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Primeira fase da guerra será pelo ar

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19/03/2003 10h19 – Atualizado em 19/03/2003 10h19

Já foram identificados 2 mil alvos. Tropas terrestres americanas e britânicas avançam rumo ao Norte .

CIDADE DO KUWAIT – Tropas britânicas e americanas concentradas ontem perto da fronteira iraquiana deslocaram-se para posições avançadas, prontas para o ataque militar que pode começar hoje à noite. Soldados estavam de pé antes do amanhecer, desmontando barracas e empacotando o equipamento essencial para a investida rumo ao Norte.

  • Finalmente, vamos para algum lugar. Vamos para a guerra – disse, entusiasmado, Robert Vennebush, um sargento de 25 anos, da unidade de engenharia do Exército americano.

Em outro acampamento, soldados da Primeira Divisão de Fuzileiros dos EUA – que encabeçará o avanço rumo a Bagdá – começaram a arrumar seus equipamentos em veículos.

É provável que a primeira fase do ataque seja uma saraivada maciça de mísseis cruise e bombas dirigidas – num total de 3.000 – destinadas a eliminar defesas, atordoar as forças iraquianas e levá-las à submissão. Depois, os EUA planejam adotar um ataque coordenado contra o Iraque, fazendo uso de tropas que tem na região.

  • Desde o início, reconhecemos que íamos estar combatendo e desenvolvendo poder de combate mais ou menos ao mesmo tempo – disse o comandante do Exército americano, general William Wallace.

Esta estratégia se aproxima da que foi inicialmente imaginada pelo secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld, que estava ansioso para usar tropas móveis, aerotransportadas, para realizar o ataque – embora apoiadas por poder aéreo maciço – em vez da força tradicional, pesadamente blindada, como teria preferido o Comando Central do EUA, general Tommy Franks.

Todos concordam que o poder aéreo é a chave para esta ação, porque permite os EUA e a Grã-Bretanha lançarem a operação com uma força terrestre muito menor do que necessitariam, em outras circunstâncias.

A Grã-Bretanha está fornecendo 10% do poder aéreo – cerca de 100 aeronaves – que é controlado pelo quartel-general do Comando Conjunto da Força Aérea na base de Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O comandante geral do ar é um general da Força Aérea americana, enquanto o segundo na escala é um britânico, o vice-marechal do ar Glenn Torpy.

Um oficial superior da RAF disse que 2.000 alvos tinham sido identificados dentro do Iraque. Entre os alvos a serem atingidos no primeiro ataque encontram-se as instalações de comunicações com as quais o presidente Saddam pode controlar o uso de armas de destruição em massa que possua. Ele admitiu que, apesar do intenso planejamento e do uso de armas muito mais precisas do que eram há uma década, é certo que haverá baixas civis.

  • Não desejamos devastar o Iraque. Faremos o que for preciso para entrar e ocupar o lugar e pegar aquelas armas de destruição em massa. Mas haverá erros, equívocos. Há erros em qualquer guerra. Não quero que você saia daqui pensando que podemos fazer isto sem ferir alguém. Não podemos.

A estratégia coordenada que apoiará os ataques aéreos foi imposta aos EUA, em parte como resultado da recusa da Turquia em permitir que 62.000 soldados americanos e seus blindados abrissem uma frente Norte a partir do seu país e, em parte, por causa do aparente fracasso em preparar e colocar tropas com rapidez. Mesmo agora, três poderosas unidades blindadas americanas ainda estão nos EUA ou na Europa e só chegarão à região em meados de abril. A única unidade pesada a chegar ao Kuwait é e Terceira Infantaria.

Na verdade, os números referentes à força regularmente citados pelo Pentágono são um tanto ilusórios. Embora diga que cerca de 225 mil efetivos americanos estão na região, metade deste número é composto de pessoal na marinha e da Força Aérea. O número real de soldados e fuzileiros chega perto de 120 mil, apoiados por 26 mil soldados britânicos.

Tudo isto significa duas coisas para EUA e Grã-Bretanha: a dependência em face do seu maciço poder aéreo e a importância das primeiras 48 horas. Oficiais mais antigos dizem que os primeiros ataques serão cruciais para determinar o que acontecerá nos dias seguintes. Nestas circunstâncias, a tomada da cidade iraquiana de Basra – tarefa confiada aos britânicos – adquiriu importância cada vez maior. As forças britânicas esperam que a população da cidade, majoritariamente xiita, lhes dê as boas-vindas.

De uma perspectiva de relações públicas, uma ocupação document.write Chr(39)document.write Chr(39)rápida e gentildocument.write Chr(39)document.write Chr(39) da cidade e dos campos de petróleo adjacentes proporcionaria uma imagem que Washington adoraria ver transmitida para o mundo inteiro.

O jornal The Washington Post informou ontem que os militares planejavam levar jornalistas para filmar quaisquer cenas de júbilo assim que as forças britânicas e americanas chegassem. O porta-voz dos Fuzileiros Navais, Chris Hughes, disse:

  • A primeira imagem desta guerra vai definir o conflito.

Saddam promete resisitir até o fim

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19/03/2003 10h19 – Atualizado em 19/03/2003 10h19

Vestido com uniforme militar, ditador reage a ultimado de Bush: document.write Chr(39)document.write Chr(39)Americanos serão derrotados na última batalha do Iraquedocument.write Chr(39)document.write Chr(39)

BAGDÁ – O presidente iraquiano Saddam Hussein rejeitou ontem o ultimato do presidente dos Estados Unidos, George Bush, que deu prazo de 48 horas, na noite de segunda-feira, para que o ditador e seus filhos deixem o Iraque ou enfrentem ação militar. Saddam declarou à TV estatal iraquiana, em sua primeira reação ao ultimato, que seu país está preparado para repelir qualquer invasor. Ele afirmou que os americanos serão derrotados na document.write Chr(39)document.write Chr(39)última batalha do Iraquedocument.write Chr(39)document.write Chr(39).

Saddam apareceu na televisão vestido com um uniforme militar, o que é raro, participando de uma reunião em seu gabinete. Segundo comunicado oficial, o encontro document.write Chr(39)document.write Chr(39)enfatizou que o Iraque e todos os seus filhos estão totalmente prontos para se confrontar com os invasores e repeli-losdocument.write Chr(39)document.write Chr(39).

document.write Chr(39)document.write Chr(39)O Iraque não escolhe seu caminho sob as ordens de um estrangeiro e não escolhe seus líderes de acordo com decretos de Washington, Londres ou Tel Aviv, mas pela vontade do grande povo iraquianodocument.write Chr(39)document.write Chr(39), afirmou o comunicado.

Uma reunião extraordinária do Parlamento iraquiano foi convocada para hoje às 4h (horário de Brasília). A reunião vai acontecer cerca de 18 horas antes da expiração do ultimato de Bush. O prazo expira exatamente às 22h15 (horário de Brasília).

Antes do pronunciamento de Saddam, seu filho mais velho, Uday, já havia rejeitado o ultimato de Bush, declarando que as forças americanas enfrentarão uma document.write Chr(39)document.write Chr(39)batalha sangrentadocument.write Chr(39)document.write Chr(39). document.write Chr(39)document.write Chr(39)A proposta de Bush demonstra que é um louco, e que é melhor que ele e sua família abandondem o poderdocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse Uday em declarações divulgadas pela emissora de Al Shabab (Juventude), que supervisiona. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Os soldados americanos lamentarão sua má sorte, e suas mulheres e mães chorarão sangue em vez de lágrimasdocument.write Chr(39)document.write Chr(39), declarou Uday, num dos comunicados.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse ontem que há uma coalizão de 45 países que apóia a ação militar contra o Iraque, mas um terço desses países prefere não ser identificado.

  • Nós temos agora uma coalizão… com cerca de 30 países que afirmaram publicamente que poderiam ser incluídos nessa lista. Há outros 15 países que por uma razão ou outra ainda não querem ser citados publicamente, mas apoiarão a coalizão – disse Powell.

Os EUA divulgaram uma lista com os 30 países citados por Powell: Afeganistão, Albânia, Austrália, Azerbaijão, Bulgária, Colômbia, República Tcheca, Dinamarca, El Salvador, Eritréia, Estônia, Etiópia, Geórgia, Hungria, Coréia do Sul, Letônia, Lituânia, Macedônia, Holanda, Nicarágua, Filipinas, Polônia, Romênia, Eslováquia, Espanha, Turquia, Reino Unido e Uzbequistão. Itália e Janpão estão listados para o pós-conflito.

Ontem, diplomatas franceses e gregos deixaram Bagdá, aumentando o êxodo de estrangeiros antes de uma invasão americana.

Outras embaixadas, porém – entre elas a do Vaticano, a de Cuba e da Rússia -, avisaram que não fecharão suas portas.

document.write Chr(39)document.write Chr(39)Quem decide que todos os meios pacíficos que o direito internacional põe à sua disposição estão esgotados, assume uma grande responsabilidade ante Deus, sua consciência e a históriadocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls, em comunicado.

Papa faz apelo de última hora em defesa da paz

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19/03/2003 10h12 – Atualizado em 19/03/2003 10h12

O papa João Paulo II fez hoje mais um apelo em defesa da paz enquanto as tropas norte-americanas e britânicas preparam-se para investir contra o Iraque. O papa invocou o “precioso dom da boa vontade e da paz para toda a humanidade, e especialmente para as pessoas ameaçadas nesse momento pela guerra”.

O pontífice disse que reza para que, “neste momento de trepidação para a paz, o desejo de harmonia e reconciliação seja reavivado”. As declarações foram as primeiras de João Paulo desde que o governo norte-americano concedeu um prazo de 48 horas para que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, deixe o país árabe sob pena de ser atacado. O prazo termina nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, horário de Bagdá. Saddam rechaçou o ultimato.

João Paulo II, 82 anos, foi um dos nomes de destaque dos esforços diplomáticos que tentaram evitar um ataque contra o país árabe. Ontem, o principal porta-voz do Vaticano advertiu sobre o fato de que os países responsáveis pela guerra assumiriam grandes responsabilidades diante de Deus e da humanidade.

“Aqueles para quem se esgotaram as alternativas pacíficas oferecidas pelas leis internacionais assumem uma grande responsabilidade diante de Deus, diante de sua consciência e diante da história”, disse o porta-voz Joaquín Navarro-Valls.

O papa reiterou a necessidade de uma solução pacífica da crise iraquiana durante seu tradicional pronunciamento de quarta-feira. O homem escolhido por João Paulo II para liderar os esforços de paz da Igreja Católica, arcebispo Renato Martino, repetiu a advertência de que a guerra pode incentivar a realização de atentados terroristas.

Estado já notificou 2.114 casos

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19/03/2003 10h09 – Atualizado em 19/03/2003 10h09

A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, já notificou 2.114 casos de dengue em todo Estado. O município de Campo Grande apresenta a maior incidência, com 1186 notificações. Depois vem Anastácio, onde existem 201 casos. Em terceiro lugar está Dourados, com 159 notificações. A Secretaria fechou balanço na sexta-feira referindo-se apenas às notificações ocorridas desde janeiro desse ano. A Secretaria ainda não tem um balanço de casos confirmados em todo Estado em função de atrasos para entrega dos exames. Em Dourados, por exemplo, desde o inicio do ano, foram confirmados apenas três dos casos notificados. Segundo o Coordenador do Dicoe (Divisão de Controle de Epidemiologia), Sebastião Aparecido Marcondes, existem 137 notificações aguardando os resultados dos exames. Só ontem cerca de 10 pessoas suspeitavam estar com dengue no Campo Dourado. O trabalho do Dicoe é encaminhar as notificações para exame e repassar todas as orientações necessárias as pessoas suspeitas de possuírem a doença. Os principais sintomas são dores de cabeça, febre alta, vômito, diarréia, falta de apetite, dores nos olhos, entre outras. As orientações para quem contraiu a doença são bastante repouso e ingerir medicamentos sob orientação médica. Nos próximos dias 20 e 21 serão realizados mutirões envolvendo agentes do Dicoe, do município, do PAC (Programa de Agentes Comunitários) e do PSF (Programa Saúde da Família) na qual visitarão 20 mil imóveis nos principais bairros onde o índice de infestação é maior em Dourados. Os mutirões visam fazer limpezas nesses bairros, retirando lixo e todo material que acumule água parada, numa tentativa de eliminar os criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Além da limpeza, os agentes estarão fazendo a detetização e repassando orientações aos moradores. Em Dourados, de acordo com a última estatística, os bairros identificados com os maiores índices, são Jardim Guanabara, Jardim Monte Líbano, Parque das Nações II, Chácara Califórnia, Jardim Itália, Canaã I, Parque das Nações II e Jardim Ouro Verde. Dourados apresentou um índice de infestação de 1,48% no total. Ainda está abaixo do aceitável pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que é de 3%, entretanto, esse índice já não é mais o exigido pelo Programa Nacional do Controle da Dengue, que é abaixo de 1%. A Secretaria Estadual Informou que o controle da dengue é municipalizada, mas a secretaria contratou 60 novos agentes, que devem iniciar nos próximos dias, ajudando assim, intensificar o controle do mosquito.

Brasil está protegido, garante ministro

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19/03/2003 10h08 – Atualizado em 19/03/2003 10h08

Iminência dos combates mobiliza governo Lula, que diz ter

tomado medidas emergenciais e elevou críticas ao ultimato

dos EUA. Iraquiano em Goiânia fala do temor do conflito

Brasília – O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que o Brasil não será “pego de surpresa” pela guerra com o Iraque. “O governo vem se preparando há 45 dias para a iminência de uma guerra e já tomamos todas as medidas para que o Brasil esteja protegido, tanto em relação ao abastecimento de petróleo quanto a questões sanitárias, de saúde pública e de fronteiras, como também a proteção dos brasileiros que estão no exterior”, afirmou o ministro.

Segundo Dirceu, o governo está trabalhando contra a guerra. Ele acrescentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua buscando uma solução conversando com as Nações Unidas e presidentes de outros países da América do Sul. “O risco que temos é de guerra iminente”, disse.

Numa elevação do tom das críticas que vem fazendo ao governo americano por sua anunciada intenção de invadir o Iraque, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, ao deixar o Palácio da Alvorada, que os Estados Unidos não têm o direito de decidir sozinhos o que é bom ou ruim para o mundo. Ele acusou também o presidente George W. Bush de desrespeitar a Organização das Nações Unidas (ONU).

“O governo americano está transformando a guerra num problema eminentemente americano”, afirmou. “Todos nós queremos que o Iraque não tenha armas atômicas, armas de destruição em massa, que o mundo viva em paz. Agora, isso não dá o direito aos Estados Unidos de, sozinhos, decidirem o que é bom e o que é ruim para o mundo”.

Na avaliação de Lula, o pronunciamento feito anteontem pelo presidente George W. Bush em cadeia de TV “foi muito forte” e põe em dúvida a representação da Organização das Nações Unidas. “Na minha opinião, (o pronunciamento) desrespeita a ONU, não leva em conta o Conselho de Segurança e o que pensa o restante do mundo”, afirmou Lula. “De qualquer forma, como sou otimista, ainda fico imaginando que aconteça alguma coisa nessas próximas 24 horas. A paz é uma condição necessária para a humanidade evoluir.”(Agência Estado)

À beira do ataque de Bush

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19/03/2003 10h01 – Atualizado em 19/03/2003 10h01

7 entre 10 americanos aprovam a decisão de Bush de iniciar ofensiva ao Iraque, segundo pesquisa do Washington Post e da TV ABC.

Às 22h15 de hoje em Brasília (4h15 da manhã de quinta-feira em Bagdá), vence o ultimato dado pelo presidente americano, George W. Bush, para que Saddam Hussein e seus familiares deixem o país. É o fim da contagem da regressiva acompanhada por todo o mundo desde anteontem à noite, quando Bush foi à TV anunciar o prazo de 48 horas para Saddam exilar-se ou preparar-se para os ataques.

Analistas internacionais e estrategistas militares consideravam ontem que a ofensiva americana poderia começar antes mesmo do vencimento do prazo, já que Saddam Hussein rejeitou publicamente o ultimato (veja matéria).

Os Estados Unidos anunciaram ontem ter o apoio de 45 países para a guerra. Segundo o secretário de Estado, Colin Powell, 30 deles assumem publicamente o apoio e formam a Coalizão Pelo Desarmamento Imediato do Iraque (veja quadro) e 15 preferem o anonimato.

Com um poderoso arsenal na região do Golfo Pérsico que inclui porta-aviões (veja quadro), bombas e cerca de 250 mil homens, as forças americanas estão prontas para o ataque desde janeiro.

Os homens que começam as guerras dos Estados Unidos já estão no Iraque há 50 dias, infiltrados pelas fronteiras norte, sul e oeste. As equipes das Forças Especiais chegaram ao país no início de janeiro, quando ainda havia gelo nas montanhas onde desceram, voando rápido em seus pára-quedas especiais de tecido preto.

São poucos, talvez não mais de 250 homens, preparando a operação que ainda não tem um nome, mas tem três objetivos: destruir os arsenais de armas estratégicas de Saddam Hussein, derrubar o regime e instalar um governo de ocupação.

Em ação

O trabalho atual dos grupos americanos, apoiados pelos equivalentes britânicos do Esquadrão Areia do Special Air Service (SAS) já chegou, ao menos em parte, ao noticiário dos jornais.

Nas últimas duas semanas três grandes centrais C3 (de comando, controle e comunicações) das forças do Comando Militar Norte foram atacadas pela aviação dos EUA, em Kirkuk, e britânica, em Mosul.

Isoladas sob toneladas de concreto e empregando uma sofisticada rede de fibras óticas na troca de informações, as centrais só puderam ser bombardeadas com mísseis de precisão a partir de uma ação em terra para a designação dos alvos.

“Foram os nossos rapazes, apontando com o dedo para o endereço dos bandidos, pode ter certeza disso”, afirma o ex-combatente e integrante das Forças Especiais dos Estados Unidos, Andrew Andy M., diretor da Fundação de Defesa Nacional. Andy deixou o Exército em 1993 como oficial condecorado. Foi contratado por uma multinacional da indústria do petróleo. Atualmente ele trabalha no Brasil, na exploração da bacia de Campos. “Militares, petróleo e fabricantes de armas andam juntos pelo mundo” acredita o militar da reserva.

Decisão

Para Andrew M., os soldados encarregados das ações preliminares do conflito como sabotagem, eliminação de lideranças inimigas, resgate em zonas de combate e missões militares especiais podem ser decisivos mesmo antes que a primeira bomba seja lançada.

Na opinião do militar “a defesa antiaérea iraquiana é poderosa, tem 3 mil estações de artilharia e mais de mil de mísseis terra-ar, tudo isso modernizado ao longo dos últimos cinco anos. Só as Forças Especiais podem neutralizar previamente as centrais de coordenação. Fazemos o que tem de ser feito.” (Agências internacionais)

Crise aumenta concentração de renda na Argentina

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19/03/2003 09h55 – Atualizado em 19/03/2003 09h55

A crise econômica argentina está fazendo a riqueza do país se concentrar. De acordo com os últimos dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos), o total de recursos nacionais encolheu 1,46% em doze meses. Nesse período, a média salarial caiu 6% entre outubro de 2001 e outubro de 2002, passando de 544 pesos para 512 pesos.

A população mais rica ficou com 37,4% dos recuros, 2,7% a mais do que no levantamento anterior, entre 2000 e 2001, e 8,1% acima de 1994, quatro anos antes do início da recessão atual e sete anos antes do agravamento da crise com a queda do ex-presidente Fernando de la Rúa.

Ainda segundo os dados oficiais, os 10% mais ricos têm ganhos 27,3 vezes maiores do que os 10% da classe mais baixa. Em 1994, essa diferença era de 17,8 vezes. Um dos grupos que mais perdeu foi o que recebe entre 150 e 340 pesos – cerca de 30% dos trabalhadores. Antes da crise, eles ficavam com uma fatia de 14,3% do total de recursos. Agora, ficam com 14,8%.

O mesmo levantamento oficial mostra que 40% da população, integrada por pessoas que ganham até 280 pesos mensais, perderam 9,7% nos seus salários em doze meses.

Exemplos

A psicóloga argentina Haydée Morgan, de 56 anos, está construindo uma casa com dois quartos a mais do que a residência em que vive hoje, graças aos dólares que não foram bloqueados pelo corralito. “Se dependesse do meu atual salário, jamais faria nada. Mas este é o dinheiro que consegui guardar durante toda a minha vida e que estava, literalmente, debaixo do colchão”, conta ela.

Haydée vive em La Plata, capital da província de Buenos Aires, trabalha numa clínica particular e faz parte da parcela da população que está ajudando a reativar a construção civil na Argentina.

A uma hora e meia da casa de Haydée, no bairro de classe média de Villa Urquiza, na capital argentina, Elba Muñiz, também de 56 anos, foi obrigada a colocar um cartaz de “vende-se” na porta da casa de quatro quartos.

“As coisas nunca foram tão difíceis”, lamenta. “Pela primeira vez na vida, tenho que trabalhar.” Elba começou a ocupar-se como doméstica, ganhando entre cinco e seis pesos por hora desde que o marido foi obrigado a fechar as portas da pequena loja de eletrodomésticos na mesma Villa Urquiza. A falência aconteceu por falta de consumidores e porque Federico, marido de Elba, não tinha como pagar as dívidas em dólares.

Mãe de duas filhas, Elba está trabalhando para ajudá-las a terminar a faculdade e evitar que concretizem o sonho repentino de tentar a vida na Espanha. “Eu achava que éramos de classe média, mas hoje, sem dinheiro para os serviços básicos, passamos a ser pobres”, diz Elba com olhos marejados.

Elba e Haydée, cada uma à sua maneira, integram as últimas estatísticas oficiais sobre a concentração de riqueza na Argentina, resultado do corralito, da recessão e da pesificação da economia.

Cesta básica

Pelos números do Indec, percebe-se que a população mais pobre foi a que mais sofreu, especialmente porque os preços dos produtos da cesta básica foram os que mais subiram.

Hoje, o empobrecimento é observado de diferentes maneiras: menos compras no supermercado, renúncia aos produtos de marca, geralmente mais caros, cancelamento de celulares e filhos repetindo sapato e uniforme do ano anterior – para muitos uma novidade.

Além disso, 50% dos assalariados, por exemplo, ganham menos do que 340 pesos por mês. E só um em cada dez trabalhadores recebe mais do que mil pesos por mês, caso da psicóloga Haydée.

Para o analista político Enrique Zuleta Puceiro, do Ibope, a crise ensinou e obrigou os argentinos a viverem com menos dinheiro.

É uma fase de adaptação que, como observa o sociólogo Artemio Lopez, da consultoria Equis, poderá ter influência direta no voto, na eleição presidencial de 27 de abril.

Hoje, porém, segundo as pesquisas de opinião, nenhum candidato dispara na frente nas intenções de voto. A expectativa é de que, pela primeira vez na história do país, haverá segundo turno e, de acordo com diferentes analistas, ao contrário do que se especula, os votos nulos e em branco deverão ser ínfimos.

“Trata-se de eleição presidencial e, por mais que se esteja apático em relação à política, o argentino sempre leva essa votação a sério”, analisa Rosendo Fraga, do Centro de Estudos União para a Nova Mayoria.

Independência financeira

Donos de um salão de beleza no bairro de Palermo, em Buenos Aires, Roseane, Monica, Mercedes e Jorge estão pensando se vale a pena continuar no negócio. E também não sabem ainda em quem votar.

Os quatro trabalhavam em salões de terceiros quando decidiram poupar para tentar conquistar a independência financeira. Seis anos se passaram e eles acham que, apesar de este ser um dos poucos setores que não fecha as portas no país, é hora de refazer as contas.

“As pessoas estão gastando menos e, conseqüentemente, nós também estamos com menos dinheiro”, diz Mercedes. “Quando compramos o salão, pensamos que poderíamos nos considerar de classe média média. Mas como as coisas não estão fáceis, imaginamos que já somos novamente de classe média baixa, com dificuldades para pagar as contas básicas.”

Para Zuleta Puceiro, a Argentina vive novos tempos. “São tempos de gastar pouco, de pensar na família e de reavaliar o futuro. A crise mudou o patamar financeiro e até psicológico dos argentinos””, diz.

A psicóloga Haydée confessa que decidiu não deixar mais o dinheiro guardado debaixo do colchão, quando percebeu que, graças ao corralito e pela primeira vez na vida, poderia gastar “quase” sem medo.

“Eu digo quase porque é um investimento, não estou jogando o dinheiro pela janela. Certamente, em outros tempos eu não pensaria tanto e nem teria o plano que tenho agora de construir a casa para aluguel. Só assim vou poder complementar meu pequeno salário”.

Haydée reconhece, porém, que graças aos US$ 20 mil que tinha debaixo do colchão pode sentir-se como a classe rica que ficou mais rica depois da crise no ano passado. “Na verdade, sou uma mistura dos mais pobres, porque meu salário perdeu valor com a crise e a pesificação, e os mais ricos, porque salvei meu dinheiro do corralito. Mas quantos não puderam fazer o mesmo?”, indaga.

Petróleo cai e bolsas sobem com iminência de guerra

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19/03/2003 09h51 – Atualizado em 19/03/2003 09h51

Os preços do petróleo despencaram no mercado mundial nesta terça-feira, enquanto as bolsas de valores européias e americanas subiram, com a expectativa de uma guerra entre Estados Unidos e Iraque.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho da Bolsa de Nova York, subiu 0,64%. A Nasdaq, das ações de tecnologia, fechou com alta de 0,59%.

Na Europa, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, subiu 0,42%. No Brasil, a Bolsa de São Paulo acompanhou a tendência internacional e fechou com alta de 2,54%.

O Federal Reserve, o banco central americano, manteve nesta terça-feira a taxa de juros inalterada em 1,25%, mas sinalizou que está pronto a reduzir a taxa rapidamente se a guerra no Iraque afetar a economia americana.

Vitória rápida

Apesar da decisão, o Fed não divulgou a análise sobre o estado da economia americana e a tendência para a taxa de juros, como faz todos os meses.

Nos Estados Unidos, o petróleo do tipo light caiu US$ 3,53, para o menor nível dos últimos dois meses, e o barril fechou em US$ 31,67.

Em Londres, o barril de petróleo cru do tipo Brent caiu 7,6% e fechou a US$ 27,25. Durante o dia, a queda chegou a 10%.

Entre os operadores, domina a aposta em uma vitória rápida e fácil dos Estados Unidos, com interrupção breve do fornecimento de petróleo iraquiano e sem estragos aos poços das regiões de Mosul e Kirkuk.

No fim de fevereiro, o preço do barril de petróleo cru nos Estados Unidos bateu US$ 40, nível atingido durante a crise da Guerra do Golfo, em 1991.

“A incerteza acabou. O mercado acha que estamos indo à guerra e vamos ganhar”, disse Peter Gignoux, da Schroder Salomon Smith Barney, à agência Reuters.

Tendência

Apesar da redução dos preços do petróleo nos últimos três dias, a tendência não está clara, segundo operadores do mercado.

As perspectivas são de volatilidade, e as cotações do barril podem voltar a subir rapidamente se a operação militar no Iraque não sair como está sendo planejado.

Há relatórios do setor alertando para a possibilidade de que a integridade de alguns campos de petróleo da Arábia Saudita esteja ameaçada, na medida em que o país tenha que aumentar a produção para garantir o abastecimento.

Outra sombra no horizonte seria o que alguns analistas estão chamando de “cenário maçarico” – o incêndio de poços do petróleo no Iraque.

Há temores de que, nesse caso, o preço do barril possa chegar a US$ 50.

A empresa alemã fabricante de produtos químicos Bayer afirma que os preços do barril de petróleo podem voltar ao patamar de US$ 35 no início da guerra.

Brasil ganha autorização da OMC para retaliar Canadá

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19/03/2003 09h48 – Atualizado em 19/03/2003 09h48

A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a impor sanções comerciais de US$ 248 milhões por ano ao Canadá, em mais um episódio da guerra comercial no mercado de avição envvolvendo as empresas Embraer e Bombardier.

A partir dessa autorização, o Brasil tem direito imediato de aplicar sobretarifas sobre produtos canadenses, reduzindo sua competitividade no mercado brasileiro, embora o governo já tenha dito que não pretende usar a prerrogativa.

A OMC também decidiu criar, a pedido do Brasil, um comitê de arbitragem (panel) para julgar se são legais ou não os subsídios concedidos pelo governo dos Estados Unidos aos produtores e exportadores de algodão.

O Brasil argumentou na reunião do Órgão de Solução de Controvérsias (OSC), nesta terça-feira, que os subsídios chegam a 130% do valor da produção. Segundo esses dados, os subsídios chegam a US$ 4 bilhões de euros por ano para uma produção de algodão de apenas US$ 3 bilhões.

Energia

Essa foi a segunda vez que o Brasil submeteu o pedido de instalação de panel contra os subsídios de algodão dos Estados Unidos e, por isso, não havia condições de os representantes americanos bloquearem a iniciativa brasileira.

Fontes diplomáticas americanas disseram à agência de notícias France Presse (AFP) em Genebra que essa iniciativa “não serve aos interesses nem do Brasil e nem dos Estados Unidos”.

Durante a reunião do OSC, a embaixadora dos EUA na OMC, Linnet Deily, teria dito que o programa americano para o algodão estava dentro das regras da Organização, segundo a AFP.

A agência de notícias cita uma frase da embaixadora em que ela teria dito que essas energias “seriam melhor empregadas para assegurar o sucesso das negociações agrícolas na OMC”.

No fim de março termina o prazo para que os negociadores da OMC cheguem a um acordo sobre as normas e objetivos das negociações agrícolas na Rodada de Doha de liberalização comercial.

Retaliação

Na decisão sobre a disputa entre Canadá e Brasil, as autoridades brasileiras tinham pedido direito de impor retaliações no valor de US$ 3,3 bilhões.

Em 2000, também dentro dos procedimentos envolvendo essa disputa em relação a aviões, a OMC tinha autorizado o Canadá a aplicar retaliações com aplicação de sobretarifas a produtos brasileiros no valor de US$ 232 milhões por ano, mas até agora o governo canadense não usou esse direito.

Os dois países iniciaram, no fim de 2001, uma série de negociações bilaterais para tentar resolver o impasse.

Médicos dizem ter identificado vírus que causa gripe mortal

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19/03/2003 09h02 – Atualizado em 19/03/2003 09h02

Cientistas em Hong Kong afirmam ter feito uma descoberta-chave contra uma forma grave de pneumonia que está fazendo vítimas em todo o mundo.

Os pesquisadores identificaram um vírus da família paramyxoviridae como responsável pela misteriosa doença respiratória que já causou pelo menos dez mortes e levou 219 pessoas para o hospital, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com médicos da Universidade Chinesa de Hong Kong e do Hospital Príncipe de Gales, ainda é necessário fazer mais pesquisas para saber se o vírus é de um novo tipo contra o qual não há remédios.

Apesar disso, eles disseram que a descoberta indica que é correto o tratamento que está sendo dado aos pacientes que estão sofrendo com essa pneumonia atípica em Hong Kong – a área mais atingida, com 123 casos.

Ameaça mundial

A OMS descreveu a doença como uma “ameça à saúde mundial” e fez um alerta de emergência depois que foram encontrados casos em pelo três continentes, com mais casos suspeitos em outras partes do mundo.

A mais recente possível vítima da doença – chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) – é um médico francês que morreu nesta quarta-feira no Vietnã.

Ele estava tratando um empresário americano internado sob suspeita de ter desenvolvido a doença.

Uma enfermeira que cuidava do mesmo paciente também morreu, pouco antes.

Autoridades em Hong Kong estão investigando a morte de um idoso, que aparentemente desenvolveu essa pneumonia atípica, com sintomas que incluem febre alta, calafrios, tosse e problemas respiratórios.

Há casos da doença também na China, onde ela pode ter se originado, na Alemanha e na Grã-Bretanha, entre outros países.

Se o vírus for mesmo da família paramyxoviridae, os pesquisadores podem estar próximos de identificar o melhor tratamento.

“É uma descoberta importante mostrando que o tratamento antiviral é a escolha certa”, disse Sydney Chung Sheung-Chee, diretor da faculdade de medicina da Universidade da China, de acordo com o jornal South China Morning Post.

Cenoura e alho viram instrumentos musicais em Londres

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19/03/2003 08h59 – Atualizado em 19/03/2003 08h59

No lugar de flautas, cenouras. Em vez de violinos, talos de alho-poró. E no palco onde se apresentam os maiores nomes da música clássica mundial, a Primeira Orquestra de Legumes de Viena.

O inusitado grupo realizou três concertos no Purcell Room, no South Bank Centre, uma das principais salas de concertos de Londres, está com a agenda preenchida com apresentações em várias cidades européias e lança seu segundo CD em março.

Nessa orquestra, um pimentão vira um oboé, pepinos são tocados como trompetes e uma abóbora se torna um tambor perfeito.

Depois de as músicas serem executadas, os “instrumentos” vão para um caldeirão fumegante colocado ao lado do palco, e o público é convidado a tomar a “sopa musical” no final do espetáculo.

Cozinha

A idéia para essa orquestra não poderia ter surgido em outro lugar senão na cozinha da casa onde vivem vários integrantes do grupo, há cinco anos.

“Enquanto cozinhávamos, também brincávamos com os legumes. Então começamos a experimentar o que poderia funcionar como instrumento musical e, três meses depois, realizamos nosso primeiro concerto”, disse Barbara Kaiser, uma das integrantes da orquestra, à BBC Brasil.

Os espetáculos realizados em Londres fizeram parte de uma semana dedicada a eventos para crianças, mas Barbara insiste que o principal público da Orquestra de Legumes de Viena são os adultos.

“No nosso segundo CD, estamos explorando mixagens com música eletrônica”, afirmou. “Acho que este é um caminho que pode agradar muito aos adultos.”

Quando perguntada se o grupo consegue ser levado a sério, Barbara respondeu que sim. “No início dos concertos, as pessoas não contêm os risos ao ver a gente tocando com os legumes”, admitiu. “Mas pouco depois reconhecem que aquilo é música e ficam quietas para escutar.”

Sopa musical

Como toda boa sopa, a que a Orquestra de Legumes de Viena oferece ao público após o espetáculo leva algumas horas para ficar pronta.

Antes dos concertos, os instrumentistas vão pessoalmente à feira escolher os legumes.

Depois passam cerca de duas horas preparando os “instrumentos”.

As cenouras, por exemplo, são cortadas em diferentes tamanhos e perfuradas com uma furadeira elétrica.

Para fazer um “pepineridoo” – uma réplica do instrumento aborígene australiano djidjeridoo – os músicos retiram toda a polpa de um pepino.

Um concerto da Orquestra de Legumes de Viena não dura mais que uma hora, tempo exato para que os “instrumentos” cozinhem, antes de ser servidos.

Kuwait diz que soldados já estão na zona desmilitarizada

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19/03/2003 08h56 – Atualizado em 19/03/2003 08h56

Tropas americanas e britânicas já teriam ingressado na zona desmilitarizada entre o Iraque e o Kuwait, de acordo com informações de autoridades do Kuwait.

A agência de notícias Reuters cita fontes dos serviços de segurança do país que dizem que os soldados entraram na zona desmilitarizada às 11 da manhã, horário local (5 da manhã em Brasília).

No entanto, segundo correspondentes da BBC no Golfo, autoridades dos Estados Unidos negaram a informação e disseram que suas tropas continuam em território kuwaitiano.

Já um porta-voz britânico afirmou apenas que os soldados assumiram “posições avançadas de combate”.

Antes do prazo

A zona desmilitarizada ocupa uma região de 5 km no interior do Kuwait e 10 km dentro do Iraque.

Os monitores da ONU que fiscalizavam a região a abandonaram na segunda-feira.

Militares americanos não descartam a possibilidade de iniciar um ataque contra o Iraque antes do fim do prazo de 48 horas dado pelo presidente George W. Bush para Saddam Hussein deixar o país.

Eles afirmam que a Casa Branca não se sente obrigada a esperar até as 22h (horário de Brasília) desta quarta-feira – hora marcada para o fim do prazo, segundo o ultimato – para começar a ofensiva, já que Saddam já deixou claro que não pretende deixar o país.

A força da coalizão reúne tropas ou ajuda de 30 países, além de outros 15 que – segundo o departamento de Estado americano – estariam dispostos a oferecer apoio na forma de autorização de uso do espaço aéreo nacional, apesar de não quererem se manifestar publicamente a favor do ataque.

Parlamento iraquiano dá apoio unânime a Saddam

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19/03/2003 08h54 – Atualizado em 19/03/2003 08h54

O Parlamento iraquiano se reuniu nesta quarta-feira para apoiar o presidente Saddam Hussein, com votos de que ele lidere o país à vitória numa possível guerra contra o Estados Unidos.

Saddam conseguiu apoio unânime dos parlamentares, que se reuniram numa sessão de emergência e prometeram dar seu sangue para defendê-lo.

Os parlamentares disseram que o presidente não deve se curvar às pressões dos Estados Unidos para deixar o país.

“A História vai relembrar como o povo do Iraque, sob a gloriosa liderança de Saddam Hussein, deu uma lição naqueles que não têm valor”, disseram eles, numa declaração aprovada por todos os parlamentares.

Mártires

Eles também enviaram a Saddam uma carta na qual dizem que estão prontos para se tornar “mártires” em defesa do país.

O presidente americano, George W. Bush, deu a Saddam e seus dois filhos, Uday e Qusay, um prazo que termina às 22h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira para deixar o país.

“Isso não vai acontecer. Ele vai lutar e guiar nosso país à vitória”, disse o presidente do parlamento, Saadun Hammadi.

Durante a sessão, alguns deputados leram poemas, enquanto outros cantavam: “Iraque é Saddam, e Saddam é Iraque”.

O presidente iraquiano rejeitou o ultimato na terça-feira, classificando-o como desprezível e disse que uma guerra seria “a última agressão da América contra os árabes”.

Desde terça-feira, a televisão estatal iraquiana tem mostrado cenas de manifestações de apoio a Saddam Hussein em todo o país.

O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed Al-Sahaf, disse a jornalistas em Bagdá que uma invasão do Iraque não seria bem-sucedida.

“Eles vão enfrentar a morte definitiva”, disse, referindo-se aos soldados americanos e britânicos.

Reconstruir Iraque pode custar até US$ 600 bi, afirma analista

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19/03/2003 08h49 – Atualizado em 19/03/2003 08h49

O cientista político Amaury de Souza, diretor da MCM Consultores Associados, aponta o alto custo da reconstrução do Iraque após uma eventual guerra como principal motivo para que França e Alemanha não apóiem um ataque ao país do ditador Saddam Hussein. “O processo de reconstrução duraria dez anos e estima-se que custaria entre US$ 300 bilhões e US$ 600 bilhões. É uma conta altíssima”, afirma.

“Essa é a razão pela qual os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), especialmente França e Alemanha, vêm se recusando a participar dessa aventura”, declara Souza. Segundo ele, os Estados Unidos não querem arcar sozinhos com os custos e pretendem dividi-los com a União Européia e a Otan.

O Iraque, explica o cientista político, é um país industrializado e urbanizado. Além disso, possui, de acordo com o consultor, uma divisão étnica e religiosa que pode desencadear uma “sangrenta guerra civil” caso Saddam seja derrubado. O ditador pertence à minoria sunita, que sofre a oposição da maioria xiita. No norte, a etnia curda reivindica a criação de um novo país.

Arrecadação bate recorde histórico

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19/03/2003 08h39 – Atualizado em 19/03/2003 08h39

A arrecadação total de impostos e contribuições federais somou R$ 20,465 bilhões no mês de fevereiro. Esse é o melhor resultado da história para meses de fevereiro, se considerada a arrecadação total e a preços de fevereiro de 2003, corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Do total arrecadado, R$ 19,690 bilhões referem-se à receita administrada pela Receita Federal e outros R$ 776 milhões às demais receitas (que incluem receitas de privatização e concessão). Com relação à receita total, houve um crescimento real (a preços corrigidos pelo IPCA) de 0,93% na comparação com fevereiro de 2002 e uma queda real de 21,68% em relação a janeiro deste ano. A redução da arrecadação, na comparação com janeiro, é justificada, em grande parte, pelo pagamento da primeira cota ou cota única do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), em janeiro de 2003, relativa ao resultado apurado no último trimestre de 2002. Além disso, há um efeito sazonal, resultado do maior volume de vendas no mês de dezembro, o que influencia positivamente a arrecadação do mês de janeiro de IRPJ e CSLL, além das receitas de Cofins, PIS/Pasep e da Cide-Combustíveis. Na comparação com fevereiro do ano passado, o crescimento real de 0,93% é explicado, principalmente, segundo o secretário adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, pela antecipação do recolhimento do IRPJ e da CSLL a pagar na declaração de ajuste de 2002 das instituições financeiras. O prazo legal para o pagamento é março deste ano. No entanto, em fevereiro, a antecipação desses impostos rendeu à Receita uma arrecadação R$ 994 milhões superior à registrada em fevereiro de 2002.

Tempestade de areia atinge tropas dos EUA

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19/03/2003 08h34 – Atualizado em 19/03/2003 08h34

Uma violenta tempestade de areia atingiu forças norte-americanas, posicionadas no deserto kuwaitiano, que estão prontas para invadir o Iraque. Conforme o correspondente da Reuters, Andrew Gray, que está com unidade de infantaria do Exército no norte do Kuwait, só é possível enxergar poucos metros à frente. Bagdá, que fica a 500 quilômetros ao noroeste da posição dessas tropas, também está encoberta por poeira.

Comandantes dos Estados Unidos disseram que o clima pode desempenhar um papel decisivo para determinar o momento de qualquer ataque. Tempestades no deserto tiram a visibilidade e empurram areia para equipamentos delicados, mas também dificultam a observação de tropas pelos inimigos.

As forças terrestres se preparam para entrar no Iraque durante ou depois de um intenso bombardeio aéreo.

Oficiais dos EUA disseram que, ao diminuir a visibilidade e atingir os olhos dos soldados e o equipamento de alta tecnologia, uma tempestade de areia pode adiar uma ação terrestre. Mas, por outro lado, há benefícios para quem ataca, já que cega as defesas e refresca o calor do deserto para soldados vestindo trajes de proteção contra agentes químicos.

A tempestade de areia atingiu Bagdá menos de um dia antes do fim do ultimato dos Estados Unidos a Saddam Hussein. Novas tempestades poderiam limitar a capacidade de precisão em bombardeios, mas teriam pouco efeito sobre os mísseis e bombas guiadas por satélite, que formam a maior parte do arsenal norte-americano.

Não é possível ver céu azul em partes do deserto kuwaitiano e o Sol aparece fraco em meio à neblina. As temperaturas estão mais frescas do que normal da primavera local.

O correspondente da Reuters disse que os ventos atingem mais de 60 quilômetros por hora. Mais ao sul, a previsão é de clima empoeirado durante o dia de hoje, com ventos de mais de 50 quilômetros entrando no Kuwait a partir do noroeste – através do deserto iraquiano-saudita.

Fórum discute reajuste da Energia

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19/03/2003 08h27 – Atualizado em 19/03/2003 08h27

Deputados, vereadores e entidades do Fórum Contra o Reajuste da Energia marcaram nova reunião para organizar a mobilização da semana decisiva contra a revisão tarifária de 42,64% proposta pela Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul). O encontro acontecerá na sexta-feira, às 8h30, no plenarinho da Assembléia Legislativa. O deputado estadual Semy Ferraz (PT), o vereador Alex do PT, a ABCCON (Associação Brasileira da Cidadania e do Consumidor) e a Associação Comercial de Campo Grande estão realizando visitas a outras entidades, como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CDL (Câmara de Dirigentes Logistas), CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humandos), Procuradoria Federal e Promotora de Defesa do Consumidor, em busca de mais adesões contra o reajuste. Um dos principais objetivos da reunião é definição de uma viagem a Brasília para audiência com a Ministra de Minas e Energia, Dilma Vana Rousseff, quando será entregue abaixo-assinado coletado pelo grupo em diversos municípios do Estado. Os parlamentares e entidades têm a intenção de estender a mobilização aos 77 municípios, através das câmaras de vereadores e associações de moradores. Todos os deputados estaduais, a bancada federal, prefeitos e vereadores do Estado estão sendo convidados para o encontro. O senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Vander Loubet (PT) já confirmaram presença. Segundo o deputado Semy, a iniciativa de uma audiência com a ministra de Minas e Energia objetiva não apenas discutir formas de impedir o reajuste de 42,64%, mas também cobrar intervenção do governo federal na Aneel (Agência nacional de Energia Elétrica). “O governo não pode permitir que as agências contrariem sua política econômica, já que aumentou os juros para conter a inflação. Um aumento de 42% autorizado pela Aneel refletirá drasticamente no índice inflacionário para o consumidor”, afirma. “Nosso movimento está ganhando força, com grande adesão popular, e esta é uma luta suprapartidária, de toda a sociedade sul-mato-grossense”, completa o vereador Alex do PT.

Desempenho vai pautar reunião com Lula

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19/03/2003 08h18 – Atualizado em 19/03/2003 08h18

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne hoje o ministério para, oficialmente, tratar do projeto de desenvolvimento nacional que fará parte do Orçamento da União e do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) para os próximos quatro anos. Mas as atenções de Lula estarão concentradas em dois outros cenários. Internacionalmente, no iminente ataque dos Estados Unidos ao Iraque; internamente, numa cobrança por melhores resultados da equipe, principalmente dos ministros envolvidos com programas sociais.

Ao abrir a reunião na Residência Oficial do Torto, que deve durar o dia todo, Lula terá na cabeça o perfil de cada um, quem vai bem, quem está abaixo das expectativas, quem só cumpre o dever, quem fala demais e quem passa por um tipo de estágio probatório, depois de ser defendido pelo governo, como Anderson Adauto (Transportes) e Walfrido Mares Guia (Turismo).

Os que estão abaixo das expectativas vão ouvir cobranças, ainda que indiretas e discretas. Segundo ministros e parlamentares com trânsito no Planalto, Olívio Dutra (Cidades) ainda não teria um bom plano de trabalho. Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia) irritou o presidente ao defender a produção da bomba atômica.

Além disso, Lula negociara com o PSB a indicação de Marcelo Rezende e acabou surpreendido pela escolha de Amaral. Completam a lista José Graziano (Segurança Alimentar), por ter um projeto considerado confuso de combate à fome, Guido Mantega (Planejamento) e Benedita da Silva (Promoção e Assistência Social).

Os que falam demais, segundo Lula, são Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Tarso Genro (Desenvolvimento Econômico e Social) e Cristovam Buarque (Educação). Os que apenas cumprem o dever, sem criatividade, são Jaques Wagner (Trabalho), Emília Fernandes (Direitos da Mulher) e Agnelo Queiroz (Esportes).

Bons

No outro lado, Lula avalia que superaram suas expectativas Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Gilberto Gil (Cultura). Para ele, Furlan enquadrou-se totalmente no figurino do “caixeiro viajante” que “vende” o Brasil lá fora. Com entusiasmo, diz que seu ministro faz uma viagem ao exterior e, nos contatos, vende US$ 300 milhões, US$ 500 milhões, abrindo mercados nunca antes imaginados. “O homem é um craque”, já chegou a elogiar.

Gil está bem porque não se importou com ataques do PT e do assessor especial de Lula, Frei Betto, e também vendeu o Brasil cultural mundo afora, além de ser “bom papo”. Lula gosta de conversar com ele. Roberto Rodrigues (Agricultura) tem sido elogiado, assim como Miro Teixeira (Comunicações), e Dilma Roussef (Minas e Energia), que foram duros com as agências reguladoras de suas áreas. Lula já mostrou que gosta do trabalho de Ciro Gomes (Integração Nacional).

Também estão dando certo Antônio Palocci (Fazenda), Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Marina Silva (Meio Ambiente), Ricardo Berzoini (Previdência), Celso Amorim (Relações Exteriores), Humberto Costa (Saúde), José Viegas (Defesa) e Jorge Armando Félix (Segurança Institucional). São ministros pessoais de Lula José Dirceu (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e Luiz Gushiken (Comunicação de Governo). (Agência Estado)

Imóveis têm valorização de 30%

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19/03/2003 08h13 – Atualizado em 19/03/2003 08h13

Dênes de Azevedo Os imóveis de Dourados estão 30% mais caros. Esta é a opinião de vários corretores consultados ontem. Eles revelam ainda que a cidade está recebendo bastante investimentos de empresários da região. A expectativa geral é de que o mercado imobiliário fique muito mais aquecido com a colheita da safra agrícola e com a implantação de mais duas universidades – A UCDB e a Uniderp. Na opinião do gerente de imobiliária Manoel Alexandre Gonçalves, essa supervalorização teve início em setembro do ano passado, devido à mudança de governo, elevação do preço do dólar e boa perspectiva de safra agrícola. Agora, segundo ele, o mercado está estável. O corretor José Tioma diz que no final do ano passado as negociações imobiliárias foram melhores. Segundo ele, a maioria dos investimentos que Dourados recebeu neste período foram de empresários de cidades da região. “Os imóveis mais procurados são aqueles que custam entre R$ 50 e 60 mil”, informa o corretor. Já Vilson Cortes Buzzio explica a estabilidade do mercado. Ele acha que o medo da guerra faz com que as pessoas deixem de investir momentaneamente. Sobre a valorização dos imóveis, o corretor explica que o comprador deve ter cautela e fazer uma avaliação bem feita. Segundo Vilson, algumas pessoas exageraram na estimação dos preços dos seus imóveis. Alguns imóveis tiveram os preços elevados em até 50%. Os imóveis mais procurados atualmente são aqueles com preços de até R$ 100 mil, principalmente casas, segundo o corretor Ananias Rodrigues de Oliveira. Ele revela ainda que há muita procura por terrenos. Manoel Alexandre explica a procura pelas casas. Para ele, isto está ocorrendo devido a efetivação de Dourados como um pólo educacional. Famílias moradoras de cidades da região estariam adquirindo casas para os filhos morarem e estudarem em Dourados. O gerente acha que, caso haja a implantação de mais duas universidades, como está sendo cogitado, o mercado imobiliário deve melhor ainda mais. Manoel argumenta ainda que o crescimento da agricultura, da suinocultura e da piscicultura também influenciam no desenvolvimento da cidade de Dourados. Já Vilson Buzzio, acha que a melhoria da infraestrutura da cidade também é responsável pela valorização dos imóveis e pelo despertar de interesse nos investidores. Ele também lembra que algumas áreas foram mais valorizadas que outras, como o bairro Girassol, onde um terreno chega a custar R$ 60 mil. No Parque Alvora, algumas pessoas estariam ofertando terrenos a R$ 22 mil. No entanto, Vilson acha que naquele local o preço de R$ 15 mil seria justo por um terreno. O terreno mais barato seria encontrado no Jardim Colibri, por cerca de R$ 3.500.

Popó tem projeto de subir de peso

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19/03/2003 08h10 – Atualizado em 19/03/2003 08h10

O boxeador Acelino Freitas, o Popó, disse agora não descartar possíveis novas lutas de unificação de títulos mundiais ainda neste ano.

Campeão dos superpenas pela AMB (Associação Mundial de Boxe) e pela OMB (Organização Mundial de Boxe), Popó disse, após derrotar o mexicano Juan Carlos “Ranchero” Ramirez, no fim de semana, em Chicago, que uma unificação com outras entidades não seria interessante. Na chegada ao Brasil, porém, admitiu a possibilidade.

“Tenho propostas para uma revanche contra Joel Casamayor [de quem tirou o cinturão da AMB] ou para uma nova unificação”, disse o pugilista, invicto com 33 vitórias, 30 delas por nocaute.

“Quero terminar este ano com outro cinturão para poder lutar como leve no ano que vem. Continuo esperando uma definição sobre meus próximos combates”, completou.

Para levar o cinturão da FIB (Federação Internacional de Boxe), Popó teria que lutar contra Carlos Hernandez. O campeão do CMB (Conselho Mundial de Boxe) é o tailandês Sirimongkol Singmanassuk.

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