaram a soar na cidade cerca de 15 minutos antes dos bombardeios, que se estenderam por meia hora, assim como os flashes de luz da antiartilharia iraquiana.

Ao mesmo tempo, fontes de Washington revelavam à CNN que a guerra no Golfo passa por uma “escalada militar expressiva”, o que se traduz na realização de ataques coordenados por terra e ar.

Nesta quinta-feira, os fuzileiros navais cruzaram a fronteira do Kuwait, inaugurando as operações terrestres no Iraque.

O confronto entre os fuzileiros navais e as tropas iraquianas foi acompanhado de um bombardeio pesado ao longo da fronteira com o Kuwait.

Os correspondentes da CNN Art Harris e Lisa Rose Weaver estavam a bordo de porta-aviões norte-americanos quando foram informados sobre os ataques de artilharia no sul do Iraque.

Também o repórter John Kifner, que acompanha os fuzileiros navais, contou que os militares norte-americanos travaram aquele que foi o primeiro grande combate desta guerra.

Paralelamente, sete aeronaves do porta-aviões USS Abraham Lincoln despejaram bombas sobre alvos apontados como “ameaçadores” pelos Estados Unidos.

Análise: Posição turca no norte do Iraque ainda é dúvida

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21/03/2003 08h23 – Atualizado em 21/03/2003 08h23

O acordo entre a Turquia e os Estados Unidos autorizando a utilização do espaço aéreo turco para aviões de guerra americanos pode parecer o fim de um longo e tortuoso processo de negociação, exigências, contra-exigências e, finalmente, aceitação relutante.

No entanto, o acordo é, na verdade, o início de uma fase bem mais perigosa. A Turquia aceitou ceder apenas o mínimo necessário.

No fim do ano passado, os Estados Unidos impressionaram o governo turco com as suas exigências militares.

A Turquia sempre soube que os americanos iriam querer usar as suas bases aéreas em qualquer ofensiva contra o Iraque.

Zona proibida

Mesmo antes da guerra, as aeronaves americanas e britânicas operavam centenas de missões da base Incirlik, no sudeste turco, para vigiar a zona de exclusão aérea sobre o Iraque.

No entanto, os Estados Unidos queriam muito mais que as bases.

Os americanos queriam colocar milhares de soldados na Turquia, mobilizados para entrar em ação em uma frente de batalha pela fronteira norte do Iraque – na área controlada pelos curdos –, o que exigiria uma infra-estrutura logística como as que existem no Catar e no Kuwait.

O governo turco tem sido cuidadoso, por um lado, por causa do profundo descontentamento que a guerra no Iraque despertou na população e, por outro, em função das vantagens que a boa-vontade americana poderia trazer ao país.

As negociações empacaram, no entanto, diante da exigência de mais dinheiro e influência política em um Iraque pós-Saddam.

No topo da lista de prioridades dos militares e políticos turcos, no entanto, está a situação futura da porção controlada pelos curdos no norte do Iraque.

A Turquia não nutre amores pelos curdos, que controlam aquela região há 12 anos.

Independência

O país morre de medo de que os curdos que controlam a região declarem independência durante ou depois da guerra.

A Turquia também fiscaliza de perto a área de Mosul e Kirkuk, apenas poucos quilômetros ao sul do território controlado pelos curdos, que tem o terceiro maior conjunto de reservas de petróleo do Iraque.

Se esses poços caírem nas mãos dos curdos, o Estado curdo teria riquezas petrolíferas que o deixariam em uma situação mais confortável do que o pobre sudeste turco – onde vive a maioria dos curdos da Turquia.

Dessa forma, a Turquia barganhou com os Estados Unidos, ignorando as insinuações habilmente plantadas nos jornais de que os americanos teriam um plano B e que poderiam abandonar a Turquia.

A estratégia funcionou, e os americanos ofereceram mais dinheiro e fizeram concessões sobre a participação militar da Turquia no norte do Iraque durante a guerra e sobre o seu papel político depois do armistício.

No entanto, o governo turco não soube convencer o Parlamento.

Todos, inclusive este correspondente da BBC, acreditavam que o Parlamento se enquadraria, mas isso não aconteceu. Por apenas três votos, a moção acabou não sendo aprovada.

Depois disso, vieram mais atrasos, mais prevaricação e eleições regionais promovidas em má hora – antes da segunda votação da moção.

Ex-amigos íntimos

A Turquia, que já esteve entre os amigos mais íntimos dos Estados Unidos na região, fez a maior cocessão de um países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte): abriu seu espaço aéreo.

O país deve receber, se tiver sorte, uma fração da ajuda que lhe foi oferecida no início dessa novela.

Mas a grande incógnita continua sendo o norte do Iraque, onde a Turquia foi aconselhada a não entrar.

Os Estados Unidos dizem, reservadamente, acreditar que a Turquia vai evitar entrar na região, o que possivelmente detonaria uma guerra contra as forças curdas.

No entanto, a Turquia não assumiu esse compromisso e vê aquela região como parte da sua esfera de influência.

Os Estados Unidos e Turquia podem ainda ser aliados, mas a Turquia não receberá ordens.

Tipos de Sogra

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21/03/2003 08h17 – Atualizado em 21/03/2003 08h17

A SARGENTO, que sempre quer saber onde vão, com quem e a que horas voltam.

A CAFÉZINHO, que sempre interrompe você com um cafezinho nas melhore horas.

A BAILARINA, que sempre anda na ponta dos pés para pegá-los em flagrante do sofá.

A PREVENIDA, que sempre avisa que esta chegando para dar-lhe tempo de ficarem com cara de inocente.

A RODÍZIO, que sempre que o recebe que encher-lhe de doces e salgados.

A ENXUTA, aquela que lhe deixa louco para trocar a filha pela mãe.

A PUNHAL, que lhe agrada e lhe beija, mas esta louca para esfaquear-lhe pelas costas.

A CASAMENTEIRA, que esta louca pra desencalhar a filha com o primeiro que aparece.

A MÁSCARA, que lhe adora, mas que fala os mais terríveis absurdos na sua ausência.

A MANIPULADORA, que manipula a situação para ficar sempre a favor dela.

A CEGA, que finge que não viu nada ao pegar-lhes num amasso mais quente.

A INGÊNUA, que acredita que a filha ainda é virgem.

A INVEJOSA, que sempre arranja uma encrenquinha para acabar com a noite de vocês.

A CURIOSA, que sempre pergunta aonde vocês foram, sempre que chegam em casa.

A TOPEIRA, fica puxando assuntos de ex-namoradas para enciumar e fazer vocês brigarem.

A WINDOWS, sempre travando um programa a dois. Inventa mil desculpas para a filha ficar em casa.

A BUNDA SECA, senta-se bem próximo de vocês e fica fingindo que dorme enquanto vocês conversam ou assistem TV e nem oferece algo para comer.

Fórum discute na Assembléia aumento da taxa de energia

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21/03/2003 08h13 – Atualizado em 21/03/2003 08h13

Membros de entidades, deputados e vereadores que formam o Fórum Contra o Reajuste da Energia se reúnem nesta sexta-feira, às 10h, no plenarinho da Assembléia Legislativa, em Campo Grande, para discutir uma mobilização contra a revisão tarifária de 42,64% proposta pela Enersul. O deputado estadual Semy Ferraz (PT), o vereador Alex do PT, a ABCCON (Associação Brasileira da Cidadania e do Consumidor) e a Associação Comercial de Campo Grande estão visitando outras entidades, como OAB, CDL, CDDH, Procuradoria Federal e Promotora de Defesa do Consumidor, em busca de mais adesões contra o reajuste.

Um dos principais objetivos da reunião é a definição de uma viagem a Brasília para audiência com a Ministra das Minas e Energia, Dilma Roussif, quando será entregue um abaixo-assinado coletado pelo grupo em diversos municípios do Estado. Os parlamentares e entidades têm a intenção de estender a mobilização aos 77 municípios, através das Câmaras de Vereadores e associações de moradores. Todos os deputados estaduais, a bancada federal, prefeitos e vereadores do Estado estão sendo convidados para o encontro. O senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Vander Loubet (PT) já confirmaram presença.

Segundo o deputado Semy, a iniciativa de uma audiência com a Ministra das Minas e Energia objetiva não apenas discutir formas de impedir o reajuste de 42,64%, mas também cobrar uma intervenção do Governo Federal na Aneel (Agência nacional de Energia Elétrica). “O governo não pode permitir que as agências contrariem sua política econômica, já que aumentou os juros para conter a inflação. Um aumento de 42% autorizado pela Aneel refletirá drasticamente no índice inflacionário para o consumidor”, afirma. “Nosso movimento está ganhando força, com grande adesão popular, e esta é uma luta supra-partidária, de toda a sociedade sul-mato-grossense”, completa o vereador Alex do PT.

Espécie de “caixa-preta” do Columbia é encontrada intacta

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21/03/2003 08h10 – Atualizado em 21/03/2003 08h10

HOUSTON, Texas (CNN) — Uma caixa eletrônica, comparada com a caixa-preta de um avião comercial, contendo informação vital sobre a descida do ônibus espacial Columbia foi encontrada intacta, em um campo perto da cidade de Hemphill, no estado do Texas, nesta semana, informou a Nasa.

O “Orbital Experiment Support System”, que tem o tamanho de uma caixa de pão, capturou uma grande quantidade de dados do que aconteceu durante o processo de descida e tudo está registrado em fitas.

O sistema é projetado para se ativar 10 minutos antes da “fase de entrada”, que acontece quando o ônibus espacial entra encontra pela primeira vez os efeitos da atmosfera da Terra, a aproximadamente a 120 quilômetros da superfície terrestre.

Essa caixa poderia ser “a peça que faltava” nas investigações realizadas pela comissão independente que tenta determinar exatamente o que levou o Columbia a se desintegrar quando reentrou na atmosfera terrestre, em 1º de fevereiro, matando os sete astronautas a bordo, incluindo o primeiro israelense a viajar para o espaço.

A desintegração do ônibus espacial começou no oeste da Califórnia e terminou sobre o Texas, deixando destroços espalhados na região leste do Texas e na zona oeste do estado de Louisiana.

A caixa eletrônica era exclusiva do Columbia e tinha sido utilizada em missões anteriores do ônibus espacial, registrando dados de temperatura, aerodinâmica, pressão, vibração, tensão, aceleração, entre outros.

A caixa, que foi encontrada na quarta-feira, está sendo examinada no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O ônibus espacial não possui um dispositivo que registre dados de vôo, como as caixas-pretas dos aviões comerciais.

No entanto, essas informações são transmitidas ao Controle da Missão através de telemetria.

Homem preso com 4 quilos de cocaína em ônibus

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21/03/2003 08h06 – Atualizado em 21/03/2003 08h06

Valter de Souza Filho, 24 anos, foi preso ontem pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) com quatro quilos e 240 gramas de cocaína. Ele viajava no ônibus da Viação São Luís, que ia de Campo Grande para Três Lagoas e foi preso na BR-262, próximo a Três Lagoas. Ele foi levado para a Polícia Federal local.

Síndrome surgiu na Ásia há um mês e já chegou à Europa e à América do Norte

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21/03/2003 08h04 – Atualizado em 21/03/2003 08h04

Brasil emite alerta sobre pneumonia atípica

BRASÍLIA — O governo brasileiro emitiu um alerta às secretarias estaduais e municipais de Saúde para que adotem medidas visando a conter o alastramento de eventuais casos de pneumonia atípica, a misteriosa doença detectada inicialmente na Ásia e que já chegou à Europa e aos Estados Unidos.

As orientações do Ministério da Saúde respondem a um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que, na semana passada, advertiu para um surto da doença respiratória aguda.

Os primeiros casos da chamada Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS) foram identificados há um mês, na Ásia.

A OMS já contabilizou 264 casos suspeitos e prováveis da síndrome na China, Hong Kong, Vietnã, Tailândia, Cingapura, Filipinas, Indonésia e Canadá, com nove óbitos.

No Brasil, não há registro da doença e nem ocorrência de caso suspeito.

O Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) distribuiu uma nota técnica para todas as secretarias estaduais de saúde alertando sobre os riscos da doença e orientando os profissionais de saúde a permanecerem atentos ao surgimento de casos com os sintomas identificados no exterior.

Os sintomas da doença são febre elevada (acima de 38ºC), acompanhada de uma ou mais das seguintes situações: tosse, fadiga, dificuldade para respirar, contato íntimo com pacientes com SRAS e viagem recente (nos últimos 10 dias) para as zonas afetadas.

As autoridades de saúde do Brasil vêm recebendo informações sobre a situação da doença por intermédio da OMS. O órgão está monitorando o surgimento de novos casos e acompanhando a evolução do quadro dos doentes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também foi acionada para divulgar alertas nos principais aeroportos do país, que recebem vôos procedentes das regiões com ocorrência de SRAS para que os passageiros que apresentem sintomas suspeitos da doença procurem imediatamente os serviços de saúde.

Os pacientes com suspeita da doença devem ser submetidos a isolamento respiratório e barreiras respiratórias estritas devem ser estabelecidas para os trabalhadores das equipes de assistência médica.

Apesar de não haver detectado a SRAS até o momento no Brasil, a Funasa reiterou a necessidade de manutenção do estado de alerta em toda a rede de vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de que se possa detectar precocemente qualquer caso suspeito, bem como os aumentos inusitados dos atendimentos por infecção respiratória, em particular na rede hospitalar.

Aliados capturam península estratégica

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21/03/2003 07h58 – Atualizado em 21/03/2003 07h58

UMM QASR, Iraque (CNN) — Tropas britânicas capturaram, nesta sexta-feira, uma área de extrema importância estratégica, a península de Faw, registrando uma vitória crucial no segundo dia da guerra liderada pelos Estados Unidos contra o regime de Saddam Hussein.

O avanço dos britânicos por terra precipitou a rendição de dezenas de soldados iraquianos, agora transformados em prisioneiros de guerra.

A península de Faw, que liga a cidade de Basra à costa do Golfo Pérsico, no sul do Iraque, abriga a maior parte da indústria petrolífera do país, sendo a principal rota de escoamento para as exportações do produto.

Também no sul do Iraque, cerca de 30 soldados iraquianos, alguns agitando bandeiras brancas e outros com as mãos na cabeça, atravessaram a cidade portuária de Umm Qasr e se entregaram a fuzileiros navais norte-americanos já em território do Kuwait.

Enfileirados, os soldados seguiram a pé por uma estrada, sob a mira de fuzis.

Um correspondente da agência Reuters contou ter visto uma bandeira dos Estados Unidos tremulando no novo porto de Umm Qasr.

O ministro da Informação do Iraque, Muhamed Said Sahaf, foi à televisão estatal para, em entrevista coletiva, negar a queda da cidade.

Entretanto, segundo o correspondente da Reuters, Adrian Croft, apenas o porto antigo de Umm Qasr permanecia em poder dos iraquianos.

Concluída pouco antes do amanhecer, a operação na península de Faw deu às forças aliadas o controle sobre os principais terminais de oleodutos do Iraque. A informação foi divulgada pelo comandante do batalhão de fuzileiros navais britânicos envolvido na ofensiva, coronel Steve Cox.

“Nossos alvos foram capturados com sucesso”, disse Cox.

O militar também alegou que “vários” soldados iraquianos foram mortos nos ataques aéreos que precederam a invasão por terra, bem como nos combates subseqüentes.

Aliados avançam em meio à resistência e deserção

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21/03/2003 07h54 – Atualizado em 21/03/2003 07h54

As forças americanas e britânicas no Iraque que fazem o primeiro grande ataque por terra na guerra encontraram situações opostas nesta sexta-feira: enquanto em partes do sul do país grupos de soldados iraquianos já se renderam, em algumas posições no sul e no norte há resistência ao avanço.

O correspondente da BBC no sul do Iraque Clive Myrie testemunhou cerca de 60 iraquianos saírem de suas posições em um bunker e se renderem, com as mãos para o alto e acenando bandeiras brancas.

Na cidade portuária de Umm Qasr, próxima à fronteira com o Kuwait, no sul, os fuzileiros navais americanos encontram resistência, mas já teriam tomado pelo menos parte da região.

Em volta de grandes campos de petróleo no norte do país, a batalha estaria ainda mais acirrada. O correspondente da BBC que está próximo de Kirkuk, John Simpson, informou ter ouvido os sons de batalha, incluindo artilharia antiaérea, vindos da direção dos campos de petróleo.

Aeroporto

Simpson disse ainda que forças especiais americanas estão tentando tomar o controle desses campos e cita fontes do serviço de informações americano que teriam dito que a operação foi bem-sucedida.

Simpson também afirma que soldados curdos que estão na área lhe contaram que os americanos bombardearam um aeroporto perto de Mosul – a outra grande cidade do norte do país.

Outro foco de conflito ocorre em torno da cidade de Basra, a segunda maior do país e tida como um dos pontos estratégicos no sul do país.

Um porta-voz militar britânico disse que o avanço sobre a cidade de Basra estava acontencendo sem dificuldades.

Além desses pontos de batalha, tropas americanas estão paralelamente avançando em direção a Bagdá.

Unidades de reconhecimento já viajaram por mais de 150 quilômetros dentro do Iraque e, segundo o correspondente da BBC que está acompanhando uma divisão de infantaria, não encontraram resistência.

Uma unidade de fuzileiros navais americanos teve seu avanço interrompido pouco depois de deixar o Kuwait por tiros vindos de tropas iraquianas, mas logo conseguiu dominá-las.

Secretário de Educação visita escolas de Dourados

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21/03/2003 07h50 – Atualizado em 21/03/2003 07h50

O secretário Estadual de Educação, Hélio de Lima, visita hoje o município de Dourados (a 221 km de Campo Grande). No café da manhã, Lima se reúne com o prefeito Laerte Tetila (PT), o secretário de Governo do município, Wilson Biasoto, e o secretário municipal de Educação, Antônio Leopoldo. Logo depois terá encontro de trabalho com o prefeito Tetila. A pauta da reunião não foi divulgada.

Ainda pela manhã está prevista uma visita ao antigo presídio da cidade e reunião, no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), com representantes dos Counes (Conselhos das Unidades Escolares) e Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) do município.

À tarde, o secretário visitará as escolas estaduais Presidente Vargas, Reis Veloso, Floriano Vargas, Armando Carmelo, Alice Araújo, Major Capilé e Wilmar de Matos.

Federação Paulista multa Vampeta por suas declarações

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21/03/2003 07h49 – Atualizado em 21/03/2003 07h49

A Federação Paulista de Futebol (FPF) multou o meia Vampeta pelas últimas declarações dadas pelo corintiano. O jogador terá que desembolsar R$ 50 mil à entidade. Mesmo com a decisão da entidade de que o São Paulo jogará com a vantagem na final, o atleta declarou que comemorará o título do Campeonato Paulista caso o Timão perca pela diferença mínima de gols.

Vampeta chegou a comparar, veladamente, o presidente da entidade, Eduardo José Farah, ao presidente americano George W. Bush.

  • É como o que está acontecendo no Iraque. O Bush manda e todos os outros vão atrás. O futebol paulista também tem o seu Bush – disse.

Perguntado se o Bush da bola é Farah, Vampeta riu, enigmático:

  • Tirem suas conclusões – disse.

O técnico Geninho não ficou nem um pouco satisfeito com a multa imposta. Para ele, cada um tem o direito de dizer o que quiser.

  • Essa posição da Federação é uma coisa que precisa ser pensada. Existe uma liberdade de expressão em nosso país. Se perdemos isso, onde as coisas irão parar? – criticou.

Marines passam por campos petrolíferos em chamas no Sul do Iraque

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21/03/2003 07h48 – Atualizado em 21/03/2003 07h48

SUL DO IRAQUE – Forças americanas avançavam no Sul do Iraque nesta sexta-feira sem obstáculos aparentes em direção ao Norte, passando por campos petrolíferos em chamas e repletos de fumaça.

  • Há dois ou três incêndios chegando até o céu. Um tem labaredas muito intensas, cheias de fumaça – disse o correspondente da Reuters Sean Maguire, que viaja com o Primeiro Regimento dos Fuzileiros Navais dos EUA.

O batalhão é acompanhado por uma coluna de veículos militares que seguem à frente.

Os incêndios são na região de campos de petróleo de Rumailah, mas não estava claro se eram resultado do conflito ou se haviam sido provocados por iraquianos em fuga.

  • Há um brilho laranja no céu – disse Maguire, pouco antes do amanhecer.

A cidade de Basra fica perto dos grandes campos petrolíferos do Sul do Iraque. Os militares americanos na região também têm como missão prevenir que forças iraquianas ateiem fogo nestes locais, como foi feito no Kuwait durante a Guerra do Golfo de 1991.

Maguire disse que não havia sinais de resistência ao longo do caminho.

  • Não está havendo tiroteio. Eles têm o caminho livre – acrescentou.

Na quinta-feira, o Pentágono acusara os iraquianos de incendiar poços de petróleo na região. Bagdá negou a acusação. Imagens de satélite divulgadas pela Noaa, a agência oceanográfica e atmosférica dos EUA, mostram uma coluna de fumaça na região produtora de petróleo do Iraque, interpretadas como um indício grandes incêndios.

Tropas britânicas já controlam terminais de petróleo no Iraque

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21/03/2003 07h43 – Atualizado em 21/03/2003 07h43

As tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos continuam avançando em território iraquiano depois de terem cruzado a fronteira com o Kuwait durante a madrugada de sexta-feira.

Pelo menos três divisões do Exército dos Estados Unidos já estão no interior do Iraque, sendo que as equipes de reconhecimento já teriam avançado mais de 150 quilômteros em território iraquiano.

Um contingente do corpo de fuzileiros navais da Grã-Bretanha invadiu a península de Al-Faw ao sul do Iraque e tem sob controle importantes terminais de petróleo.

Agora as tropas se deslocam na direção da cidade de Basra a cerca de 100 quilômetros da fronteira com o Kuwait. Basra é a segunda maior cidade do Iraque e a região possui as maiores reservas de petróleo do país.

Resistência

Nas primeiras horas de sexta-feira, um contingente do corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos foi obrigado a recuar para território kuwaitiano depois de uma acirrada troca de tiros com soldados do Iraque, logo após ter cruzado a fronteira que separa os dois países.

Depois de cruzar a fronteira os soldados da 1ª Força Expedicionária dos Marines tiveram que enfrentar uma bateria de mísseis iraquianos.

O correspondente da BBC que acompanhava o grupo disse que os marines pediram auxílio a uma divisão de artilharia da Grã-Bretanha para tentar continuar o avanço em território do Iraque, mas não conseguiram dobrar a resistência iraquiana e acabaram tendo que retroceder.

Na madrugada de sexta-feira (hora local), as tropas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha entraram no sul do Iraque, enquanto a cidade de Bagdá era alvo do segundo forte bombardeio aéreo desde o início da guerra contra o governo iraquiano.

Ataque intenso

A invasão terrestre começou após um intenso ataque de artilharia contra posições iraquianas ao longo da fronteira com o Kuwait.

As unidades americanas avançaram em direção ao norte, e fuzileiros britânicos – acompanhados por tanques – realizaram um ataque anfíbio na península de Al-Faw, considerada uma área de valor estratégico no sudeste do Iraque.

De acordo com a agência de notícias kuwaitiana (Kuna), as forças americanas e britânicas assumiram o controle da cidade de Umm Qasr, um importante terminal de exportação de petróleo no sul do Iraque. A televisão iraquiana, no entanto, nega a informação.

Doze soldados morrem em queda de helicóptero dos EUA

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21/03/2003 07h39 – Atualizado em 21/03/2003 07h39

O comando militar britânico confirmou oficialmente as primeiras vítimas da coalizão na guerra no Iraque: oito soldados britânicos e quatro americanos morreram na queda de um helicóptero CH-46 Sea Knight, no Kuwait.

Os iraquianos alegam ter abatido a aeronave, mas segundo o comando central da coalizão, a queda – que ainda está sendo investigada – foi acidental. Não há sobreviventes.

A aeronave estaria sendo usada para transporte de tropas quando caiu, no início da madrugada, no Kuwait, nas proximidades da fronteira com o Iraque.

Em missão

O breve comunicado liberado à imprensa diz que “um helicóptero do corpo de fuzileiros navais americanos caiu numa área de operação”. O documento acrescenta que “as causas do acidente estão sendo investigadas”.

Segundo o Pentágono, o helicópetro estava retornando de uma missão na fronteira do Kuwait com o Iraque. Não foram divulgados detalhes da operação.

O Ministério de Defesa da Grã-Bretanha se limitou a confirmar a queda do helicóptero. Segundo o correspondente da BBC no Catar, Peter Hunt, os oito britânicos eram da Brigada Comando Três.

Na quarta-feira, outros dois helicópteros americanos tiveram que fazer pousos de emergência na região da fronteira do Kuwait com o Iraque, mas não houve vítimas.

Um dos aparelhos foi posteriormente destruído por aviões americanos para evitar que os destroços caíssem nas mãos dos iraquianos.

Defeito

Os helicópteros Sea Knight são utilizados pelos fuzileiros navais para o transporte de soldados entre os navios e as posições de combate em terrra.

Em agosto, a Marinha americana – assim como os fuzileiros navais – suspendeu as operações de todos os 291 helicópteros Sea Knight, depois que uma inspeção em um aparelho na Carolina do Norte constatou uma rachadura no conjunto do rotor.

Em 2001, três fuzileiros navais morreram e dois ficaram feridos na queda de um helicóptero CH-46.

PF mantém 10 presos por envolvido com gado paraguaio

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21/03/2003 07h36 – Atualizado em 21/03/2003 07h36

A Polícia Federal mantém dez pessoas presas em Ponta Porã envolvidas no contrabando de gado vindo do Paraguai. Na quarta-feira, policiais flagraram oito caminhões transportando 136 cabeças de gado. A entrada de animais do Paraguai está proibida pelo Ministério da Agricultura desde o fim do ano passado por causa de focos da febre aftosa registrados no país.

Em depoimento, os motoristas dos caminhões admitiram a origem paraguaia dos animais. Além dos oito motoristas estão presos também um dos donos da empresa Silverado Transporte e Comércio de Bovinos, Dario Honório Martins Almirão, e o sócio da empresa Comira Agropecuária, Mariano Gonçalves. Ele é acusado de falsificar as notas fiscais para o transporte do gado.

Sinop terá Marcelinho e João Paulo no ataque no jogo contra o Operário

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20/03/2003 17h25 – Atualizado em 20/03/2003 17h25

O técnico Nilo Neves está comandando no Gigantão do Norte, o coletivo apronto da Associação Sinop que, sábado, enfrenta o Operário às 20:30hs em Sinop. A principal ausência para este difícil compromisso será o atacante Tatau, que foi expulso no jogo contra o Cuiabá.

Sinop, que caiu para terceira posição na chave A, com 10 pontos, após a vitória do Dom Bosco contra o Mixto. O Dom Bosco, foi a 11 ponto, assumindo assim a vice-liderança do certame. Caso vença o Operário, Sinop irá a 13 pontos. Mas, no domingo, o Dom Bosco volta a campo e, vencendo, poderá assumir a liderança, caso o Cuiabá tropece também na rodada do final de semana.

Já o Operário, atual campeão estadual, não faz boa campanha, mas segue vivo na competição após a vitória de ontem por 2 a 1 contra o Santa Cruz. O tricolor de Várzea Grande foi a 8 pontos e vem a Sinop, pelo menos para tentar um empate ou até surpreender Sinop e sair daqui com três pontos.

Sem o atacante Tatau, a equipe sinopense ganha um importante reforço,o meia Marcelinho Boaideiro, que jogou apenas uma partida até agora no campeonato, contra o Mixto,na vitória por 3×2.

Além de Marcelinho Boiadeiro, mais dois jogadores voltam ao time neste jogo.Depois de cumprirem suspensão automática contra o Cuiabá, o meia esquerda Marquinhos e o atacante João Paulo treinaram também entre os titulares no coletivo de ontem e formam dupla de ataque contra o Operário neste sábado.

Nilo não faz mistérios e já tem o time definido para este jogo, que pode valer a liderança isolada do grupo, caso Dom Bosco e Cuiabá tropecem no final de semana. Herbert, Soares, Tiganá, Paraúna e Zé Carlos. Mauricio, Eduardo e Édson Belo. Marcelinho, Marquinhos e João Paulo são os titulares.

Sindicato diz que Beira-Mar pode ser transferido para MS

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20/03/2003 17h20 – Atualizado em 20/03/2003 17h20

O Sindicato dos Policiais Federais em Mato Grosso do Sul (Sinpef/MS) distribuiu nota à imprensa informando que o traficante Fernandinho Beira-Mar será transferido do presídio de Presidente Bernardes (SP) para a Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande.

Conforme a nota, Mato Grosso do Sul foi “agraciado” com a possível vinda do narcotraficante para a custódia da Superintendência Federal.

O Sinpef alerta que as recusas de outros Estados para receber Beira-Mar foram baseadas na falta de segurança dos estabelecimentos penais. Segundo o Sindicato, a legislação determina que o narcotraficante deva cumprir pena em um presídio de segurança máxima. A Superintendência da Polícia é classificada como de segurança mínima, o que facilitaria a possibilidade de um resgate.

Procurada pelo RMT Online, a Superintendência da Polícia Federal diz não ter sido comunicada sobre a possibilidade de Beira-Mar ser transferido para Campo Grande.

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